Cultura da Tanzânia

Após a independência de Tanganica (1961) e a unificação com Zanzibar (1964), que levou à formação do Estado da Tanzânia, o Presidente Julius Nyerere enfatizou a necessidade de construir uma identidade nacional para os cidadãos do novo país. Para alcançar esse objetivo, Nyerere proporcionou o que alguns comentadores consideram um dos casos mais bem-sucedidos de repressão étnica e transformação de identidade em África.

Com mais de 130 grupos étnicos e línguas locais faladas, a Tanzânia é um dos países com maior diversidade étnica da África. Apesar disso, as divisões étnicas têm sido raras na Tanzânia, especialmente quando comparadas ao resto do continente.

Interpretação moderna da tradição.

Idiomas

Na Tanzânia, são faladas por volta de 100 línguas, a maioria delas da família Bantu. Após a independência, o governo reconheceu que isso representava um problema para a "unidade nacional”, e como resultado introduziu a língua suaíli em todas escolas primárias para ampliar a sua utilização. Swahili e inglês são as línguas oficiais, no entanto, a primeira é a língua nacional.[1]

Artes Visuais

Escultura Tradicional

Durante a extensa história da Tanzânia, os mais de 130 grupos étnicos no território tanzaniano criaram inúmeros objetos culturais tanto para usos cotidianos quanto ritualísticos ou como indicadores de condição social. Tais objetos foram coletados desde o final do século XIX para entrarem nos acervos de alguns museus antropológicos e mais tarde, por museus da própria Tanzânia como o Museu Nacional de Dar es Salaam. Devido ao interesse nas artes tradicionais africanas, os colecionadores, artistas e curadores, esses objetos passaram a ser vistos como artefatos culturais.[2]

Referências

  1. «Tanzania National Website». Tanzania.go.tz. Consultado em 28 de janeiro de 2012. Arquivado do original em 17 de abril de 2001 
  2. Kecskési, Maria (1994), Jens Jahn, Haus der Kulturen der Welt, Berlin und Städtische Galerie im Lenbachhaus, München, ed., «Einleitung (introduction)», ISBN 3-88645-118-6, München: Fred Jahn, Tanzania: Meisterwerke afrikanischer Skulptur. Sanaa za Mabingwa wa Kiafrika. (em alemão e suaíli), pp. 17–24