Daniel Campelo
| Daniel Campelo | |
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| Nascimento | 1960 (66 anos) Ponte de Lima |
| Cidadania | Portugal |
| Alma mater | |
| Ocupação | político, engenheiro agrônomo |
| Distinções |
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José Daniel Rosas Campelo da Rocha ComM (Ponte de Lima, Ponte de Lima, 1960) é um político português.
Biografia
Licenciado pelo Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, é Mestre em Produção Vegetal pela Universidade de Reading e Pós-Graduado em Formação Pedagógica pelo Instituto de Wolverhampton.[1]
Foi Vereador (e mais tarde Presidente) da Câmara Municipal de Ponte de Lima, tendo também sido Presidente da Comissão Diretiva da Área de Paisagem Protegida das Lagoas de Bertiandos e São Pedro de Arcos, Vogal da Direção da Comunidade Intermunicipal do Minho-Lima, Vice-Presidente da Comunidade Urbana Valimar, Vice-Presidente da Associação de Municípios do Vale do Lima, Vice-Presidente da Associação Portuguesa de Municípios com Centro Histórico, Representante dos Municípios Portugueses no Conselho Nacional da Água, Vogal do Conselho Diretivo da Associação Nacional dos Municípios Portugueses, Presidente da Assembleia Geral da empresa Águas do Minho e Lima e Presidente da Assembleia Geral da empresa Resulima.[1]
Militante do CDS - Partido Popular, onde desempenhou diversos cargos diretivos e consultivos nos órgãos nacionais e distritais.[1]
Deputado na Assembleia da República
Foi Deputado à Assembleia da República na VIII Legislatura, tendo sido Membro das Comissões Parlamentares de Agricultura, Economia e Finanças.[1] Durante o seu mandato, e à revelia do seu próprio Partido, levou com o seu voto de abstenção à aprovação dos dois últimos Orçamentos do Estado (2001 e 2002) do XIV Governo Constitucional de Portugal (na época o Parlamento encontrava-se dividido a meio, com 115 Deputados do Partido Socialista e 115 Deputados dos Partidos da Oposição) a troco de um pacote de medidas em benefício da sua terra natal.
A Paisagem Protegida das Lagoas de Bertiandos e São Pedro de Arcos foi a primeira consequência da intervenção do deputado de Ponte de Lima na aprovação do OE de 2001.
Na lista de exigências para essa aprovação, figuravam ainda:
- o prolongamento do IC28 de Viana do Castelo até Valença, sem portagem;
- a A27 de Viana do Castelo até Ponte de Lima, sem portagem;
- o IC28 de Ponte de Lima até Arcos de Valdevez e Ponte da Barca com prolongamento, na 2.ª fase, até à fronteira do Lindoso;
- o acesso da A3 até Paredes de Coura; a construção dos Portinhos de Pesca de Vila Praia de Âncora e de Castelo do Neiva;
- o acesso rodoviário ao Porto de Mar de Viana do Castelo;
- uma nova ponte sobre o Rio Lima, a cerca de meia distância entre Ponte de Lima e Ponte da Barca;
- a inclusão do distrito de Viana do Castelo na lista dos territórios elegíveis para majoração máxima nos apoios e incentivos económicos dos programas de incentivo e o estímulo à economia, à época uma enorme ajuda para as empresas e pessoas coletadas individualmente.
Para viabilizar o orçamento de 2002, começou por exigir a manutenção da fábrica de queijo limiano (que estava prevista a sua mudança para Vale de Cambra-o que acabou por acontecer).
Na negociação para a aprovação do OE, acabou por ser incluída, à última hora, o apoio à eventual instalação de uma nova fábrica de queijo, que pudesse aparecer como iniciativa empresarial para dar seguimento ao queijo verdadeiramente limiano – o que nunca aconteceu.[2]
Foi suspenso do partido.
O Governo viria, contudo, a cair por motivo da demissão do Primeiro-Ministro António Guterres após forte derrota eleitoral nas eleições autárquicas de 2001.
Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima
Foi Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima[1] de 1994 a 2009. Durante esse período foi reintegrado no CDS-PP.
Como engenheiro agrónomo
Foi Professor Adjunto do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Membro do Conselho Científico da Escola Superior Agrária de Ponte de Lima, Diretor da revista técnica Agros, Membro da Sociedade Britânica de Pastagens e Forragens e Diretor da Sociedade Ibero-Americana da Universidade de Reading.[1]
Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural
Foi Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural do XIX Governo Constitucional de Portugal, cargo do qual se retirou alegando motivos pessoais.[1] É, no entanto, apontado como candidato à Presidência da Câmara Municipal de Viana do Castelo.
Reconhecimento
A 27 de Julho de 2015 foi feito Comendador da Ordem do Mérito.[3]
Referências
- ↑ a b c d e f g Governo de Portugal. Portugal.gov.pt http://www.portugal.gov.pt Em falta ou vazio
|título=(ajuda) - ↑ «Daniel Campelo: Foi-se o queijo (limiano), mas ficaram as lagoas (de Bertiandos)»
- ↑ «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "José Daniel Rosas Campelo da Rocha". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 11 de setembro de 2015