Cypraea tigris

Cypraea tigris
Classificação científica edit
Reino: Animalia
Filo: Mollusca
Classe: Gastropoda
Subclasse: Caenogastropoda
Ordem: Littorinimorpha
Família: Cypraeidae
Gênero: Cypraea
Espécies:
C. tigris
Nome binomial
Cypraea tigris
Sinónimos[2]
  • Cypraea ambigua Gmelin, 1791
  • Cypraea feminea Gmelin, 1791
  • Cypraea flammea Gmelin, 1791
  • Cypraea tigrina Gmelin, 1791
  • Cypraea pardalis Shaw, 1794
  • Cypraea onca Röding, 1798
  • Cypraea nigrescens Gray, 1824
  • Cypraea alauda Menke, 1830
  • Cypraea chionia Melvill, 1888
  • Cypraea flavonitens Melvill, 1888
  • Cypraea hinnula Melvill, 1888
  • Cypraea ionthodes Melvill, 1888
  • Cypraea russonitens Melvill, 1888
  • Cypraea tigris var. lyncichroa Melvill, 1888
  • Cypraea zymerasta Melvill, 1888
  • Cypraea flavida Dautzenberg, 1893
  • Cypraea incarna Sulliotti, 1924
  • Cypraea laminata Sulliotti, 1924
  • Cypraea tristis Sulliotti, 1924
  • Cypraea nephelodes Lancaster, 1928
  • Cypraea tigris ambolee (f) Steadman, W.R. & B.C. Cotton, 1943
  • Cypraea volai Steadman, W.R. & B.C. Cotton, 1943
  • Cypraea fuscoapicata Coen, G.S., 1949

Cypraea tigris (nomeada, em inglês, tiger cowrie[3] e, em português, cipreia-tigre;[4] sendo a mais conhecida de todas as "cowries" ou "cipreias")[5] é uma espécie de molusco gastrópode marinho pertencente à família Cypraeidae da ordem Littorinimorpha. Foi classificada por Linnaeus, em 1758, na obra Systema Naturae. É nativa do Indo-Pacífico[6][3] e considerada a espécie-tipo de seu gênero.[7]

Descrição da concha e hábitos

Concha oval e de coloração branca ou cinzento azulada, com manchas que podem ir da cor do caramelo, mais ou menos pálidas, até o castanho intenso, quase negro. Superfície lisa, brilhantemente polida e sem espiral aparente, quando desenvolvida, com sua base plana ou ligeiramente côncava; com dentes visíveis através da abertura; os do lábio externo largos e curtos e os columelares mais finos e mais longos, exceto para os quatro mais baixos, na área próxima ao canal sifonal, que são maiores e mais curtos.[8] Chegam de 9[3] a até 14 centímetros em suas maiores dimensões (na subespécie Cypraea tigris schilderiana C. N. Cate, 1961; do Havaí,[6][3][9] existindo relatos de espécimes que chegaram a até 16 centímetros).[10] Esta concha varia muito em tamanho e coloração, mas invariavelmente tem pintas ou manchas em sua superfície.[5]

É encontrada em águas rasas ou profundas, até uma profundidade de 30 metros, na zona de recifes de coral. Seu alimento são esponjas, gastrópodes vivos, algas marinhas, carniça[10] e pólipos de coral.[9]

Descrição do animal, subespécies e distribuição geográfica

O animal de Cypraea tigris, em um espécime adulto, é de um amarelado sujo, com expansões tentaculares dotadas de pontas brancas, espalhadas, e dotado de finas estrias negras em sua superfície. O seu manto pode estar totalmente estendido, escondendo completamente a sua concha, ou parcialmente recolhido.[11] Quatro subespécies são reconhecidas: Cypraea tigris lorenzi C. P. Meyer & Tweedt, 2017; Cypraea tigris pardalis Shaw, 1794; Cypraea tigris schilderiana C. N. Cate, 1961 e Cypraea tigris tigris Linnaeus, 1758.[6]

Esta espécie ocorre no Indo-Pacífico,[3][10] indo do leste da África, e passando pela Grande Barreira de Coral australiana, até a região central do oceano Pacífico, na Micronésia e Polinésia, incluindo o Havaí.[12][9]

Utilização de Cypraea tigris pelo Homem

Conchas de Cypraea tigris têm sido utilizadas para alimentação em muitas partes de sua área de distribuição, principalmente na zona de águas rasas;[10] também sendo usadas para trabalhos de artesanato, braceletes e camafeus.[carece de fontes?] São encontradas em lojas de novidades e souvenirs. Na época da era dos descobrimentos, elas já foram as conchas favoritas dos marinheiros; mais tarde importadas, em enormes quantidades, por capitães de navios e mercadores ianques que gravaram, em suas costas brilhantes, o Pai Nosso ou poemas sentimentais, ou enfiaram algumas delas, de diferentes tamanhos, em pedaços de arame para fazer tartarugas com cabeças móveis, ou então as sujeitaram a outros absurdos para se tornarem populares na época.[13]

Ver também

Referências

  1. Linnaeus, C. (1758). Systema naturae per regna tria naturae, secundum classes, ordines, genera, species, cum characteribus, differentiis, synonymis, locis. Tomus I. Editio decima, reformata (em latim). [S.l.]: Holmiae. (Laurentii Salvii). p. 211 
  2. «Cypraea tigris». Gastropods.com (em inglês). Consultado em 21 de outubro de 2010 
  3. a b c d e ABBOTT, R. Tucker; DANCE, S. Peter (1982). Compendium of Seashells. A color Guide to More than 4.200 of the World's Marine Shells (em inglês). New York: E. P. Dutton. p. 97. 412 páginas. ISBN 0-525-93269-0 
  4. Ferreira, Franclim F. (2002–2004). «Conchas» (em inglês). FEUP. 1 páginas. Consultado em 27 de agosto de 2018. Arquivado do original em 7 de outubro de 2020 
  5. a b WYE, Kenneth R. (1989). The Mitchell Beazley Pocket Guide to Shells of the World (em inglês). London: Mitchell Beazley Publishers. p. 59. 192 páginas. ISBN 0-85533-738-9 
  6. a b c «Cypraea tigris Linnaeus, 1758» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 26 de agosto de 2018 
  7. «Cypraea Linnaeus, 1758» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 26 de agosto de 2018 
  8. DANCE, S. Peter (2002). Smithsonian Handbooks: Shells. The Photographic Recognition Guide to Seashells of the World (em inglês) 2ª ed. London, England: Dorling Kindersley. p. 71. 256 páginas. ISBN 0-7894-8987-2 
  9. a b c LINDNER, Gert (1983). Moluscos y Caracoles de los Mares del Mundo (em espanhol). Barcelona, Espanha: Omega. p. 150. 256 páginas. ISBN 84-282-0308-3 
  10. a b c d «Cypraea tigris Linnaeus, 1758 - tiger cowrie» (em inglês). SeaLifeBase. 1 páginas. Consultado em 26 de agosto de 2018 
  11. Budak (13 de julho de 2014). «IMG_9853 Cypraea tigris» (em inglês). Flickr. 1 páginas. Consultado em 26 de agosto de 2018 
  12. «Cypraea tigris tigris» (em inglês). Hardy's Internet Guide to Marine Gastropods. 1 páginas. Consultado em 26 de agosto de 2018. Arquivado do original em 11 de agosto de 2021 
  13. COX, James A. (1979). Les Coquillages dans la Nature et dans l'Art (em francês). Paris: Librairie Larousse. p. 48. 256 páginas. ISBN 2-03-517101-6 

Ligações externas