Dermatite perioral
| Dermatite perioral | |
|---|---|
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| Pequenas pápulas em torno da boca e das narinas, com eritema de fundo e preservação da zona imediatamente adjacente aos lábios | |
| Especialidade | Dermatologia |
| Sintomas | Múltiplas pápulas e vesículas avermelhadas em torno da boca, do nariz e dos olhos[1] |
| Início habitual | entre os 15 e os 45 anos de idade[1] |
| Causas | Desconhecidas[2] |
| Fatores de risco | corticoides, cosméticos, hidratantes[2] |
| Método de diagnóstico | Basedo nos sintomas[2] |
| Condições semelhantes | Rosácea, acne, dermatite[2] |
| Tratamento | interrupção do uso decorticoides, metronidazol, clindamicina[2] |
| Frequência | Comum[1] |
| Classificação e recursos externos | |
| CID-11 | ED90.1 |
| DiseasesDB | 31371 |
| MedlinePlus | 001455 |
| eMedicine | 1071128 |
| MeSH | D019557 |
A dermatite perioral é um tipo de erupção cutânea que ocorre tipicamente em torno da boca, olhos e narinas.[1][2] Os sintomas incluem múltiplas pápulas e vesículas avermelhadas, de pequenas dimensões (1–2 mm), por vezes sobre um fundo descamativo.[1] Pode também haver comichão ou sensação de ardor.[2] Mais raramente, pode afetar a região genital.[1] A zona imediatamente adjacente aos lábios tende a não ser afetada.[2]
A causa é desconhecida.[2] A utilização de corticoides tópicos ou inalados está associada à condição, podendo também contribuir o uso de hidratantes, cosméticos, pastas dentífricas com flúor e protetores solares.[1][2] O diagnóstico baseia-se geralmente nos sintomas, sendo a biópsia cutânea utilizada em casos de dúvida.[2] Outras patologias com apresentação semelhante incluem rosácea, acne, dermatite alérgica e dermatite por lambedura.[2]
O tratamento consiste, geralmente, na interrupção do uso de cremes com corticoides, cosméticos e protetor solar.[1] A interrupção abrupta dos corticoides pode agravar inicialmente a erupção, pelo que pode ser recomendada uma suspensão gradual.[1] Medicamentos tópicos utilizados inicialmente incluem creme de metronidazol ou de clindamicina.[2] Se a resposta for insuficiente, podem ser utilizadas doxiciclina, tetraciclina ou isotretinoína por via oral.[1][2] A melhoria pode demorar algumas semanas ou meses.[1][2] A condição pode tornar-se crónica ou recorrente.[2]
Estima-se que a condição afete entre 0,5% e 1% da população por ano nos países desenvolvidos.[3] Até 90% das pessoas afetadas são mulheres com idades entre os 15 e os 45 anos.[1][3] O termo “dermatite” é tecnicamente impróprio, uma vez que não se trata de um processo eczematoso.[2]
Referências
- ↑ a b c d e f g h i j k l «Periorificial dermatitis». dermnetnz.org (em inglês). DermNet NZ. Consultado em 6 de julho de 2021. Arquivado do original em 11 de abril de 2021 Arquivado em 2021-04-11 no Wayback Machine
- ↑ a b c d e f g h i j k l m n o p q Tolaymat, L; Hall, MR (janeiro de 2021). «Perioral Dermatitis». StatPearls. PMID 30247843
- ↑ a b «Perioral Dermatitis: Background, Pathophysiology, Etiology of Perioral Dermatitis». 26 de junho de 2021. Consultado em 6 de julho de 2021. Arquivado do original em 5 de maio de 2021 Arquivado em 2021-05-05 no Wayback Machine
- ↑ «Munks Roll Details for Peter Edward Darrell Sheldon Wilkinson». munksroll.rcplondon.ac.uk. Consultado em 6 de novembro de 2017. Arquivado do original em 10 de novembro de 2017 Arquivado em 2017-11-10 no Wayback Machine
