Dario Argento
Dario Argento
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![]() Dario Argento em 2014
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| Nascimento | 07 de setembro de 1940 (85 anos) Roma, Reino de Itália |
| Ocupação | Cineasta Roteirista Produtor Crítico |
Dario Argento (Roma, 7 de setembro de 1940) é um diretor, crítico, produtor e roteirista de cinema italiano, conhecido pelos seus trabalhos no gênero giallo (suspense e policial) e pela sua influência no cinema de terror moderno. É pai da atriz Asia Argento e filho da fotógrafa e modelo brasileira de Minas Gerais Elda Luxardo.
Primeiros anos
Argento nasceu em Roma, no então Reino de Itália, no dia 7 de setembro de 1940, filho do crítico e produtor cinematográfico Salvatore Argento e da fotógrafa e modelo brasileira Elda Luxardo.[1][2][3] Sua mãe administrava o estúdio fotográfico Luxardo, fundado por Alfredo e Margherita, os avós maternos de Dario. Em sua autobiografia Paura, Argento relembrou do lugar, afirmando que "nos anos 1930 e 1940, as celebridades do teatro e do cinema, os campeões esportivos, os intelectuais, os artistas e as modelos competiam para tirar fotos conosco: ter um retrato feito pelo estúdio Luxardo era sinônimo de excelência".[4]
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Seu primeiro contato com o arte dramática aconteceu quando tinha quatro anos: seus pais o levaram a um teatro em Roma onde estava em cartaz a peça Hamlet. Segundo relatou em seu livro, no momento em que o fantasma do pai de Hamlet apareceu, ele ficou tão assustado que começou a sofrer convulsões. Esse episódio foi crucial para seu subsequente fascínio pelo terror e suspense: "Meus pais, um pouco inconscientes, não podiam imaginar o quanto aquilo me marcaria profundamente [...] Nesse dia nasceram várias fascinações. Ninguém sabia, nem eu mesmo estava ciente, mas uma semente havia sido plantada".[5]
Na sua infância, desenvolveu um gosto pela leitura, embora o fizesse às escondidas, pois, segundo ele, naquela época, ler era considerado "um passatempo feminino ou algo para pessoas afetadas". Em sua casa, havia muitos livros, mas ele se voltava principalmente para romances de aventura.[6] O primeiro filme de terror que viu foi O Fantasma da Ópera (1943), experiência que lhe deu "acesso a um universo do qual ninguém [lhe] havia falado e do qual não suspeitava sua existência. Um universo habitado por pessoas desfiguradas, monstros e assassinos que viviam amores impossíveis".[7] A coletânea Contos do Grotesco e do Arabesco, do escritor norte-americano Edgar Allan Poe, também teve uma forte eco no estilo que Argento adotaria mais tarde como cineasta e roteirista.[8]
Após trabalhar em uma prensa móvel por alguns meses,[9] Argento deixou a casa dos pais e a escola secundária aos dezesseis anos para se mudar para Paris, onde teve alguns trabalhos menores antes de retornar a Roma.[2] Por recomendação de seu pai, aos dezessete anos começou a trabalhar para o jornal l'Araldo dello Spettacolo, uma publicação especializada em cinema, música e teatro, no qual escrevia resenhas sobre filmes. Nessa mesma época, também se tornou redator do jornal de entretenimento Paese Sera, para o qual produzia um relatório semanal com estatísticas de público, cifras de bilheteira e outros aspectos do mercado cinematográfico na Itália.[10] Com o tempo, foi ganhando destaque no jornal, e teve a oportunidade de entrevistar personalidades como John Huston, Fritz Lang, Pietro Germi, John Wayne e The Beatles.[11] Com o objetivo de iniciar uma carreira como cineasta, prestou exame de admissão no Centro Sperimentale di Cinematografia de Roma, mas sua inscrição foi rejeitada. Argento reconheceu em suas memórias que esta rejeição se tornou uma oportunidade para ele, pois seus filmes "teriam sido muito fiéis a um certo formalismo" caso tivesse sido aceito nessa instituição.[12]
Carreira
1966-1970: começo como roteirista e L'uccello dalle piume di cristallo
Quando seu trabalho no Paese Sera lhe permitia tempo livre, Argento escrevia histórias com a esperança de adaptá-las para o cinema.[13] Graças à intervenção de seu pai, teve a oportunidade de assistir a várias sessões de trabalho do roteirista Sergio Amidei, as quais considerou como «um tremendo campo de treinamento».[14] Em 1966, começou a coescrever roteiros de filmes em diversos gêneros, como Scusi, lei è favorevole o contrario? de Alberto Sordi, Qualcuno ha tradito de Francesco Prosperi, Probabilità zero de Maurizio Lucidi, Oggi a me... domani a te de Tonino Cervi, Comandamenti per un gangster de Alfio Caltabiano, Commandos de Armando Crispino e La rivoluzione sessuale de Riccardo Ghione.[15][16]
Após o lançamento de Il buono, il brutto, il cattivo (1966), o cineasta Sergio Leone entrou em contato com ele e com Bernardo Bertolucci para que os dois o ajudassem a desenvolver a trama de seu próximo filme. Ambos trabalharam por seis meses para criar a história de C'era una volta il West, filme lançado em 1968 e estrelado por Charles Bronson e Claudia Cardinale.[17]
Após participar da redação dos roteiros de Cimitero senza croci de Robert Hossein e Metti, una sera a cena de Giuseppe Patroni Griffi (ambos de 1969),[18] começou a escrever a história de seu filme de estreia, L'uccello dalle piume di cristallo, baseado em um pesadelo que teve durante umas férias na Tunísia e na novela The Screaming Mimi de Fredric Brown.[19] Assim, desenvolveu a trama de um escritor americano que presencia uma tentativa de assassinato de uma mulher durante sua estadia na Itália e decide investigar por conta própria para descobrir o assassino.[20]
Após apresentar o roteiro sem sucesso a executivos da Euro International Film,[21] Argento pediu ajuda a seu pai, que decidiu criar a produtora Seda Spettacoli para cobrir parte dos custos da produção.[22] A produtora Titanus, propriedade de Goffredo Lombardo, ficou responsável pelo restante do financiamento.[23] As filmagens começaram em agosto de 1969 em Roma e se estenderam por seis semanas, com Tony Musante, Suzy Kendall e Eva Renzi nos papéis principais e com a participação do editor Franco Fraticelli, do diretor de fotografia Vittorio Storaro e do compositor Ennio Morricone.[24]
Embora durante as filmagens tenham surgido alguns contratempos — como a desconfiança de Lombardo devido à inexperiência de Argento e os constantes desentendimentos entre o diretor e Musante —, o filme foi lançado em fevereiro de 1970, recebendo uma recepção morna em Milão e Turim. No entanto, graças ao boca a boca, o filme obteve maior repercussão em outras praças como Nápoles e Florença. No meio do ano, a Universal Marion Corporation adquiriu os direitos de distribuição da fita e a lançou nos Estados Unidos em 12 de junho, onde alcançou bons números de bilheteira.[24][25]
1971: Il gatto a nove code e Quattro mosche di velluto grigio
Graças ao bom desempenho de L'uccello dalle piume di cristallo nos Estados Unidos,[26] a empresa National General Pictures demonstrou interesse em produzir um novo filme de Argento, que começou a trabalhar em Il gatto a nove code — título inspirado no romance Cat of Many Tails de Ellery Queen — com a colaboração dos roteiristas Dardano Sacchetti e Luigi Collo. O resultado foi a história de um homem cego que começa a investigar uma série de assassinatos com a ajuda de uma jornalista.[27] Salvatore Argento viajou aos Estados Unidos e escolheu os atores James Franciscus, Catherine Spaak e Karl Malden para interpretar os papéis principais. Novamente, Ennio Morricone ficou encarregado da música e Franco Fraticelli assumiu a edição.[28] Filmado entre setembro e outubro de 1970 em locações de Turim, Berlim e Roma,[29] El gato de las nueve colas estreou na Itália em 11 de fevereiro de 1971.[30]
"Ao final do trabalho, olhando a cópia final do filme, percebi que não estava muito satisfeito com o resultado. Muitas vezes disse que El gato de las nueve colas é o filme que menos gosto do meu catálogo, e continuo pensando assim depois de algum tempo".
