Dag Solstad
| Dag Solstad | |
|---|---|
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| Nascimento | 16 de julho de 1941 |
| Morte | 14 de março de 2025 (83 anos) |
| Nacionalidade | norueguês |
| Ocupação | escritor |
| Movimento literário | modernismo pós-modernismo |
Dag Solstad (Sandefjord, 16 de julho de 1941 – 14 de março de 2025) foi um escritor norueguês e uma das principais figuras da literatura contemporânea na Noruega. Ficou conhecido por explorar temas como alienação, existencialismo e questões políticas em suas obras. Solstad começou sua carreira literária em 1965 e tem sido amplamente reconhecido pela crítica e público internacional. Suas obras foram traduzidas para várias línguas, incluindo inglês, alemão e francês.
Biografia
Dag Solstad nasceu em Sandefjord, uma pequena cidade costeira na Noruega. Ele cresceu em um ambiente que, em parte, moldou suas visões políticas, as quais se refletiriam em sua escrita. Na juventude, ele se envolveu com movimentos marxistas e trabalhou como editor de jornais de esquerda, influenciando fortemente seu trabalho inicial.
Em 1965, Solstad lançou seu primeiro livro, Spiraler, uma coleção de contos que o estabeleceu como uma nova voz no modernismo literário norueguês. Desde então, ele publicou diversos romances, peças de teatro e ensaios, explorando temas como a solidão, a alienação e as tensões sociais.[1]
Ao longo de sua carreira, Solstad foi associado ao modernismo e ao pós-modernismo. Seu trabalho é frequentemente descrito como filosófico, introspectivo e politicamente carregado.[2]
Morreu em 14 de março de 2025, aos 83 anos.[3]
Obras principais e estilo literário
Dag Solstad é conhecido por sua narrativa introspectiva, densa e, por vezes, irônica. Seus romances frequentemente lidam com personagens que enfrentam a alienação e o desconforto de viver em uma sociedade moderna. Entre suas obras mais notáveis estão:
- Irr! Grønt! (1969) – Um romance modernista que explora a inquietação da juventude e a revolução cultural e política dos anos 60.[4]
- T. Singer (1999) – Uma de suas obras mais elogiadas, este romance narra a vida de um bibliotecário que tenta desaparecer na obscuridade, explorando questões de identidade e anonimato.[5]
- Professor Andersen's Night (1996) – Um romance que narra a história de um professor universitário que testemunha um assassinato e opta por não denunciá-lo, enfrentando dilemas morais e questões de passividade.
Solstad tem a habilidade de interromper a narrativa para introduzir reflexões filosóficas, abordando diretamente o leitor. Seu estilo é minimalista, com descrições detalhadas da vida cotidiana, criando uma experiência de leitura que é, ao mesmo tempo, desafiadora e recompensadora.[6]
Traduções e reconhecimento internacional
As obras de Solstad foram amplamente traduzidas, com destaque para traduções para o inglês feitas por Sverre Lyngstad, que traduziu Shyness and Dignity e Professor Andersen's Night.[7] O sucesso dessas traduções aumentou o reconhecimento internacional de Solstad, particularmente em países de língua inglesa.
Prêmios e reconhecimento
Solstad é um dos escritores mais premiados da Noruega. Ele recebeu várias vezes o Prêmio da Crítica Norueguesa, além de outros importantes prêmios literários, como o Prêmio Brage em 1996.
