David Kipiani
| David Kipiani | |
|---|---|
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| Nascimento | დავით ყიფიანი 18 de novembro de 1951 Tiblíssi, Geórgia (ex-União Soviética) |
| Morte | 17 de setembro de 2001 (49 anos) Tiblíssi, Geórgia |
| Sepultamento | Saburtalo Pantheon |
| Nacionalidade | |
| Cidadania | União Soviética, Geórgia |
| Estatura | 184 cm |
| Alma mater |
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| Ocupação | futebolista, treinador de futebol, atleta |
| Distinções |
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| Causa da morte | acidente rodoviário |
David Davidovich Kipiani ou Davit Kipiani - respectivamente, em russo, Давид Давидович Кипиани e, em georgiano, დავით ყიფიანი (Tbilisi, 18 de novembro de 1951 – Tbilisi, 17 de setembro de 2001) - foi um jogador e técnico de futebol georgiano.[1]
O carequinha e bigodudo Kipiani foi, na opinião dos que o viram jogar, o melhor meia do futebol georgiano no século XX,[2] como um "mestre dos passes e dribles",[1] reconhecido também como um meia de elegância e grande visão de jogo,[3] qualidades que aliava à velocidade.[4] Com isso, chegou a ser descrito como um soviético portador de "habilidade latina".[5]
Eleito o melhor jogador da União Soviética na temporada de 1977,[1] também é ocasionalmente apontado entre os cinco melhores futebolistas desse antigo país.[6] Dato, como era apelidado,[1] foi o "cérebro" do Dínamo Tbilisi campeão da Recopa Europeia de 1980–81, máxima conquista de um clube da Geórgia.[3] Também obteve duas Copas da União Soviética (1976 e 1979) e um Campeonato Soviético (1978) com este clube.[1]
Carreira
Futebolista
Kipiani era filho de um casal de médicos que o educaram na expectativa de que seguisse a mesma profissão, sendo inclusive descrito mais de uma vez como um raro futebolista soviético com fluência na língua inglesa. Foi prospetado pelo Dínamo Tbilisi inicialmente aos 17 anos, quando destacou-se pela Seleção Georgiana em campeonato juvenil interno entre seleções das diferentes repúblicas da União Soviética realizado em Sochi. Uma séria lesão nos meniscos em atividade recreativa, contudo, retardou por alguns anos que se firmasse, vindo ele a focar na graduação universitária em Direito e até a exercer cargo no Ministério público da então República Socialista Soviética da Geórgia.[1]
Após uma boa temporada no Lokomotiv Tbilisi em 1970, foi reintegrado definitivamente ao Dínamo em 1971 a pedido de de Gavriil Kachalin,[1] ex-técnico da Seleção Soviética nas décadas de 1950 e de 1960 e que vinha treinando este clube.[3] Inicialmente, Kipini se desempenhou até mesmo nas duas laterais e como volante até se consolidar omo jogador ofensivo,[1] como ponta-de-lança. Ainda assim, seguiu pelo restante da carreira a não se prender àquele setor, podendo ser visto por todo o campo, recuando à defesa para buscar a bola e dali criar jogadas.[3]
Em 1973, Kipiani marcou o primeiro gol de vitória por 3-1 sobre o Benfica, com um toque rasteiro na saída do goleiro, na decisão do Troféu Colombino. Mesmo sem Eusébio, os portugueses eram os favoritos ao título desse torneio amistoso, causando bastante surpresa o triunfo georgiano,[7] ainda que a equipe de Kipiani já houvesse superado o então campeão espanhol Atlético de Madrid nas semifinais.[8]
Sua primeira grande temporada foi a de 1976, segundo o próprio. Naquele ano, venceu a Copa da União Soviética com o Dínamo e a Eurocopa sub-21 com a URSS, além de integrar a seleção principal que obteve a medalha de bronze nas Olimpíadas de 1976, com a escolha do treinador Valeriy Lobanovskiy em não utiliza-lo sendo vista criticamente com um dos fatores pela seleção olímpica não ter logrado resultado ainda melhor nos Jogos de Montreal.[1] O título da Copa da URSS, em especial, serviu para encerrar uma sina do Dínamo sempre sair-se vice-campeão quando chegava à decisão, algo que já havia ocorrido cinco vezes.[3]
