Diogo de Sousa (arcebispo de Braga)
Diogo de Sousa
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|---|---|
| Arcebispo da Igreja Católica | |
| Arcebispo Primaz de Braga | |
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| Atividade eclesiástica | |
| Diocese | Arquidiocese de Braga |
| Nomeação | 11 de julho de 1505 |
| Entrada solene | 11 de julho de 1505 |
| Predecessor | Jorge da Costa |
| Sucessor | Infante D. Henrique |
| Mandato | 1505 - 1532 |
| Ordenação e nomeação | |
| Nomeação episcopal | 1496 |
| Ordenação episcopal | 1496 |
| Nomeado arcebispo | 11 de julho de 1505 |
| Brasão arquiepiscopal | ![]() |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | Figueiró dos Vinhos, Portugal c. 1461 |
| Morte | Braga, Portugal 19 de junho de 1532 (71 anos) |
| Nacionalidade | |
| Funções exercidas | -Bispo de Porto (1496-1505) |
| Arcebispos Categoria:Hierarquia católica Projeto Catolicismo | |

Diogo de Sousa (c. 1461 – 19 de junho de 1532) foi um prelado católico português, bispo do Porto de 1496 a 1505 e arcebispo primaz de Braga de 1505 até sua morte.
Biografia
Nascimento e educação
Dom Diogo de Sousa nasceu por volta de 1461, provavelmente em Figueiró dos Vinhos, Portugal. Realizou seus estudos preparatórios em Évora e completou sua formação nas universidades de Salamanca e Paris, onde se doutorou.[1]
Vida religiosa
Serviu como Deão da capela real de D. João II, capelão-mor da rainha D. Maria, segunda esposa de D. Manuel, e participou de embaixadas de obediência aos Papa Alexandre VI e Papa Júlio II.[2] Nomeado bispo do Porto em 1496, tornou-se arcebispo de Braga em 1505, após a Bula Hodie Venerabilem do Papa Júlio II, que ordenava sua obediência pelo Cabido Bracarense.[3]
Contribuições
Urbanismo em Braga
Como arcebispo, Dom Diogo transformou Braga, expandindo a cidade além das muralhas medievais. Criou espaços como o Campo dos Remédios (Largo Carlos Amarante), Campo da Vinha (Praça Conde de Agrolongo), Largo das Carvalheiras e Campo de Santana (Avenida Central). Ordenou a abertura de novas ruas e a construção do Arco da Porta Nova. Foras das muralhas, mandou edificar a Senhora-a-Branca.[4]
Sé de Braga
Na Sé de Braga, supervisionou a construção da capela-mor e dos túmulos de D. Henrique de Borgonha e D. Teresa, pais de D. Afonso Henriques.[5]
Educação
Combateu a ignorância fundando o Colégio de São Paulo em 1531, com ensino gratuito para clérigos e leigos. Aconselhou D. João III a criar um grande colégio em Braga ou no Porto, com mestres de teologia, artes e ciências.[6]
Atuação no Porto
Como bispo do Porto, ordenou a impressão das Constituições e dos Evangelhos e Epístolas com suas Exposições em Romance em 1497, por Rodrigo Álvares.[7]
Legado
Dom Diogo foi um patrono das artes, letras e urbanismo, deixando um legado duradouro em Braga e no Porto. Faleceu em 19 de junho de 1532 e foi sepultado na Capela de Nossa Senhora da Piedade, na Sé de Braga.[8]
Condecorações
Não há registros de condecorações específicas atribuídas a Dom Diogo de Sousa.
Ver também
Referências
- ↑ «Diogo de Sousa». Arquivo Histórico da Arquidiocese de Braga
- ↑ «História dos Arcebispos de Braga». Sé de Braga
- ↑ «Bula Hodie Venerabilem». Vaticano;
- ↑ «Urbanismo em Braga no século XVI». Município de Braga
- ↑ «A Sé de Braga: História e Arquitetura». Sé de Braga
- ↑ «Colégio de São Paulo». Arquivo Histórico de Braga
- ↑ «Impressão no Porto no século XV». Arquivo Diocesano do Porto
- ↑ «Sepulturas na Sé de Braga». Sé de Braga
Ligações externas
| Precedido por João de Azevedo |
![]() Bispo do Porto 1496 — 1505 |
Sucedido por Diogo Álvares da Costa |
| Precedido por Jorge da Costa |
![]() Arcebispo Primaz de Braga 1505 — 1532 |
Sucedido por Infante D. Henrique |


