Déia Freitas
| Déia Freitas | |
|---|---|
| Nascimento | 15 de maio de 1975 |
| Nacionalidade | Brasileira |
| Ocupação | podcaster empresária psicóloga |
| Principais trabalhos | Não Inviabilize |
| Website | NaoInviabilize.com |
Andréia Freitas, mais conhecida como Déia Freitas (Santo André, 1975)[1][2], é uma podcaster, empresária e psicóloga brasileira[3]. Seu podcast Não Inviabilize é um dos maiores do Brasil, contabilizando mais de 310 milhões de reproduções em setembro de 2024[4].
Podcast Não Inviabilize
Criado e apresentado por Déia Freitas, o podcast Não Inviabilize é uma plataforma para contar histórias reais enviadas por ouvintes de todo o Brasil[4]. Os episódios exploram experiências humanas diversas, muitas vezes emocionais, inusitadas ou controversas[4].
O podcast Não Inviabilize teve início em 2020[4], durante a pandemia de Covid-19, com Déia Freitas utilizando apenas um microfone e uma caixa de papelão como parte de sua estrutura inicial[5]. À medida que o programa cresceu em popularidade, expandiu a equipe, inicialmente contratando dois colaboradores como Pessoa Jurídica (PJ)[5].
Com o crescimento do podcast e o aumento das receitas publicitárias, Déia implementou contratos CLT para todos os funcionários, garantindo um salário inicial de R$ 5 mil[5]. Com o passar do tempo, foram incluídos melhorias salariais e benefícios. Em 2024, os colaboradores recebiam R$ 10 mil, além de plano de saúde, vale-refeição, vale-transporte, e trabalho remoto com uma jornada de segunda a quinta-feira[5].
Vida Pessoal
Déia Freitas nasceu em um bairro de classe média baixa em Santo André, na Grande São Paulo[4]. Desde cedo, mostrou-se uma leitora ávida, especialmente fascinada pela coleção Vagalume, que inspirava suas aventuras imaginárias[4].
Aos 12 anos, Déia enfrentou uma grande perda com a morte de seu pai[4]. Apenas quatro anos depois, aos 16, perdeu também sua mãe, com quem tinha uma relação muito próxima [4].
Ainda adolescente, já conciliava os estudos com o trabalho. Seu primeiro emprego foi como redatora de anúncios de classificados para um jornal[4]. Com o tempo, passou por diversas ocupações, como vendedora de loja, catsitter, gerente de produto para grandes marcas de moda e funcionária administrativa em uma faculdade. Foi nesse último emprego que conquistou uma bolsa de estudos para cursar psicologia[4].
Polêmicas
Em 2022, Déia Freitas foi alvo de debates públicos após anunciar uma vaga de assistente de roteiro voltada exclusivamente para mulheres pretas, pardas, indígenas, travestis e transgêneras[6][7]. A iniciativa recebeu críticas de alguns setores e foi acompanhada por ataques virtuais, incluindo a exposição de seu endereço em plataformas online[7]. Déia defendeu o projeto como uma forma de promover inclusão e ampliar oportunidades para grupos historicamente marginalizados[6].
Em 2024, sua decisão de presentear os funcionários com apartamentos também gerou questionamentos e especulações sobre a origem dos recursos financeiros[8][5]. Em resposta, Déia afirmou que os recursos utilizados são provenientes de seu trabalho e destacou seu foco em continuar desenvolvendo suas atividades profissionais e metas pessoais[5][9].
Ver também
Referências
- ↑ Luciana Teixeira Morais (15 de novembro de 2022). «Déia Freitas: "Sempre quiseram criminalizar as coisas que eu faço"». Delas IG. Consultado em 2 de novembro de 2022
- ↑ «Não Inviabilize – Um laboratório de histórias reais». Consultado em 2 de novembro de 2022
- ↑ Talita Duvanel (8 de junho de 2021). «Conheça Déia Freitas, que transforma histórias da vida alheia no podcast 'Não inviabilize'». Delas IG. Consultado em 2 de novembro de 2022
- ↑ a b c d e f g h i j Karin Hueck (19 de setembro de 2024). «Déia Freitas, do 'Não Inviabilize', fala sobre perder mãe e pai ainda na adolescência». CLAUDIA. Consultado em 25 de janeiro de 2025
- ↑ a b c d e f Letícia Furlan (25 de julho de 2024). «'CLT premium': como a criadora do 'Não Inviabilize' quitou as casas de cinco funcionários». Exame. Consultado em 25 de janeiro de 2025
- ↑ a b Redação GQ (24 de janeiro de 2022). «Processo seletivo do 'Não Inviabilize' vai virar banco de talentos para mulheres roteiristas pretas, pardas e indígenas». Globo GQ. Consultado em 25 de janeiro de 2025
- ↑ a b Mariana Gonzalez (16 de janeiro de 2022). «Podcaster atacada por vaga para negras: 'Me chamaram de nazista da África'». Universa UOL. Consultado em 25 de janeiro de 2025
- ↑ Jayanne Rodrigues (31 de julho de 2024). «Déia Freitas, do podcast 'Não Inviabilize', doa cinco apartamentos de R$ 230 mil para funcionários». Estadão. Consultado em 25 de janeiro de 2025
- ↑ Carla Neves (26 de julho de 2024). «Déia Freitas, do 'Não Inviabilize', é atacada na web após presentear funcionários com imóveis». Revista Quem. Consultado em 25 de janeiro de 2025