Em 1977, o Dínamo Tbilisi foi então vice-campeão do campeonato soviético para um Dínamo de Kiev bastante dominante,[3] recentemente campeão internacional em 1975 na Recopa Europeia de de 1974–75[9] Mas o jogador apontado como o melhor da temporada foi Kipiani.[1]
O Dínamo Tbilisi, ainda em 1977, soube vencer dentro de San Siro a Internazionale por 1-0 na Liga Europa de 1977–78,[3] sendo de Kipiani o gol, aproveitando com oportunismo falha do astro adversário Giacinto Facchetti, tirando-lhe a bola dentro da área de defesa italiana e tocando com calma na saída do goleiro.[1] Os georgianos puderam finalizar 1978 com o segundo título de sua história no campeonato soviético,[3] datando de 1964 a conquista anterior.[10] Kipiani venceria também nova Copa da União Soviética, em 1979.[1]
Naquele período, em diferentes torneios europeus, o Dínamo Tbilisi causava impressão forte ao eliminar clubes tradicionais da Europa Ocidental, classificando-se também sobre o Napoli na Liga Europa de 1978–79 e, principalmente, pelos 3-0 sobre o Liverpool pela Liga dos Campeões de 1979–80.[3] Antes mesmo dos duelos contra o Liverpool, Kipiani já era descrito como um "centroavante nato, cheio de mobilidade e potência" pelo jornal espanhol Mundo Deportivo, em reportagem que alertava os ingleses acerca do perigo representado pelo Tbilisi.[11]
A qualidade do clube e de Kipiani também repercutiu entre brasileiros em 1980, quando o jogador deu trabalho especial ao Flamengo nas semifinais Troféu Ramón de Carranza.[2] Os rubro-negros só venceriam nos pênaltis.[12] Kipiani, anos depois, declararia: "joguei contra o famoso Zico e, posso dizer sem falsa modéstia, o 'despojei' tanto que ele nem quis trocar de camisa comigo depois da partida. E o estádio nos deu uma ovação de pé".[1]
Esses resultados serviram de antessala da grande temporada de 1980-81, na qual, ainda como vencedor da Copa da URSS de 1979, o clube disputou a Recopa Europeia. Nela, Kipiani sobressaiu-se inicialmente pela assistência a Ramaz Shengelia no lance do quarto gol soviético no chamativo triunfo de 4-1 em pleno estádio de Upton Park sobre o West Ham United,[3] sendo ao fim aplaudido pela própria torcida londrina.[5] Ele também articulou os dois últimos gols do triunfo de 3-0 sobre o Feyenoord nas semifinais em Tbilisi.[3] Sobre a grande fase, Kipiani revelaria que recebia "ofertas sérias do exterior. Quando vencemos o Feyenoord na semifinal da Recopa Europeia em 1981, os neerlandeses me ofereceram uma quantia que me deixou tonto: 2,5 milhões de dólares! Eles tinham tudo planejado: como eu poderia escapar incógnito em um jato particular, como resolveriam todas as questões fiscais por meio de um país conveniente... Recusei: eu não conseguia nem imaginar como ficaria sem pátria, sem família. Havia ofertas do Liverpool e de vários clubes espanhóis."[1]