Argento sobre seu filme Il gatto a nove code (1971).[31]
Embora tenha superado em números de bilheteira o seu antecessor, Argento afirmou em sua biografia que El gato de las nueve colas é o filme que menos gosta de seu portfólio: «Talvez seja porque me esforcei tanto para que fosse diferente, ou talvez porque — embora eu buscasse o ideal do noir francês —, o ambiente do romance policial americano tenha se imposto em algum momento». No entanto, ele destacou o filme por ser o primeiro a apresentar marcas distintivas em sua filmografia, como os planos detalhe dos olhos, as chamadas telefônicas anônimas e as luvas pretas usadas pelo homicida.[31]
Para 4 mosche di velluto grigio, seu próximo filme, contou com a participação dos atores americanos Michael Brandon e Mimsy Farmer, a quem escolheu após assistir suas atuações em Amantes y otros extraños (1970) e More (1969), respectivamente.[32] Com a ajuda de Luigi Cozzi e Mario Foglietti, escreveu a história de um músico de rock que assassina um homem acidentalmente e é atormentado por uma testemunha do crime, e novamente escolheu Ennio Morricone para criar a trilha sonora.[33] Lançado em dezembro de 1971 na Itália,[34] o filme recebeu críticas menos entusiásticas em comparação com suas duas obras anteriores. Embora tenha elogiado sua «fotografia colorida surpreendente e imaginativa», Howard Thompson, do The New York Times, o considerou extravagante e se referiu ao roteiro como banal.[35] Roger Ebert declarou que, apesar de ter alguns momentos inquietantes, sua conclusão é «tão arbitrária que, no final, nos faz sentir enganados».[36] 4 mosche di velluto grigio marcou o fechamento da «trilogia animal», nome dado às três primeiras obras de Argento, as quais são consideradas peças importantes na popularização do cinema giallo no início dos anos 1970.[37]
1972-1975: La porta sul buio, Le cinque giornate e Profondo rosso
Após a gravação de 4 mosche di velluto grigio, o cineasta decidiu tirar férias devido à experiência exaustiva que foi a filmagem de seus primeiros filmes. Em sua biografia, ele afirmou que chegou até a considerar abandonar a direção: «Em menos de dois anos, fiz três filmes; por um lado, minha imagem pública cresceu de forma desmesurada, por outro, minha existência se pulverizou. Se ser diretor significava isso, eu estava disposto a desistir».[38] Após esse descanso, em 1972, ele propôs à rede RAI a realização de quatro curtas-metragens para televisão, inspirados na série Alfred Hitchcock apresenta.[39] Ele enviou os roteiros à companhia, mas precisou modificar parte do conteúdo devido à alta carga de violência presente em alguns deles.[40] No seriado, intitulado La porta sul buio, dirigiu o segundo episódio («Il tram») e co-dirigiu o quarto com Luigi Cozzi («Testimone oculare»), além de realizar uma breve introdução no começo de cada capítulo. Segundo o diretor, essa experiência na televisão nacional aumentou ainda mais sua popularidade na Itália.[41]

Decidido a abandonar a direção para se dedicar exclusivamente ao desenvolvimento de roteiros e à produção cinematográfica, Argento começou a trabalhar em uma história baseada nas cinco jornadas de Milão, uma revolta organizada pelo povo da capital lombarda contra a ocupação austríaca em 1848.[42] Intitulada Le cinque giornate, o filme seria inicialmente dirigido por Nanni Loy, mas ele abandonou o projeto pouco depois de seu início.[43] Ao mesmo tempo, foi oferecido o papel principal ao ator Adriano Celentano, que aceitou com a condição de que Argento se encarregasse da direção. A pressão de Celentano e o conselho de seu pai convenceram Argento a desistir de sua ideia de abandonar a direção.[44] Filmado principalmente em locações de Pavía e estreado em dezembro de 1973 na Itália, o longa-metragem foi um fracasso de bilheteira e teve uma recepção crítica negativa.[45][46] Além disso, é o único filme de Argento até hoje que se afasta das temáticas de suspense ou terror. No portal Sentieri Selvaggi, Le cinque giornate é reconhecido como «uma obra anômala na filmografia do diretor romano, na qual ele decidiu explorar a tendência popular do século XIX, em voga na época».[47]
Após esse fracasso, Argento decidiu voltar às suas raízes e solicitou a colaboração do romancista Bernardino Zapponi para desenvolver a história de um pianista britânico que presencia o homicídio de uma médium e investiga o crime com a ajuda de uma jovem jornalista. Inicialmente, ele anunciou que o filme se chamaria El tigre de dientes de sable, em consonância com sua recente trilogia animal, mas acabou optando por nomeá-lo Profondo rosso.[48] Para o papel masculino, pensou em Lino Capolicchio, mas devido a um acidente de carro, o ator italiano não pôde participar, sendo então escolhido David Hemmings para interpretar o pianista.[49] Por sua vez, Daria Nicolodi — que iniciou um relacionamento com o diretor durante as filmagens — foi escalada para interpretar a jornalista Gianna Brezzi.[50]
A gravação aconteceu em Turim, Roma e Perugia, e se estendeu por dezesseis semanas. O filme estreou em Milão e Roma em 7 de março de 1975, e chegou aos cinemas dos Estados Unidos em junho do mesmo ano.[51] Apreciado pela crítica e pelo público em geral,[52] foi reconhecido por Elaina Patton, da revista The New Yorker, como «a obra-prima do giallo que consolidou a reputação [de Argento] como o cineasta mais importante do terror italiano».[53] Linda Gross, do Los Angeles Times, afirmou que o filme «provoca um suspense insuportável, apesar de se deixar levar pelas florituras sangrentas»,[54] e Keith Phipps, do portal The A.V. Club, destacou que ele exibe «a coragem técnica e as táticas de choque que tornaram Argento famoso».[55] O diretor queria contar com a música de bandas como Pink Floyd ou Deep Purple para a trilha sonora, mas acabou escolhendo uma jovem banda italiana de rock progressivo chamada Goblin, com a qual trabalharia em futuros projetos.[56]
1976-1979: Suspiria e primeiros projetos com George A. Romero
Após receber a medalha de ouro como melhor diretor no Festival de Cinema de Sitges em 1976 por seu trabalho em Profondo rosso,[57] Argento idealizou a história de seu próximo filme após ler o romance Mine-Haha do escritor alemão Frank Wedekind, no qual um grupo de jovens recebe um treinamento severo como preparação para a vida adulta. Inspirado pela personagem da rainha má do filme Branca de Neve e os Sete Anões (1937), teve a ideia de incluir em sua história uma bruxa que dirige secretamente uma academia de balé para senhoritas.[58] Junto com sua parceira Daria Nicolodi, estudou textos sobre alquimia e esoterismo dos séculos xix e início do século xx, e recolheu testemunhos de pessoas que haviam presenciado fenômenos paranormais em um lugar fronteiriço entre a Suíça, França e Alemanha conhecido como o «triângulo mágico».[59]
