Crypsidromus multicuspidatus
Crypsidromus multicuspidatus
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![]() Crypsidromus multicuspidatus | |||||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||||
| Crypsidromus multicuspidatus (Mello-Leitão, 1929) | |||||||||||||||||||
| Sinónimos | |||||||||||||||||||
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Crypsidromus multicuspidatus é uma espécie de aranha caranguejeira pertencente à família Theraphosidae. A espécie é endêmica do Brasil e ocorre em florestas tropicais úmidas.[1]
História taxonômica
A espécie foi originalmente descrita em 1929 pelo aracnólogo brasileiro Cândido Firmino de Mello-Leitão como Phormictopus multicuspidatus, com base em espécimes coletados em Pernambuco.[2] Em 1971, foi transferida para o gênero Cyclosternum por Bücherl, Timotheo da Costa e Lucas.[3]
Posteriormente, em 2001, o aracnólogo Rogério Bertani transferiu a espécie para o gênero Proshapalopus durante uma revisão taxonômica das caranguejeiras brasileiras.[4]
Em 2023, Bertani realizou uma revisão taxonômica abrangente do gênero Lasiodora e gêneros relacionados, concluindo que Proshapalopus era sinônimo júnior de Crypsidromus Ausserer, 1871. Consequentemente, a espécie foi transferida para sua classificação atual como Crypsidromus multicuspidatus.[5]
Descrição
Crypsidromus multicuspidatus apresenta corpo robusto coberto por densa pilosidade de coloração marrom-escura. Uma característica distintiva da espécie é a presença de espinhos proeminentes nos pedipalpos e nas tíbias das pernas, conferindo uma aparência espinhosa ao animal.[4] O comprimento corporal pode atingir entre 7 e 8 centímetros.[6]
A espécie apresenta dimorfismo sexual típico das tarântulas, com fêmeas maiores e mais robustas que os machos. Os machos atingem a maturidade sexual após aproximadamente 1 a 2 anos em condições de cativeiro.[6]
Distribuição e habitat
A espécie é endêmica do Brasil e habita florestas tropicais úmidas.[1] Os espécimes-tipo foram coletados no estado de Pernambuco.[2] Como outras caranguejeiras brasileiras, C. multicuspidatus prefere ambientes sombreados e úmidos, com abundância de esconderijos naturais como raízes, fendas rochosas e cascas de árvores.[6]
Material-tipo
O holótipo macho foi depositado no Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro (MNRJ 00025), mas foi destruído no incêndio de 2018.[1][7]
Referências
- ↑ a b c «Crypsidromus multicuspidatus». World Spider Catalog. Natural History Museum Bern. Consultado em 8 de janeiro de 2026
- ↑ a b Mello-Leitão, C. F. de (1929). «Aranhas do Pernambuco, colhidas por D. Bento Pickel». Anais da Academia Brasileira de Ciências. 1: 91-112
- ↑ Bücherl, W.; Timotheo da Costa, A.; Lucas, S. (1971). «Revisão de alguns tipos de aranhas caranguejeiras (Orthognatha) estabelecidos por Cândido de Mello-Leitão e depositados no Museu Nacional do Rio». Memórias do Instituto Butantan. 35: 117-138
- ↑ a b Bertani, R. (2001). «Revision, cladistic analysis, and zoogeography of Vitalius, Nhandu, and Proshapalopus; with notes on other theraphosine genera (Araneae, Theraphosidae)». Arquivos de Zoologia. 36 (3): 265-356. doi:10.11606/issn.2176-7793.v36i3p265-356
- ↑ Bertani, R. (2023). «Taxonomic revision and cladistic analysis of Lasiodora C. L. Koch, 1850 (Araneae, Theraphosidae) with notes on related genera». Zootaxa. 5390 (1): 1-116. doi:10.11646/zootaxa.5390.1.1
- ↑ a b c «Crypsidromus multicuspidatus». Magazyn Terrarium (em polaco). Consultado em 8 de janeiro de 2026
- ↑ Galleti-Lima, A.; Hamilton, C. A.; Borges, L. M.; Guadanucci, J. P. L. (2023). «Phylogenomics of Lasiodoriforms: reclassification of the South American genus Vitalius Lucas, Silva and Bertani and allied genera (Araneae: Theraphosidae)». Frontiers in Ecology and Evolution. 11: 1-19. doi:10.3389/fevo.2023.1177627
