Denise Pahl Schaan

Denise Pahl Schaan
Conhecido(a) porPesquisas arqueológicas e antropológicas na Amazônia
Nascimento
Morte
3 de março de 2018 (55 anos)

ResidênciaBrasil
Nacionalidadebrasileira
CônjugeAndré dos Santos
Alma mater
PrêmiosPrêmio Paraense de Destaque Científico 2013 - Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes
Carreira científica
Orientador(es)(as)James B. Richardson
InstituiçõesDepartamento de Antropologia da Universidade Federal do Pará (UFPA)
Campo(s)Arqueologia e história
TeseThe Camutins Chiefdom: Rise and Development of Social Complexity on Marajó Island (2004)

Denise Pahl Schaan (Porto Alegre, 17 de abril de 1962Belém, 3 de março de 2018) foi uma arqueóloga, pesquisadora e professora universitária brasileira.

Especialista em cerâmica Marajoara, escreveu 14 livros e mais de 40 artigos e capítulos de livros, a respeito, tendo estudado geoglifos de culturas pré-colombianas,[1] que a ajudaram a ampliar a cronologia da cultura amazônica sobre o fenômeno.[2]

Biografia

Nascida em Porto Alegre, em 1962, Denise cursou história na Universidade Federal do Rio Grande do Sul de 1982 a 1987. Desde a graduação concentrou-se em antropologia da Amazônia, cursando mestrado em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS) em 1996, na área de Concentração Arqueologia Amazônica.[2]

Em 1997, Denise se mudou para Belém para estudar as coleções de cerâmica Marajoara do Museu Paraense Emílio Goeldi.[3] Pesquisou a região do alto rio Anajás, onde descobriu novos sítios arqueológicos da cultura marajoara e descobriu indícios de povoamentos na região de Santarém e Belterra, no Pará, com antigos assentamentos em platôs, podendo indicar uma sociedade amazônica pré-colombiana hierárquica vivendo à base da pesca, com uma estrutura social que, habitualmente, se consideraria associada à agricultura.[2][3]

Presidiu a Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB) entre 2007 e 2009. Além dos estudos em arte marajoara e assentamentos pré-colombianos, Denise estudou geoglifos escavados no chão da Amazônia há 2 mil anos.[1][3] Através de datação de radiocarbono, Denise descobriu presença humana e intensa escavação para a elaboração de geoglifos, que podem ter desaparecido antes da chegada de portugueses e espanhóis nas Américas.[1] A evidência arqueológica sugere que tais sítios foram usados para encontros especiais, cultos religiosos e apenas ocasionalmente como aldeia ou fortificação, derrubando a crença original que surgiu em pesquisa dos anos 1970.[1]

Em 2008, junto dos colegas da Universidade Federal do Pará, criou o curso de pós-graduação em Antropologia, aprovado pela Capes, que passou a funcionar em agosto de 2010, do qual foi coordenadora em 2012 e 2013.[2][3] Seus livros mais importantes, publicados em vários idiomas, são Sacred geographies of ancient Amazonia: Historical ecology of social complexity, de 2012; Cultura Marajoara. Edição trilíngue: português, espanhol, inglês, de 2009 e; A Linguagem Iconografica da Ceramica Marajoara, de 1997.[carece de fontes?]

Morte

Denise faleceu no dia 3 de março de 2018,[3] após complicações desencadeadas pela esclerose lateral amiotrófica, que a afligia já havia alguns anos.[2][4]

Referências

  1. a b c d «A cultura dos geoglifos». Revista Pesquisa FAPESP. Consultado em 7 de março de 2018 
  2. a b c d e «Morre a arqueóloga Denise Pahl Schaan». Revista Pesquisa FAPESP. Consultado em 7 de março de 2018 
  3. a b c d e «Homenagem à Profª. Drª. Denise Pahl Schaan». Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - Programa de Pós-Graduação em Antropologia. Consultado em 7 de março de 2018 
  4. «Morre professora e arqueóloga taquarense Denise Pahl Schaan». Jornal Panorama. Consultado em 7 de março de 2018 

Ligações externas