Na decisão, Kipiani forneceu assistência para Vitaliy Daraselia marcar o gol do título na vitória de virada por 2-1 sobre o Carl Zeiss Jena,[3][13] a três minutos do final, um placar que poderia ter sido maior segundo a edição pós-jogo do Mundo Deportivo se outros lances arquitetados por Kipiani houvessem sido melhor aproveitados por seus colegas. Nessa edição, Kipiani foi comentado como "alguém que tem 30 anos, é calvo e dá toda a impressão de ser um jogador de pouco fôlego. Porém, não só é o cérebro do Dínamo, toca a bola de primeria e tem uma excelente visão de jogo, mas também inclusive fisicamente não tem nada a dever a outros mais jovens do que ele. Kipiani foi, sem dúvida, o melhor de todos que participaram da desgelada final. Mas se encontrava sozinho demais para poder tirar fruto de suas jogadas. Tinha que regar ele sozinho no centro de campo para que logo seus lançamentos e jogadas não pudessem ser aproveitadas".[14] Em agosto, chegou a reforçar a Seleção do Resto da Europa, para jogo festivo ao aniversário de 80 anos da Associação de Futebol da Tchecoslováquia.[15]
Ele, porém, fraturou a perna em 1º de setembro de 1981,[1] enfrentando o Real Madrid em amistoso pelo Troféu Santiago Bernabéu,[16] lance que rendeu vaias espanholas a Ángel, o madridista que lesionara Kipiani.[17] Mesmo sem jogar pela maior parte do segundo semestre, o georgiano dividiu com Zbigniew Boniek a 11ª colocação na Bola de Ouro da France Football para designar o melhor jogador europeu de 1981.[18]
Acabaria de fora da Copa do Mundo FIFA de 1982,[3] embora tenha lutado para se recuperar. Com efeito, ele chegou a participar de nova boa campanha europeia do Dínamo, nas semifinais da Recopa de 1981–82,[1] etapa em que os georgianos terminaram eliminados pelo Standard de Liège.[3] Kipiani era então elogiado como um "meio-campista de luxo" pela crítica do Mundo Deportivo,[19] o qual o elogiara como um jogador de "qualidade suficiente para estar em qualquer equipe ocidental".[20]
No primeiro bimestre de 1982, Kipiani ainda participava da Seleção, inclusive defendendo-a em baile de 3-0 sobre o Celta de Vigo em pleno Estádio de Balaídos [21] e em reencontro com o Real Madrid no estádio Santiago Bernabéu, em amistoso não-oficial que inaugurava o novo marcador eletrônico do campo madridista.[22] O georgiano também recebia elogios públicos de Lev Yashin, que em dezembro de 1981 o colocara abaixo somente de Oleg Blokhin como elemento mais importante da seleção,[23] impressão que o mesmo Blokhin havia corroborado meses antes.[24] Em abril de 1982, Igor Netto também o elogiava como um dos destaques da Seleção.[25]
Em abril, ele ainda foi incluído em lista de 18 jogadores para viagem feita pela URSS à Argentina.[26] Kipiani não entrou em campo, permanecendo no banco de reservas (intrigando tanto o treinador argentino César Luis Menotti como enviados especiais da imprensa brasileira),[27][28][29] e apontaria o desgaste dessa viagem como fator importante para a própria eliminação do Dínamo nas semifinais da Recopa.[1] Ele também foi incluso pela Panini no álbum de figurinhas oficial do evento.[30] O anúncio de que não iria ao Mundial se deu em maio,[31][32] causando surpresa.[33]
Nas palavras de Kipiani, "Fiquei muito chateado quando nem sequer fui incluído na lista de candidatos para a Copa do Mundo na Espanha. Quando o Campeonato Soviético [de 1982] começou, eu estava em boa forma. Joguei duas ótimas partidas – contra o Dínamo Minsk e o Kuban. E então publicaram uma lista de 40 pré-convocados para a viagem à Espanha. E eu não estava nela! Eu sonhava com essa Copa do Mundo! Foi um baque. Decidi parar".[1] Na época, porém, as autoridades do esporte soviético explicaram oficialmente que teria sido decisão do próprio Kipiani retirar-se do futebol por não se sentir recuperado da fratura, creditando a essa suposta decisão dele a ausência na lista de 40 pré-convocados - e não o inverso.[31]
