Denys Prokopenko

Denys Prokopenko
Prokopenko em 2022
Dados pessoais
Nome de nascimentoДенис Прокопенко
ApelidoRedis
Nascimento20 de junho de 1991 (34 anos)
Kiev, Ucrânia
Nacionalidade Ucrânia
Alma materUniversidade Linguística Nacional de Kiev
Universidade Nacional de Defesa da Ucrânia
Carreira militar
Força Guarda Nacional da Ucrânia
Hierarquia Coronel
Unidade Regimento Azov
ComandosRegimento Azov (2017-2025)
1.º Corpo "Azov" (2025─presente)
Guerras
Honrarias
Medalha "Pelo Serviço Militar à Ucrânia"

Denys Hennadiyovytch Prokopenko (em ucraniano: Денис Геннадійович Прокопенко, nascido em 20 de junho de 1991) é um oficial militar ucraniano, coronel da Guarda Nacional da Ucrânia e comandante do Regimento Azov. Ficou conhecido por liderar a defesa da cidade de Mariupol durante o cerco pelas forças russas em 2022, tendo sido distinguido com o título de Herói da Ucrânia pelo seu papel na linha da frente.[1]

Conhecido pelo nome de guerra "Redis", é ex-membro de um grupo ultra (torcida organizada) do clube Dínamo de Kiev, e tem sido associado a simbologia e retórica de extrema-direita no passado.[2]

Natural de Kiev, é descendente de carélios e considera a sua luta contra a ocupação russa como um prolongamento histórico da resistência da sua família ao domínio soviético e ao imperialismo russo.[3]

Prokopenko se juntou ao Batalhão Azov em 2014 e lutou na Guerra em Donbas. Após o seu líder Andriy Biletsky ter deixado o comando de Azov para focar na vida política, Prokopenko foi promovido a major e líder do Regimento Azov em 2017, tornando-se o comandante mais jovem das forças armadas ucranianas.[4] Durante a Invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, foi o comandante da guarnição de Mariupol no sangrento Cerco da cidade pelas forças russas. Durante o cerco de Azovstal, Prokopenko apelou à comunidade internacional para fechar o espaço aéreo sobre a Ucrânia, denunciando alegados crimes de guerra por parte das forças russas, incluindo ataques com armas químicas.[5]

Prokopenko gravando um vídeo durante o Cerco de Mariupol apelando à comunidade internacional

Foi capturado em maio de 2022 após a rendição da guarnição de Mariupol, tendo sido posteriormente libertado numa troca de prisioneiros, onde ele e mais 215 prisioneiros de guerra ucranianos foram trocados pelo oligarca russo-ucraniano Viktor Medvedchuk, e acolhido temporariamente na Turquia. Em julho de 2023, regressou à Ucrânia e reassumiu o comando do Regimento Azov em agosto mesmo ano.[6] Em abril de 2025, Prokopenko foi promovido a coronel e tornou-se comandante do 1.º Corpo Azov, uma formação de corpo de exército recém-criada com quatro brigadas.[7]

Ver também

Ligações externas

Referências

  1. «Comandante da Brigada Azov regressa ao serviço». Ukrinform. 16 de julho de 2023. Consultado em 5 de julho de 2025 
  2. Lev Golinkin (13 de junho de 2023). «A Ocidentalização do Batalhão Azov». The Nation (em inglês). Consultado em 5 de julho de 2025 
  3. «"Somos suficientemente fortes para reconquistar a nossa terra"». Armyinform (em ucraniano). 23 de março de 2022. Consultado em 5 de julho de 2025 
  4. Исак, Александр (22 de junho de 2018). «Экскурсия в "Азов". Один день с украинским полком спецназначения». Радио Свобода (em russo). Consultado em 12 de junho de 2022 
  5. «Comandante Azov denuncia ataque químico». YouTube. 12 de abril de 2022. Consultado em 5 de julho de 2025 
  6. «Comandantes da Azov regressam à Ucrânia». Al Jazeera. 8 de julho de 2023. Consultado em 5 de julho de 2025 
  7. «Azov, Khartiia commanders to lead 2 new National Guard corps». The Kyiv Independent (em inglês). 15 de abril de 2025. Consultado em 15 de abril de 2025