Deshin Shekpa, 5º Karmapa Lama

Deshin Shekpa, 5º Karmapa Lama (em tibetano: དེ་བཞིན་གཤེགས་པ་) (1384–1415), (também escrito Deshin Shegpa, Dezhin Shekpa, Dezhin Shegpa), foi o 5.º Gyalwa Karmapa, líder da Karma Kagyu, uma subdivisão da Kagyu do Budismo tibetano. Deshin Shekpa nasceu em Nyang Dam, no sul do Tibete. De acordo com a linhagem, ao nascer ele teria dito: “Sou o Karmapa. Om mani padme hum shri.” Depois disso, foi levado a Tsawa Phu, onde foi reconhecido como a reencarnação do 4.º Karmapa.
O 5.º Karmapa, Deshin Shekpa, viajou extensamente pelo Tibete e Mongólia, ensinando práticas de não violência. Após concluir sua formação, foi convidado a ir para a China em 1403, pois o Imperador Yongle (Zhu Di; 1402–1424) tivera uma visão de Avalokitesvara e desejava cerimônias religiosas para seus pais falecidos.
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Depois de uma longa jornada iniciada em 1403, o 5.º Karmapa chegou à capital chinesa, Nanjing, em 10 de abril de 1407, montado em um elefante. Ao entrar no palácio imperial, recebeu as boas-vindas de dezenas de milhares de monges. Conseguiu convencer o imperador de que existiam diferentes ramos do budismo para diferentes povos e que isso não significava que um ramo fosse superior ao outro.
O 5.º Karmapa foi muito bem acolhido em sua visita à capital e há relatos de diversas ocorrências milagrosas. Ele também conduziu cerimônias religiosas para a família do imperador. Em reconhecimento, recebeu 700 medidas de prata e o título de “Precioso Rei Religioso, Grande Amoroso do Ocidente, Poderoso Buda da Paz”. Recebeu ainda uma representação material da famosa e etérea “Vajra Crown”, alegadamente invisível a todos, exceto para os de espírito puro, sendo essa coroa confeccionada em brocado preto e adornada com joias.[1]
Além dos assuntos religiosos, o Imperador Cheng Zu almejava firmar aliança com o 5.º Karmapa similar àquela que os imperadores Yuan (1277–1367) haviam consolidado com a escola Sakya.[2] O imperador Ming aparentemente ofereceu enviar tropas regulares para unificar o Tibete sob o 5.º Karmapa, mas Deshin Shekpa recusou.[3]
O 5.º Karmapa partiu de Nanjing em 17 de maio de 1408.[2] Em 1410, retornou ao Mosteiro de Tsurphu, onde reconstruiu o monastério, seriamente danificado por um terremoto.
Notas
Referências
- ↑ Brown, Mick. (2004). The Dance of 17 Lives: The Incredible True Story of Tibet's 17th Karmapa, p. 34. Bloomsbury Publishing, Nova Iorque e Londres. ISBN 158234177X.
- ↑ a b Sperling, Elliot. "The 5th Karma-pa and some aspects of the relationship between Tibet and the early Ming." In: Tibetan Studies in Honour of Hugh Richardson, editado por Michael Aris e Aung San Suu Kyi, p. 284. (1979). Vikas Publishing house, Nova Délhi.
- ↑ Brown, Mick. (2004). The Dance of 17 Lives: The Incredible True Story of Tibet's 17th Karmapa, pp. 33–34. Bloomsbury Publishing, Nova Iorque e Londres. ISBN 158234177X.
Fontes
- Lama Kunsang, Lama Pemo, Marie Aubèle (2012). History of the Karmapas: The Odyssey of the Tibetan Masters with the Black Crown. Snow Lion Publications, Ithaca, Nova Iorque. ISBN 1559393904.
- Thinley, Karma (2008). The History of Sixteen Karmapas of Tibet. EUA: Prajna Press. p. 150. ISBN 1570626448
