Defesa QBRN

A defesa química, biológica, radiológica e nuclear (DQBRN, também referida como NQBR) é o conjunto de medidas preventivas e reativas para proteger pessoas, infraestruturas e o meio ambiente contra as ameaças químicas, biológicas, radiológicas e nucleares.[1] Numa definição militar mais estreita, ela objetiva manter em operação as forças militares num ambiente onde existam essas ameaças. A defesa QBRN é associada à resposta às armas de destruição em massa,[2] para as quais seria uma última linha de defesa.[3] As ameaças em questão podem ainda vir de acidentes, atentados terroristas e epidemias.[1][4] As forças militares de DQBRN podem ser chamadas a complementar os civis na resposta a emergências, mas têm critérios diferentes de detecção de risco, tolerância a prejuízos e classificação das ameaças.[2]
A maioria dos países têm alguma capacidade QBRN nas suas forças armadas, e em algumas os militares (especialmente os exércitos) detém grandes capacidades nesse domínio.[2] As forças DQBRN empregam equipamentos de proteção individual e coletiva, instrumentos de detecção, contramedidas médicas e outras ferramentas, algumas tecnicamente sofisticadas.[3] A possibilidade do uso de mais de uma vertente e a semelhança de alguns procedimentos de segurança e descontaminação justifica a unificação dos conceitos numa única sigla.[5]
Referências
- ↑ a b Wippel, Klaus dos Santos (2023). A situação da Defesa QBRN do Brasil perante os países do Mercosul (PDF) (Monografia). Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Brasil). p. 21-23.
- ↑ a b c Kaszeta, Daniel J. (2022). CBRN and Hazmat incidents at major public events. [S.l.]: Wiley. ISBN 9781119742999. p. 147-149.
- ↑ a b Mauroni, Albert J. (2016). Countering weapons of mass destruction: assessing the U.S. government's policy. [S.l.]: Rowman & Littlefield. ISBN 9781442273313. p. 207.
- ↑ Vasconcelos, Alexandre Marcos Carvalho de (2020). A necessidade da formulação de uma doutrina conjunta de DQBRN para o apoio na Condução de Operações Conjuntas, tendo por base os Eventos de Grande Visibilidade ocorridos nos últimos 20 (vinte) anos (PDF) (Policy Paper). Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Brasil). p. 13.
- ↑ Patriota, Marcio Pragana (2022). «Breve histórico da Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica na Marinha do Brasil». Rio de Janeiro: Centro de Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica da Marinha do Brasil. Defesa NQBR em Revista (2). p. 6.