Com parte do roteiro adiantado, encontrou inspiração no livro Suspiria de Profundis do autor britânico Thomas de Quincey, o qual descreve três mulheres malignas conhecidas como «as damas da dor».[59] Assim nasceu o conceito de «as três mães», um triunvirato de irmãs com poderes sobrenaturais que pretendem semear o mal no mundo. Embora tenha criado uma lenda em torno delas, inicialmente não tinha a intenção de realizar uma trilogia contando a história de cada uma. Em seu livro, o diretor afirmou:
Após finalizar a história de uma jovem americana que se dirige a uma academia de balé em Friburgo dirigida secretamente por Mater Suspiriorium, mudou-se para Los Angeles para selecionar o elenco de seu novo filme, que decidiu chamar de Suspiria. Para o papel principal, escolheu Jessica Harper após ver sua atuação em El fantasma del paraíso de Brian De Palma (1974),[61] e para o papel de Madame Blanchet, a vicerreitora da academia, convenceu a experiente atriz Joan Bennett.[62] Uma mulher de noventa e quatro anos chamada Lela Svasta, que Argento encontrou em um hospício perto de Roma, interpretou Mater Suspiriorium.[63] As filmagens ocorreram em locações em Munique e nos estúdios De Paoli em Roma;[64] a fachada e o interior da academia de balé foram construídos no estúdio com base na arquitetura da Casa da Baleia de Friburgo, um edifício do século xvi onde moraram personalidades como Maximiliano I de Habsburgo e Erasmo de Roterdão.[65]

Suspiria foi lançada na Itália em fevereiro de 1977 e nos Estados Unidos em julho do mesmo ano, com distribuição pela 20th Century Fox.[66][67] A recepção inicial da crítica não foi favorável: John Simon da revista New York a definiu como «um filme onde ninguém nem nada faz sentido: nem um elemento da trama, nem uma reação psicológica, nem um personagem menor, nem um pedaço de diálogo, nem um ambiente»,[68] e Gene Siskel do jornal Chicago Tribune se referiu a ela como uma fraca imitação de O Exorcista (1973).[67] No entanto, teve uma boa arrecadação de bilheteira nos Estados Unidos e, com o tempo, passou a ser melhor valorizada pela crítica especializada e pelo público,[68][69] chegando a ser reconhecida como a obra-prima de Argento.[70] Elementos como o uso do technicolor, os movimentos de câmera e a trilha sonora de Goblin receberam elogios.[68][71][72]
Em seu livro, o diretor reconheceu: «Dado o esforço que coloquei em [Suspiria], estava convencido de que era minha obra-prima, embora certamente não pudesse imaginar a sorte que teria aquela pequena história sobre bruxas. Ela me permitiu falar para muitas pessoas: um público tão grande quanto o que nunca imaginei alcançar».[73] Sobrecarregado pelas longas jornadas de filmagem e pela saudade de suas duas filhas Fiore e Asia, o cineasta confessou que, enquanto estava hospedado em um hotel em Villa Borghese, pensou em se jogar pela janela de seu quarto para terminar com sua vida.[74] No entanto, o sucesso do filme a nível internacional e sua posterior reconciliação com Nicolodi, com quem havia tido problemas pessoais durante a produção, ajudaram-no a superar essa crise.[75]
Durante uma de suas viagens aos Estados Unidos, o produtor Richard P. Rubinstein apresentou-lhe George A. Romero, conhecido principalmente por ter popularizado o cinema de zumbis com A Noite dos Mortos Vivos (1968).[76][77] Com a ideia de realizar uma sequência do referido filme, Romero escreveu a história de um grupo de pessoas que se refugiam em um shopping center em Filadélfia para escapar de um ataque de mortos-vivos. Argento ficou encarregado da produção e distribuição do filme na Europa,[77] e recorreu novamente a Goblin para a composição da trilha sonora.[78] Conhecido nos Estados Unidos como Dawn of the Dead,[77] no território europeu recebeu o título de Zombi e foi lançado em 1978,[79] com algumas cenas de diálogo removidas por Argento para dar maior ênfase à ação e ao terror. Michael Kennedy da página Screen Rant afirmou em sua crítica que a versão do italiano é a melhor «em termos de terror direto», pois «abre mão de muitos dos aspectos mais cômicos e satíricos».[77] No mesmo ano, ele editou para o mercado europeu o filme Martin de Romero (distribuído com o título Wampyr), e novamente encomendou a trilha sonora a Goblin.[80]
1980-1984: Inferno e Tenebrae
Com o objetivo de desenvolver o roteiro de Inferno, segunda parte da saga das três mães, Argento se hospedou em um hotel de Nova York com vista para o Central Park. Ao admirar um dos lagos, ele obteve inspiração para escrever uma das cenas mais populares do filme: o assassinato de um antiquário por um enxame de ratos à beira de um esgoto.[81] Centrado na figura de Mater Tenebrarum, Inferno foi filmado em Roma e Nova York e contou com a participação do cineasta Mario Bava nos efeitos especiais e do músico de rock progressivo Keith Emerson na trilha sonora.[82] Atingido por uma hepatite, Argento teve que delegar grande parte da produção para Bava e seu filho Lamberto, que atuava como assistente de direção até aquele momento.[83] Estrelado por Irene Miracle, Leigh McCloskey e Veronica Lazăr, e lançado pela 20th Century Fox em fevereiro de 1980,[84] o filme não conseguiu replicar o impacto de Suspiria e obteve críticas mistas.[85] Em sua crítica para a Slant Magazine, Ed González a classificou como uma versão inferior de Suspiria, acrescentando que «mais do que qualquer outro filme de Argento, é para os fãs, especialmente para aqueles interessados nos detalhes da trilogia das três mães».[86] Em Paura, o diretor afirmou:
A inspiração para Tenebrae, seu próximo filme, surgiu após sofrer assédio telefônico durante uma de suas estadias em Los Angeles, por um admirador que se autodenominava «o grande castigador» e que sabia muitos detalhes sobre sua filmografia.[88] Ele idealizou a história de Peter Neal, um escritor americano de romance policial que chega a Roma para promover seu mais recente livro, e começa a ser assediado por um fã obcecado.[89] Escolheu para os papéis principais Anthony Franciosa, John Saxon e Giuliano Gemma, e incluiu novamente Daria Nicolodi no elenco.[90] A gravação começou em maio de 1982 em Roma,[91] e o filme foi lançado em outubro do mesmo ano, com números de bilheteira moderados e uma recepção crítica geralmente positiva.[90][92]
Argento confessou que incluiu altas doses de violência em Tenebrae como uma resposta a alguns comentários negativos que recebeu sobre seus projetos anteriores: «Com meu novo filme, eu queria me vingar um pouco de todos aqueles críticos que me acusavam de contar histórias imorais e misóginas, de ser um monstro apenas por levar toda essa violência para a tela. Não é coincidência que Tenebrae tenha sido o filme com o maior número de assassinatos que eu já dirigi».[89] A presença desse conteúdo gerou constantes edições no filme, seu veto em alguns países e sua inclusão na lista de video nasties.[93][a]
