Cusaroducta

Cusaroducta
Nobre da Armênia
Tiridates IV com sua esposa Asiquena e irmã Cusaroducta em afresco da família Hovnatanian
Dados pessoais
Nascimentoséculo III
MorteAntes de 330
Dinastiaarsácida
PaiCosroes II
ReligiãoCatolicismo armênio

Cusaroducta (em latim: Cusaroducta; em grego: Κουσαρωδούκτᾳ; romaniz.: Kousarōdoúcta; em armênio: Խոսրովիդուխտ; romaniz.: Χosroviduχt) foi uma nobre armênia dos séculos III e IV, filha do rei Cosroes II e irmã de Tiridates IV (r. 298–330).

Vida

Cusaroducta era a única filha conhecida do rei Cosroes II e irmã do rei Tiridates IV (r. 298–330). Nasceu em data incerta na Armênia. Em 252, seu pai foi assassinado por Anaco sob ordens do Artaxer I (r. 224–242).[a] Após a captura e execução de Anaco, de modo a preservar a soberania armênia, as autoridades romanas levaram seu irmão para ser criado em Roma, enquanto ela foi educada em Cesareia Mázaca, na Capadócia, por Autaias Amatúnio e sua esposa de nome incerto da família Selcúnio.[1] Segundo Moisés de Corene, ela era uma dama modesta, como uma freira, e não tinha a boca aberta como outras mulheres.[2]

Notas

[a] ^ A cronologia de Moisés de Corene exacerba os reinados dos xainxás do Império Sassânida. Artaxer I (r. 224–242), em particular, segundo o cronista, reinou até ao menos o reinado do imperador Carino (r. 283–285), a quem supostamente derrotou em combate. Por conseguinte, assumiu que Sapor I (r. 240–270), filho de Artaxer I, ascendeu pouco depois da suposta divisão da Armênia entre seu pai e o imperador Probo (r. 276–281).[3]

Referências

  1. Dodgeon 2002, p. 266; 270-271.
  2. Dodgeon 2002, p. 271.
  3. Toumanoff 1969, p. 276.

Bibliografia

  • Agatângelo (1976). Thomson, R. W., ed. Agathangelo's History of the Armenians. Nova Iorque: SUNY Press 
  • Dodgeon, Michael H.; Lieu, Samuel N. C. (2002). The Roman Eastern Frontier and the Persian Wars (Part I, 226–363 AD). Londres: Routledge. ISBN 0-415-00342-3 
  • Toumanoff, Cyril (1969). «The Third-Century Armenian Arsacids: A Chronological and Genealogical Commentary». Revue des Études Arméniennes. 6: 233–281