Além da lesão inoportuna, a imprensa credita sua ausência a um desencaixe de Kipiani com as ideias táticas dos treinadores da URSS, tal como já havia ocorrido nas Olimpíadas de 1976. O técnico Konstantin Beskov preferira levar Yuri Gavrilov em detrimento de Kipiani,[1] embora este fosse visto como muito mais ofensivo do que Gavrilov.[34] Por ironia, foram convocados grande números de outros georgianos daquele Dínamo Tbilisi para o Mundial, casos de Shengelia, Daraselia e também de Aleksandr Chivadze e Tengiz Sulakvelidze.[3] De outra banda, mesmo fãs de Kipiani apontavam que ele tinha melhor rendimento pelo clube do que pela seleção.[5]
Treinador
Optando por parar de jogar após não ir à Copa do Mundo FIFA de 1982, Kipiani prosseguiu no Dínamo como membro da comissão técnica.[35] Eventualmente assumiu como treinador do clube por mais de uma vez na década de 1980. Creditou sua primeira saída a fatores extracampo: "eu não saí, eles me tiraram. Me divorciei da minha primeira esposa, com quem vivia há mais de dez anos. Muitos na república consideraram esse ato indigno de um homem como David Kipiani; isso foi uma vergonha para o clube. Quando me demitiram, estávamos empatados em 3º e 4º lugar. Depois, o time desmoronou em poucos meses".[1]
Kipiani voltou a trabalhar no Ministério público georgiano até ser requisitado novamente pelo Dínamo em 1988, quando o clube estava na última colocação do campeonato soviético. A equipe conseguiu salvar-se e se tornar rapidamente competitiva outra vez em 1989.[1] Contudo, em meio às revoluções de 1989, o próprio Dínamo Tbilisi vinha se tornando palco de manifestações nacionalistas em prol da independência junto à União Soviética.[36] Kipiani, a exemplo de jogadores como Akhrik Tsveiba,[37] porém, era publicamente contra o clube se desligar da URSS,[1] algo anunciado nos primeiros meses de 1990.[37]
Ele lamentou-se por anos sobre os desdobramentos: "Quando me perguntaram [sobre a ideia de independência em 1990] antes da conferência da Federação Georgiana de Futebol, respondi: 'Se vocês querem a opinião de um profissional, isso é a ruína do futebol'. Expliquei que ficaríamos isolados internacionalmente, os melhores jogadores iriam embora e não haveria receita porque não haveria público. Infelizmente, tudo aconteceu. Todo o meu trabalho árduo foi em vão. Gabelia se aposentou, Khapov, Tedeyev e Tetradze foram para a Rússia, Tsveiba para a Ucrânia, Tskhadadze e Chedia para a Suécia, Ketsbaia para o Chipre, Danelia voltou para o [[[:en:FC Guria Lanchkhuti|Lanchkhuti]] e Ketashvili abandonou o futebol de vez. Um time que poderia ter durado mais um ano e ainda estar em boa forma se desfez. Agora, pode levar muitos anos para reconstruir um time semelhante".[1]
O clube, efetivamente, passou a viver na década de 1990 realidade muito distinta dos tempos em que Kipiani ainda jogava,[3] vindo ele próprio a estabelecer-se no futebol do Chipre após ser prospectado em pré-temporada realizada naquele país pelo Dínamo. Atribuiu seu eventual regresso a uma decisão passional.[1] Como treinador, obteve cinco títulos do campeonato georgiano com o Dínamo e outros dois com o Torpedo Kutaisi.[38] Também conseguiu avançar às quartas-de-final da Copa Intertoto da UEFA de 1998 com o Shinnik.[39][40]
Morte
Em setembro de 2001, poucas semanas após deixar (em junho) o cargo de técnico que exercia em dupla com Revaz Dzodzuashvili na Seleção Georgiana,[41] Kipiani faleceu em acidente automobilístico ao chocar-se com uma árvore,[42] supostamente por distrair-se com uma chamada telefônica no celular. Seu ex-colega Aleksandr Chivadze exaltou lacrimejante que "Não conheço uma cidade onde ele não tivesse fãs apaixonados: ele era amado como um membro da família, em Moscou, Kiev, Tashkent e Yerevan... Afinal, Kipiani é um tesouro não só para a Geórgia, mas para toda a antiga União Soviética".[1]
Referências
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