1985-1988: Phenomena, colaboração com Lamberto Bava e Opera
Após a dissolução da Seda Spettacoli devido aos crescentes problemas de saúde de seu pai, Argento decidiu fundar a DAC Film, sua própria produtora.[94] A inspiração para Phenomena, seu próximo filme, surgiu após ele ficar sabendo que nos Estados Unidos um homicida havia sido descoberto graças aos insetos presentes no quarto no momento do crime.[95] Ele realizou uma pesquisa sobre o trabalho do autor Marcel Leclercq em entomologia forense e se hospedou em um hotel com o objetivo de desenvolver o roteiro, para o qual tinha em mente uma protagonista feminina.[96] Entrou em contato com Franco Ferrini, que havia trabalhado como roteirista para Sergio Leone, e ambos criaram a história de uma jovem que tem o poder de se comunicar com os insetos e se vê envolvida em uma série de assassinatos durante sua estadia em uma academia na Suíça. O diretor declarou em seu livro que este foi um dos períodos mais criativos de sua carreira:
A filmagem, que ocorreu em Roma e em algumas localidades suíças, foi marcada por problemas técnicos relacionados com o deslocamento e a disposição dos milhares de moscas usadas em algumas cenas.[98] Desta vez, Argento decidiu incluir músicas de artistas como Bill Wyman, Claudio Simonetti, Sex Gang Children e Iron Maiden, ao invés de recorrer a um único compositor para a trilha sonora.[99] Estrelado por Jennifer Connelly, Donald Pleasence, Dalila Di Lazzaro, Davide Marotta e Daria Nicolodi, o filme foi lançado em janeiro de 1985 na Itália e chegou aos Estados Unidos através da New Line Cinema. Segundo o autor Troy Howarth, Phenomena se tornou o último filme do diretor italiano a ter um lançamento significativo nos cinemas norte-americanos.[100] A recepção crítica foi geralmente positiva:[101] Ed González afirmou que o filme «mostra simultaneamente a paisagem mais excêntrica e espiritual do cineasta»,[102] enquanto David Harley, do Bloody Disgusting!, o definiu como «um belo desastre que funde seu giallo e suas sensibilidades sobrenaturais em uma jornada divertida e selvagem».[103]

Em 1985, Argento colaborou com Lamberto Bava no roteiro do filme Demônios, dirigido por Bava e produzido por Argento através de sua empresa DAC Film, e um ano depois, desempenhou os mesmos papéis na sequência Demônios 2.[104] Também em 1986, recebeu um convite do teatro Sferisterio de Macerata para dirigir a ópera Rigoletto de Giuseppe Verdi, embora no último momento a direção artística tenha decidido não contar com seus serviços. Essa experiência serviu como base para ele criar a história de Ópera,[105] na qual uma cantora é forçada a testemunhar uma série de assassinatos enquanto participa da peça Macbeth.[106] Durante as filmagens, surgiram várias complicações, como desentendimentos constantes com a protagonista Cristina Marsillach, acidentes de gravação, o desgaste de sua relação com Nicolodi e problemas de saúde de seu pai Salvatore,[107] o que fez com que ele a definisse como «o filme mais exaustivo e sombrio» que dirigiu.[108]
Lançado em dezembro de 1987, Ópera conseguiu convencer a crítica especializada, embora não tenha sido exibido nos cinemas dos Estados Unidos.[100][109] A resenha da revista Time Out afirmou: «Todas as marcas registradas [do cinema de Argento] estão aqui: um enredo mínimo, peças de cenários chamativas, movimentos de câmera barrocos e violência misógina».[110] Para Niall Browne, do portal Movies in Focus, Ópera «contém todos os traços que se pode esperar do diretor italiano: mistério, luxúria, violência e um impressionante trabalho de câmera».[111]
Em 1987, Argento trabalhou novamente com a rede RAI, dessa vez como produtor da série de curtas-metragens Gli incubi di Dario Argento, apresentada no programa semanal intitulado Giallo, com Enzo Tortora e Alba Parietti como apresentadores. Argento afirmou que «foi muito divertido» retornar ao formato televisivo, mas reconheceu que, por ser um programa transmitido no horário nobre, ele recebeu cartas de protesto de alguns telespectadores que achavam que o conteúdo de suas obras era excessivamente violento.[112] Durante essa mesma época, fundou, junto com seu colaborador e amigo Luigi Cozzi, a livraria e loja de curiosidades Profondo Rosso em Roma, onde também exibe um museu pessoal com objetos relacionados ao cinema de terror que colecionou ao longo de sua carreira.[113]
1989-1994: Two Evil Eyes e Trauma
Em 1989, Argento coproduziu e coescreveu La chiesa, filme dirigido por Michele Soavi e estrelado por Tomas Arana, Barbara Cupisti e sua filha Asia.[114] Interessado em realizar uma obra cinematográfica baseada na obra literária de Edgar Allan Poe, entrou em contato novamente com George A. Romero para propor a realização de um filme dividido em quatro segmentos. Inicialmente, John Carpenter e Stephen King demonstraram interesse no projeto, mas logo desistiram para se concentrar em outros trabalhos.[115] Argento e Romero decidiram adaptar as histórias O Gato Preto e A Verdade sobre o Caso do Senhor Valdemar, respectivamente.[116] Por recomendação do diretor americano, as gravações de Two Evil Eyes ocorreram no verão de 1989 em Pittsburgh, tornando-se o primeiro filme de Argento rodado fora da Europa.[117]
Estrelado por Harvey Keitel, Madeleine Potter e Martin Balsam,[117] o segmento dirigido pelo italiano obteve uma maior apreciação crítica. Kevin Thomas, do Los Angeles Times, declarou: «É surpreendente o que Argento conseguiu fazer em seus 65 minutos de O Gato Preto, a parte mais engenhosa — e sangrenta — das duas»,[118] e Richard Harrington, do The Washington Post, comentou: «Enquanto Romero opta por uma abordagem linear e barata, a narrativa de Argento é dolorosamente poética, com pontos de vista e ângulos sempre mutantes».[119]
Em 1991, coescreveu e produziu A Seita, uma nova colaboração com Michele Soavi, estrelada por Kelly Curtis, Mariangela Giordano e Herbert Lom.[120]

Ele decidiu passar alguns meses nos Estados Unidos, onde teve a oportunidade de conhecer pessoalmente outros cineastas, como William Friedkin, Tobe Hooper, Sam Raimi, Stuart Gordon e John Landis;[121] este último o convidou para fazer uma pequena participação como paramédico no seu filme de 1992, Innocent Blood.[122] Em seu livro, revelou que em algum momento pensou em se mudar para lá: «Em Nova York, mas especialmente em Los Angeles, eu me sentia muito à vontade. Havia um clima de colaboração constante: não era como na Itália, onde os diretores nunca se encontram e, quando se encontram, mal se falam».[121] Durante uma visita a Salem, Massachusetts, começou a escrever a história de uma jovem chamada Aura, que sofre uma série de desventuras devido à sua anorexia. Mais tarde, entrou em contato com o escritor T. E. D. Klein para transformar sua história no roteiro de Trauma, seu próximo longa-metragem.[123]