Publicações
- Irr! Grønt! (1969)
- Arild Asnes, 1970 (1971)
- 25. septemberplassen (1974)
- Svik. Førkrigsår (1977)
- Krig. 1940 (War. 1940; 1978)
- Brød og våpen (Bread and Weapons; 1980)
- Gymnaslærer Pedersens beretning om den store politiske vekkelse som har hjemsøkt vårt land (1982)
- Forsøk på å beskrive det ugjennomtrengelige (1984)
- Roman 1987 (Novel 1987; 1987)
- Medaljens forside (The Front of the Medal; 1990)
- Ellevte roman, bok atten (Novel 11, Book 18; 1992)
- Genanse og verdighet (Shyness and Dignity; 1994)
- Professor Andersens natt (Professor Andersen's Night; 1996)
- T. Singer – (1999)
- 16/07/41 – (2002)
- Armand V. Fotnoter til en uutgravd roman (Armand V. Footnotes from an Unexcavated Novel; 2006)
- 17. roman (Novel 17; 2009)
- Det uoppløselige episke element i Telemark i perioden 1591-1896 : roman (2013)
- Tredje, og siste, roman om Bjørn Hansen (2019)
Outros escritos e avaliações
Com o colega romancista Jon Michelet, Solstad publicou um livro após cada uma das Copas do Mundo da FIFA em 1982, 1986, 1990, 1994 e 1998. Ele também foi ensaísta principalmente durante as décadas de 1960 e 1970. Seus ensaios desse período foram publicados na coleção Artikler om litteratur 1966–1981 (1981), e ensaios da década seguinte em 14 artikler på 12 år (1993).[8][9]
Em sua tese de doutorado Por que tão grande? Uma análise do discurso literário da autoria de Dag Solstad (Universidade de Oslo, 2009), Inger Østenstad argumenta a partir de diferentes perspectivas que Solstad é o maior escritor contemporâneo da Noruega e usa uma versão da teoria do discurso de Dominique Maingüneau para analisar os componentes da obra, recepção, para-texto e meta-texto que, no caso de Solstad, contribuem para sua grandeza estabelecida. Peter Handke, Karl Ove Knausgaard e Per Petterson, três escritores contemporâneos, consideram Solstad altamente por sua excelência literária. A revista literária The Paris Review comparou o status de Solstad na literatura norueguesa com o status de Philip Roth na literatura americana e o status de Günter Grass na literatura alemã; após sua morte, o primeiro-ministro Jonas Gahr Støre o chamou de um dos autores noruegueses mais importantes de todos os tempos.[8][9][10]
Referências
- ↑ Henning Howlid Wærp (2001). Norwegian Literature: A Survey. [S.l.]: Scandinavian University Press. p. 218. ISBN 9788200224326 Verifique
|isbn=(ajuda) - ↑ «Dag Solstad: The Reclusive Norwegian Modernist». Asymptote. Consultado em 8 de outubro de 2024
- ↑ Haugan, Vilde (15 de março de 2025). «Dag Solstad er død: – Noreg har mista ein av sine fremste forfattarar» (em norueguês). NRK. Consultado em 15 de março de 2025
- ↑ Lars G. Warme (1999). The Cambridge History of Scandinavian Literature. [S.l.]: Cambridge University Press. p. 415. ISBN 9780521357230 Verifique
|isbn=(ajuda) - ↑ «The Lonely Reader». The Paris Review. 29 de agosto de 2018. Consultado em 8 de outubro de 2024
- ↑ «Dag Solstad's Minimalism». The Atlantic. 12 de dezembro de 2015. Consultado em 8 de outubro de 2024
- ↑ «The Complete Review: Dag Solstad». Consultado em 8 de outubro de 2024
- ↑ a b Rottem, Øystein (1997). "Dag Solstad – tilværelsens utlending". Norges Litteraturhistorie. Etterkrigslitteraturen (in Norwegian). Vol. 2. Oslo: Cappelen. pp. 118–145. ISBN 82-02-16425-7
- ↑ a b Oltermann, Philip; editor, Philip Oltermann European culture (17 de março de 2025). «Norwegian writer Dag Solstad dies aged 83». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077. Consultado em 28 de setembro de 2025
- ↑ Rottem, Øystein; Ørjasæter, Tordis (1996). Etterkrigslitteraturen. Oslo: Cappelen
Ligações externas
- Site oficial de Dag Solstad na Cappelen Damm
- Dag Solstad no IMDb
- Dag Solstad's biography and bibliography at Aschehoug Agency
- Dag Solstad Arquivado em 20 abril 2012 no Wayback Machine at Forlaget Oktober
- Solstad bibliography: literature by and on Dag Solstad (National Library of Norway)
- Solstad Dag Solstad (em inglês) no Discogs
Comentários
- Dag Solstad, The Art of Fiction No. 230 – interview with Ane Farsethås in The Paris Review, Issue 217, 2016
- Marginal Men Take Center Stage in the Novels of Dag Solstad – James Wood em The New Yorker, 15 de outubro de 2018. Publicado na edição impressa da edição de 22 de outubro de 2018, com o título "Não é importante".
- Novel 11, book18 – Paul Binding in The Independent, 12 Dez. 2008
- Shyness and Dignity – Boyd Tonkin in The Independent, 28 Nov. 2006
