Descolamento do vítreo posterior
| Descolamento do vítreo posterior | |
|---|---|
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| Diagrama esquemático do olho humano. | |
| Especialidade | Oftalmologia |
| Sintomas | Moscas volantes, flashes de luz[1] |
| Início habitual | A partir dos 50 anos de idade[1] |
| Fatores de risco | Miopia[1] |
| Método de diagnóstico | Exame de vista com dilatação[1] |
| Condições semelhantes | Aura de enxaqueca, uveíte, retinite pigmentosa[2] |
| Tratamento | Nenhum, cirurgia[1] |
| Prognóstico | Geralmente bom[2] |
| Frequência | Comum[1] |
| Classificação e recursos externos | |
| CID-10 | H43.81 |
| DiseasesDB | 31271 |
| MeSH | D020255 |
Descolamento vítreo posterior ( DVP ) é uma condição do olho em que o vítreo se separa da retina.[3][4] Os sintomas são moscas volantes e flashes de luz na visão periférica.[1] Não há ocorrência de dor.[3] Geralmente, se resolve em poucos meses.[1] As complicações podem ser ruptura da retina, descolamento da retina, buraco macular, enrugamento macular e sangramento vítreo.[1][2]
Um dos fatores de risco é a miopia.[1] Os episódios podem ser desencadeados por cirurgia de catarata, trauma, uveíte e capsulotomia a laser.[2] O mecanismo subjacente envolve o amolecimento do vítreo, que está relacionado com a idade.[3] O diagnóstico é feito por exame oftalmológico com dilatação.[1] Outras formas de medir utilizadas podem ser o ultrassom e a tomografia de coerência óptica.[2]
Na maioria dos casos, não é necessário nenhum tratamento específico.[1] Pode ser recomendado acompanhamento em 2 a 4 semanas para descartar complicações.[2] Geralmente, os resultados são bons.[2] Se a condição causar problemas significativos, , pode ser tentada a cirurgia, conhecida como vitrectomia.[1]
O descolamento do vítreo posterior torna-se comum à medida que as pessoas envelhecem.[1] Cerca de metade das pessoas com mais de 50 anos são afetadas.[2] É comum que as mulheres sejam afetadas em idades mais jovens.[2] Foi descrito pela primeira vez em 1856 por Muller e em 1875 por Briere.[2]
Referências
- ↑ a b c d e f g h i j k l m n «Vitreous Detachment | National Eye Institute». www.nei.nih.gov. Consultado em 11 de fevereiro 2022. Arquivado do original em 10 de fevereiro 2022 Arquivado em 2022-02-10 no Wayback Machine
- ↑ a b c d e f g h i j Ahmed, Faryal; Tripathy, Koushik (2022). «Posterior Vitreous Detachment». StatPearls. StatPearls Publishing. Consultado em 11 de fevereiro 2022. Arquivado do original em 22 de janeiro 2022 Arquivado em 2022-01-22 no Wayback Machine
- ↑ a b c Gauger E; Chin EK; Sohn EH (17 de novembro 2014). «Vitreous Syneresis: An Impending Posterior Vitreous Detachment (PVD)». University of Iowa Health Care: Ophthalmology and Visual Sciences. Consultado em 7 de junho 2021. Arquivado do original em 5 de julho 2020; See "Discussion" following "Clinical Course". Arquivado em 2020-07-05 no Wayback Machine
- ↑ «Posterior vitreous detachment». RNIB - See differently (em inglês). 19 de fevereiro 2014. Consultado em 11 de fevereiro 2022. Arquivado do original em 29 de junho 2021 Arquivado em 2021-06-29 no Wayback Machine