As filmagens ocorreram principalmente em Minneapolis entre agosto e setembro de 1992,[124] e Argento decidiu encher as salas de fumaça para «dar um efeito de profundidade aos espaços», o que lhe causou problemas de sensibilidade no paladar e no olfato, algo que, segundo ele, só conseguiu superar cerca de 20 anos depois.[125] Escreveu a história do personagem principal, Aura, com a intenção de que sua filha Asia a interpretasse,[126] e recrutou os americanos Christopher Rydell, Piper Laurie e Frederic Forrest para os outros papéis principais.[127] Embora desejasse novamente trabalhar com a música do Goblin, as produtoras americanas sugeriram que ele contratasse Pino Donaggio, que já havia colaborado com Brian De Palma em várias ocasiões.[128]
Com uma recepção crítica morna,[129] Trauma foi descrito pela revista Time Out: «O primeiro filme de Argento apoiado pelos Estados Unidos faz homenagem a Psicose, mas carece da habilidade de Hitchcock em dirigir os atores: não há uma única atuação minimamente decente».[130] Por outro lado, Tiziano Sossi, do site Mymovies.it, afirmou que o roteiro «contém sinais psicológicos e de realismo muito eficazes» e considerou alguns movimentos de câmera como «magistrais».[131]
1995-1999: O Síndrome de Stendhal e O Fantasma da Ópera
Durante sua estadia em Nova York, Argento descobriu um livro da psiquiatra italiana Graziella Magherini intitulado La sindrome di Stendhal, sobre a doença de mesmo nome, que causa um desequilíbrio no indivíduo quando ele é exposto a uma obra de arte.[132] A leitura lhe recordou uma experiência vivida na adolescência, quando sofreu uma descompensação ao ver o Partenon pela primeira vez, o que o levou a decidir basear a história de seu próximo filme nessa vivência.[133] Inicialmente, ele pretendia começar as filmagens nos Estados Unidos, mas não conseguiu encontrar uma cidade com um monumento «representativo o suficiente» para desenvolver seu relato, e, por isso, decidiu filmar na Itália.[134] A princípio, pensou em Bridget Fonda para interpretar o papel principal da oficial de polícia Anna Manni, mas, devido à mudança de local, ofereceu o papel à sua filha Asia.[133]
Com trilha sonora de Ennio Morricone, O Síndrome de Stendhal foi lançado em janeiro de 1996 e teve uma recepção crítica geralmente positiva.[135] O autor Maitland McDonagh reconheceu que, embora não esteja no nível de obras como Tenebrae ou Inferno, o filme é «uma visita obrigatória para os fãs de Argento, impulsionado por uma performance corajosa e inquietante de sua filha».[136] Zachary Paul, do Bloody Disgusting, a descreveu como «uma das obras visualmente mais luxuosas de Argento, ao lado de Suspiria»,[137] e David Rooney, do Variety, afirmou que o diretor «modera sua inclinação pelo derramamento de sangue à la Grand Guignol e o excesso sobrenatural, e retorna a um estilo mais próximo de seus primeiros thrillers».[138]
«Escolhi Julian Sands para o papel do fantasma. Não queria retratar uma criatura deformada, mas sim um homem fascinante, um grande conhecedor de música: um sedutor, alguém de quem minha heroína poderia realmente se apaixonar».
Argento sobre o protagonista de seu filme O Fantasma da Ópera (1998).[139]
Após atuar em um pequeno papel no filme Il cielo è sempre più blu de Antonello Grimaldi em 1996,[140] coescreveu e produziu La máscara de cera, o filme de estreia de Sergio Stivaletti, baseado no conto Le Cœur cambriolé do escritor francês Gastón Leroux. O projeto inicialmente seria dirigido por Lucio Fulci, mas o cineasta faleceu pouco antes do início das filmagens.[141] Argento confessou que se dedicou muito a essa iniciativa porque, desde a infância, era fã da obra de Leroux e disse que, naquele momento, decidiu realizar sua própria adaptação de O Fantasma da Ópera, um de seus romances mais conhecidos.[142] Para desenvolver o roteiro, reuniu-se com Gérard Brach — reconhecido por seu trabalho com Roman Polanski — e escolheu o britânico Julian Sands para interpretar o papel do fantasma e sua filha Asia para o papel de Christine Daaé.[139]
Lançado em novembro de 1998, O Fantasma da Ópera teve uma recepção crítica negativa.[143] Ed González a descreveu como «um fracasso infeliz que poderia passar por um filme de série B» e afirmou que «após as promessas não cumpridas de Trauma e O Síndrome de Stendhal, O Fantasma da Ópera parecia indicar o declínio de um grande diretor».[144] Em sua crítica para Variety, David Rooney se referiu ao filme como «um festim gótico kitsch que não deixa nenhum excesso inexplorado» e como um filme apenas adequado «para os fãs irreverentes do gênero», embora tenha destacado como eficaz a música de Morricone.[145] Para Michael Dequina, do The Movie Report, o pior problema do filme é que ele falha em emular «a paixão pela qual esse clássico romance gótico é reconhecido».[146]
2000-2006: Insônia, O Jogador e Masters of Horror
No início do novo milênio, o diretor fundou a empresa Opera Film junto com seu irmão Claudio, a qual serviria para produzir Scarlet Diva (filme de 2000 dirigido e protagonizado por Asia) e alguns de seus projetos futuros. Diante da recepção negativa de O Fantasma da Ópera, ele decidiu retornar às suas raízes e recriar sua nova história de gênero giallo em Turim, cidade onde já havia filmado cenas de Profondo rosso e O Gato de Nine Cores.[147] Ele se reuniu com seu colaborador habitual Franco Ferrini e com o escritor Carlo Lucarelli para criar a história de um detetive que deve seguir as pistas de um criminoso enquanto lida com a doença de Alzheimer. Para este papel, escolheu o veterano ator sueco Max von Sydow, que, segundo ele, «ajudou a dar profundidade psicológica ao personagem»,[148] enquanto a criação da trilha sonora foi novamente entregue ao Goblin.[149]
Intitulado Insônia, o filme estreou nos cinemas italianos em janeiro de 2001 e,[150] embora tenha dividido a crítica, recebeu em geral resenhas mais entusiásticas que seu antecessor;[151] foi inclusive reconhecido como «um retorno à forma do diretor» na crítica da revista Slant.[152] Por sua vez, Almar Haflidason, da BBC, afirmou que «com Insônia, Dario retorna às suas raízes tradicionais de giallo após uma ausência de vinte anos. Ele não deveria ter ficado longe tanto tempo, pois este é o tipo de thriller no qual se destaca».[153] Contudo, a crítica da Time Out reconheceu que, embora «tenha ecos fracos de Profondo rosso e Ópera», é um filme «tosco e entediante».[154]
Para escrever o roteiro de O Jogador, Argento se lembrou de sua experiência em salas de jogos, onde muitos jovens passavam horas jogando pôquer pela Internet. Assim, ele criou, junto com Franco Ferrini, a história de um assassino que sequestra suas vítimas e organiza uma partida de pôquer virtual com a polícia para decidir se as deixa viver ou as executa diante das câmeras.[155] Escreveu o personagem feminino pensando em sua filha Asia, mas como a atriz estava ocupada com a realização de seu segundo filme como diretora, The Heart Is Deceitful Above All Things, acabou escolhendo a italiana Stefania Rocca para o papel de Anna Mari e o irlandês Liam Cunningham para interpretar John Brennan, os dois personagens principais.[156]

Após a estreia em janeiro de 2004, O Jogador também não convenceu a crítica especializada nos Estados Unidos,[157] embora tenha sido mais bem recebido na Itália, o que o surpreendeu: «De forma um pouco inesperada para mim, O Jogador recebeu reconhecimento da crítica italiana. Exceto por alguns nomes que sempre defenderam meu trabalho (como Steve Della Casa), foi realmente uma novidade».[158] Dave Kehr, do The New York Times, afirmou que o filme não consegue «romper com a infeliz sequência de seus últimos filmes», e disse que ele «se desenrola como um procedimento policial cansativo e completamente convencional que bem poderia ser intitulado CSI: Roma».[159] Em uma crítica similar, Jason Buchanan, do portal AllMovie, afirmou que «oferece uma boa dose de suspense e algumas cenas memoráveis, mas para aqueles que estão remotamente familiarizados com o cânone de Argento, existe a sensação de que tudo isso já foi feito antes».[160]
Em 2005, Argento retornou à televisão com Você Gosta de Hitchcock?, um telefilme que apresentou a história de um jovem estudante de cinema obcecado pela obra de Alfred Hitchcock que começa a investigar um assassinato por conta própria.[161] Estrelada por Elio Germano e Chiara Conti, a película foi bem recebida pela crítica: Steve Biodrowski, da revista Cinefantastique, a descreveu como um «giallo pouco ambicioso, mas divertido», no qual «Dario Argento prova que ainda pode emocionar o público», e Félix González Jr., do portal DVD Review, afirmou que Hitchcock lhe daria «sua aprovação seca» devido ao «tenso suspense, humor afiado e personagens sedutoras».[162]
No mesmo ano, recebeu um convite de John Carpenter para participar de um projeto televisivo idealizado pelo cineasta estadunidense Mick Garris para o canal Showtime, no qual diversos diretores como Tobe Hooper, John Landis, Joe Dante e Takashi Miike seriam responsáveis por dirigir mediometrajes de terror. Para a série, intitulada Masters of Horror, Argento escreveu e dirigiu o segmento «Jenifer», baseado em uma história em quadrinhos de Bruce Jones publicada na revista Creepy na década de 1970.[161] Para a segunda temporada da série, exibida entre 2006 e 2007, ele dirigiu o episódio «Pelts», inspirado em uma história de F. Paul Winson.[163] Argento destacou que, devido à flexibilidade dos produtores da série, ele pôde dar asas à sua criatividade sem se preocupar com a censura:
2007-2012: La terza madre, Giallo e Drácula 3D

Dario Argento decidiu retomar a história das três mães em seu próximo longa-metragem, inspirado pela liberdade criativa que teve em seu projeto anterior.[163] Para escrever o roteiro, ele se baseou em uma experiência pessoal quando recebeu uma ligação telefônica e pensou ter ouvido a voz de seu falecido pai. Esse acontecimento o levou a refletir sobre a ideia de uma conexão entre a protagonista da história e sua mãe falecida, uma poderosa bruxa branca que, no passado, havia enfrentado a Mater Suspiriorum, e que agora se comunica com a filha para ajudá-la a combater a Mater Lacrimarum.[164] Para o papel principal, ele chamou novamente sua filha Asia, que lhe sugeriu chamar Daria Nicolodi para interpretar a figura fantasmal de sua mãe.[165]
As filmagens de La terza madre ocorreram em Roma e Turim em outubro de 2006,[166] e, um ano depois, foi apresentada no Festival Internacional de Cinema de Roma, antes de seu lançamento nos cinemas em 31 de outubro de 2007, recebendo uma recepção mista.[167][168] Mick LaSalle, do San Francisco Chronicle, criticou a violência excessiva mostrada no filme, classificando-o como vil e repulsivo,[169] enquanto Stephanie Zacharek, da revista Salon, opinou que La terza madre «é depravada, sangrenta e exploradora, e a trama não faz praticamente nenhum sentido [...] é o tipo de filme que ninguém, exceto o próprio Argento, estaria louco o suficiente para fazer hoje em dia».[170] Em uma crítica mais entusiasta, Scooter McCrae, da revista Fangoria, afirmou: «La terza madre é um grande filme [...] Tem defeitos? Sim, mas eles também existem em Tenebrae, Phenomena, Suspiria e Inferno, e todos esses fazem parte do cânone do cinema clássico de Argento».[171]
Em 2008, Argento recebeu um roteiro escrito pelos norte-americanos Jim Agnew e Sean Keller sobre um assassino que se disfarça de taxista e percorre a cidade de Turim à procura de vítimas femininas. Argento comentou sobre a possibilidade de dirigir um filme sem participar do processo de escrita: «Eles me procuraram e me disseram que o roteiro havia sido concebido para mim, a ponto de a história estar ambientada na Itália. Eu seria apenas o diretor: nunca tinha acontecido isso antes».[172] O filme, intitulado Giallo, estreou em junho de 2009 no Festival Internacional de Cinema de Edimburgo e contou com as participações de Adrien Brody, Elsa Pataky e Emmanuelle Seigner nos papéis principais.[173]
Após a estreia na Europa, Brody processou os produtores devido ao pagamento incompleto de seus honorários, o que impediu a distribuição do filme em formato DVD nos Estados Unidos até 2011.[174][175] O cineasta confirmou que, durante as gravações, manteve uma relação cordial com Brody, razão pela qual decidiu não acompanhar a promoção do filme como forma de solidariedade.[176] Em geral, Giallo não foi bem recebido pela crítica. A resenha do The Hollywood Reporter afirmou que essa colaboração entre Brody e Argento «não chega perto da melhor obra de nenhum dos dois»,[177] e Mark Kermode, do The Guardian, descreveu o filme como «deprimente e sórdido», que «desce rapidamente para a autodispersão, sem que nem os movimentos de câmera e os elegantes enquadramentos arquitetônicos característicos do diretor consigam elevar seu tom sombrio».[178]

Em 2010, Argento teve a oportunidade de assistir às gravações de Hugo, de Martin Scorsese, uma experiência que o levou a considerar a ideia de realizar seu próximo filme em formato 3D. Ele também se inspirou no filme Dial M for Murder (1954) de Alfred Hitchcock, que foi exibido em 3D em algumas salas de cinema, e cuja sensação de realismo em certas cenas o inspirou a realizar algo semelhante.[176] Ele se reuniu com Antonio Tentori, Stefano Piani e Enrique Cerezo para começar a desenvolver uma nova história, tendo como protagonista o personagem Drácula, mas sem ser completamente fiel à obra de Bram Stoker. Argento escolheu Thomas Kretschmann para o papel do conde, Rutger Hauer como Abraham van Helsing, Marta Gastini como Mina Harker e sua filha Asia como Lucy Westenra.[179] As gravações ocorreram em Turim e na localidade de Biella, onde as cenas na floresta foram filmadas.[180]
Drácula 3D foi exibido no Festival de Cinema de Cannes em 19 de maio de 2012, a primeira vez que o evento acolheu um filme do diretor italiano.[181] A recepção foi majoritariamente negativa:[182] David Rooney, do The Hollywood Reporter, afirmou que o filme «é uma versão cansada que pouco agrega ao cânone»,[183] enquanto Peter Sobczynski, do portal RogerEbert.com, a classificou como «uma versão [de Drácula] que funciona como uma condensação fragmentada baseada em lembranças vagas do livro».[184]
2013-presente: Trabalhos como diretor de palco, Vortex e Occhiali neri
O Teatro Coccia de Novara encarregou Dario Argento, em outubro de 2013, de dirigir a obra Macbeth, como parte das comemorações do bicentenário do nascimento de Giuseppe Verdi. Argento optou por ambientar a história durante a Primeira Guerra Mundial, e fiel ao seu estilo, utilizou efeitos especiais que simulavam cabeças decapitadas e uma grande quantidade de sangue, além de cenas de alto conteúdo sexual. A orquestra, dirigida por Giuseppe Sabbatini, foi responsável pela música.[185] Dois anos depois, Argento dirigiu a ópera Lucía de Lammermoor no Teatro Carlo Felice de Gênova, com a participação de Desirée Rancatore e Gianluca Terranova nos papéis principais.[186][187] Em 2017, dirigiu a tragédia Salomé de Oscar Wilde na Basílica de São Francisco de Assis, como parte do projeto Homenagem a Úmbria, dirigido pela cantora de ópera Laura Musella.[188]

Em 2021, Argento foi protagonista de Vortex, do cineasta Gaspar Noé, um drama de estilo documental que acompanha os últimos dias de um casal de idosos.[189] O filme foi apresentado no Festival de Cannes de 2021 e contou com a participação de Françoise Lebrun e Alex Lutz nos papéis principais.[190] Na crítica de The Guardian, Xan Brooks descreveu o personagem de Argento como «um pai sem nome, acometido por uma doença cardíaca, que trabalha arduamente em um livro sobre a relação do cinema com o inconsciente, que provavelmente nunca terminará».[191] Eric Kohn, do IndieWire, afirmou que «a performance de Argento é irregular, impulsionada pela energia falante de sua personalidade»,[192] e Boyd van Hoeij, do The Hollywood Reporter, comentou que sua performance é comovente, embora tenha questionado «como é possível que seu francês não seja um pouco melhor, considerando que ele viveu (supostamente) por décadas em Paris como crítico de cinema».[193]
No mesmo ano, Argento atuou como produtor executivo do filme britânico de terror psicológico She Will,[194] o filme de estreia da diretora Charlotte Colbert, que ganhou o Leopardo de Ouro no Festival Internacional de Cinema de Locarno como melhor estreia.[195] Em novembro de 2021, a revista NME anunciou que Argento havia finalizado as filmagens de seu novo filme, dez anos após o lançamento de Drácula 3D. Intitulado Occhiali neri e estrelado por Ilenia Pastorelli e sua filha Asia, o filme conta a história de uma prostituta cega que acolhe um menino oriental para enfrentar um criminoso que afetou suas vidas no passado. O diretor o descreveu como «um clássico giallo italiano com elementos do gênero de terror» e como uma obra que permite aos espectadores «entrar nos bairros, casas e costumes da comunidade chinesa em Roma, onde criaram um verdadeiro Chinatown».[196] Occhiali neri foi distribuído pela Wild Bunch,[197] e estreou no Festival Internacional de Cinema de Berlim na sua 72ª edição, em 11 de fevereiro de 2022.[198] Aunque el dúo de música electrónica Daft Punk mostró interés en componer la banda sonora para el filme,[199] Argento finalmente escogió al músico francés Arnaud Rebotini para el trabajo.[200]
Tras su presentación en el festival, Marta Balaga del portal Cineuropa afirmó acerca del filme: «Es difícil que el director italiano, ahora octogenario, cambie de repente sus gustos. Pero el estreno en la Berlinale de algo que debería estar en la sección de rebajas es un elogio, aunque hayan pasado diez años desde su último trabajo». En una nota similar, Peter Bradshaw de The Guardian manifestó que «los recuerdos de las antiguas glorias del director se desvanecen rápidamente en una extraña película de serie B con una trama insólita».[201]
Projetos em desenvolvimento
Em 2014 lançou uma campanha de financiamento coletivo com o objetivo de obter recursos para seu novo filme, The Sandman, que seria protagonizado pelo músico de rock Iggy Pop. O longa conta a história de Nathan, um jovem que presencia o assassinato de sua mãe por um serial killer conhecido como “The Sandman” e que, anos mais tarde, precisa enfrentá-lo pessoalmente.[202][203] Embora a campanha tenha arrecadado cerca de 200 000 dólares, o projeto não se concretizou até o momento.[204]
Em 2019, alguns meios de comunicação italianos anunciaram que Argento retornaria à televisão com um projeto intitulado Longinus. Embora na época não tenham sido fornecidos mais detalhes, a revista Deadline Hollywood informou, em outubro do mesmo ano, que se tratava de uma série que promete “assassinatos misteriosos, suspense e revelações inesperadas, elementos esotéricos e enigmas antigos”.[205] Em abril de 2021, o jornal La Nazione noticiou que as filmagens sofreram atrasos devido ao estado de emergência provocado pela pandemia de COVID-19.[206]
Durante uma coletiva de imprensa no Festival de Cinema de Sitges de 2019, Argento informou que estava trabalhando em outro projeto televisivo produzido entre Espanha e Itália, intitulado Belle Bimbe Addormentate. Ele revelou que a série terá quatro episódios de cinquenta minutos cada, e que dirigirá o primeiro deles. Acrescentou ainda que as filmagens ocorreriam em locações de Roma, Barcelona e outras cidades espanholas.[207]
Outros trabalhos
Está envolvido em uma loja de memorabilia de horror localizada na Via dei Gracchi 260, em Roma, chamada Profondo Rosso (Deep Red), depois do clássico filme Deep Red. Na adega é uma coleção de seus filmes. A loja é gerenciada por seu colaborador de longa data e amigo Luigi Cozzi.
Ele contribuiu no desenvolvimento do videogame de sobrevivência Dead Space, e também na dublagem do personagem Dr. Kyne na versão italiana do jogo.[208]
Obras e críticas
Maitland McDonagh escreveu sobre Argento em seu livro Broken Mirrors / Broken Minds: The Dark Dreams of Dario Argento (1991). Argento também é mencionado em Art of Darkness, uma coleção de fotos promocionais, arte de cartazes e ensaios críticos editados por Chris Gallant. O jornalista britânico Alan Jones publicou Profondo Argento, um compêndio de relatórios conjuntos, entrevistas e detalhes biográficos. O designer de som inglês, escritor e músico Heather Emmett publicou Sounds to Die For: Falando a linguagem do filme de filme de terror, que inclui o primeiro estudo aprofundado sobre o uso do som nos filmes de Argento.
Em 2012, Argento foi destacado na retrospectiva Argento: Il Cinema Nel Sangue no Museu de Artes e Design da cidade de Nova York. A retrospectiva celebrou a influência da família Argento no cinema na Itália e em todo o mundo. Ele destacou a contribuição de Dario, bem como a de seu pai (Salvatore), irmão (Claudio), ex-esposa (Daria Nicolodi) e filha (Ásia).
Declínio crítico
Começando com o Phantom of the Opera de 1998, os filmes de Argento foram geralmente mal-recebidos por críticos e fãs, incluindo estudiosos de Argento, como Maitland McDonagh. Fangoria escreveu em 2010: "Durante a última década, os padrões escorregaram. Para um cineasta que sempre foi tão preciso em sua construção e corte, seus filmes posteriores como The Phantom of the Opera e The Card Player são descuidados, são costurados tão descuidadosamente que eles vazam fluidos vitais. Gradualmente, o estilo caleidoscópico que uma vez caracterizou seus filmes lentamente empolgou". Isto é em grande parte devido ao baixo retorno de bilheteria de seus filmes, bem como dificuldades em encontrar produtores.
Filmografia
Diretor
- L'uccello dalle piume di cristallo (O pássaro das plumas de cristal) (1970)
- Il gatto a nove code (O gato de nove caudas) (1971)
- Quattro mosche di velluto grigio (Quatro moscas sobre veludo azul) (1971)
- La porta sul buio (2 episódios, 1973)
- Le cinque giornate (1973)
- Profondo rosso (Prelúdio para matar) (1975)
- Suspiria (1977)
- Inferno (A mansão do inferno) (1980)
- Tenebrae (Tenebre) (1982)
- Phenomena (1985)
- Opera (Terror na ópera) (1987)
- Due occhi diabolici (1990) (episódio: The Black Cat)
- Trauma (1993)
- La sindrome di Stendhal (Síndrome mortal) (1996)
- Il fantasma dell'opera (Um vulto na escuridão) (1998)
- Non ho sonno (2001)
- Il cartaio (2004)
- Ti piace Hitchcock? (2005)
- Masters of Horror (2 episódios, 2005-2006)
- La terza madre (O retorno da maldição: a mãe das lágrimas) (2007)
- Giallo (Giallo - reféns do medo) (2009)
- Dracula 3D (2012)
- Occhiali Neri (2022)
Roteiro
- Scusi, lei è favorevole o contrario? (1966)
- Qualcuno ha tradito (1967)
- Oggi a me... domani a te! (Hoje eu ... amanhã você) (1968)
- Comandamenti per un gangster (1968)
- Commandos (1968)
- La rivoluzione sessuale (1968)
- C'era una volta il West (Era uma vez no oeste) (1968)
- Cimitero senza croci (1968)
- Metti, una sera a cena (Uma noite ... um jantar) (1969)
- Probabilità zero (1969)
- La legione dei dannati (1969)
- Un esercito di cinque uomini (1969)
- La stagione dei sensi (1969)
- L'uccello dalle piume di cristallo (O pássaro das plumas de cristal) (1970)
- Il gatto a nove code (O gato de nove caudas) (1971)
- Quattro mosche di velluto grigio (Quatro moscas sobre veludo azul) (1971)
- Così sia (1972)
- La porta sul buio (2 episódios, 1973)
- Le cinque giornate (Cinco dias em Milão) (1973)
- Profondo rosso (Prelúdio para matar) (1975)
- Suspiria (1977)
- Zombi (Despertar dos mortos) (1978)
- Inferno (A mansão do inferno) (1980)
- Tenebrae (Tenebre) (1982)
- Phenomena (1985)
- Demoni (Demons - filhos das trevas) (1985)
- Demoni 2 - L'incubo ritorna (Demons 2 - eles voltaram) (1986)
- Opera (Terror na ópera) (1987)
- La chiesa (1989)
- Due occhi diabolici (1990) (episódio: The Black Cat)
- La setta (1991)
- Trauma (1993)
- La sindrome di Stendhal (Síndrome mortal) (1996)
- M.D.C. - Maschera di cera (1997)
- Il fantasma dell'opera (Um vulto na escuridão) (1998)
- Non ho sonno (2001)
- Il cartaio (2004)
- Ti piace Hitchcock? (Você gosta de Hitchcock?) (2005)
- La terza madre (O retorno da maldição: a mãe das lágrimas) (2007)
- Giallo (Giallo - reféns do medo) (2009)
- Occhiali Neri (2022)
Ator
- Scusi, lei è favorevole o contrario? (1966)
- L'uccello dalle piume di cristallo (1970) (sem créditos)
- Profondo rosso (1975) (sem créditos)
- Suspiria (1977) (solo voce, non accreditato)
- Inferno (1980) (só voz, sem créditos)
- Tenebre (1982) (só voz, sem créditos)
- Phenomena (1985) (só voz, sem créditos)
- Opera (1987) (só voz, sem créditos)
- Amore all'ultimo morso (1992)
- Il cielo è sempre più blu (1995)
- Dante's inferno documented (2010)
- Tutti pazzi per amore (2010)
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Ligações externas
- (em inglês) Dario Argento no Internet Movie Database
- (em inglês) Great Directors Critical Database no Senses of Cinema
