Crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos em 2025

Jair Messias Bolsonaro, ex-presidente brasileiro
Luiz Inácio Lula da Silva, atual presidente brasileiro

A crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos em 2025 refere-se à crise nas relações entre Brasil e Estados Unidos, ocorrida de Julho a Outubro de 2025, gerada pelas política comercial tarifária unilateral da segunda presidência de Donald Trump, nos Estados Unidos, contra produtos brasileiros.[1] As ações unilaterais incluíram também medidas de interferência política contra a soberania do Brasil, a aplicação da lei Magnitsky contra autoridades brasileiras em função do processo judicial contra agentes dos ataques de 8 de janeiro em Brasília,[2] a revogação de documentos de visto de viagem aos Estados Unidos a pessoas ligadas ao programa governamental brasileiro Mais Médicos[3] e questionamentos quanto ao sistema de pagamentos instantâneos PIX, ao comércio popular da região da rua 25 de Março na cidade de São Paulo[4] e à participação do Brasil no agrupamento internacional BRICS.[2] No Brasil, houve discussões sobre aplicação da legislação para retaliação das tarifas impostas (retaliações não aplicadas),[5] elaboração e execução de medidas para ajuda econômica aos setores exportadores de portes menores,[6] busca por mercados para os produtos afetados[7] e acionamento do sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).[8]

As tarifas unilaterais de 50% entraram em vigor em 6 de agosto de 2025, mas podem ser suspensas caso haja acordo bilateral.[9] O Brasil avalia medidas adicionais, como restrições à repatriação de lucros de empresas americanas.[10] Analistas comparam o conflito a uma guerra comercial similar à entre EUA e China, com implicações para o comércio global. Posts no X sugerem otimismo sobre possíveis negociações para reduzir tarifas em setores como alimentos e minerais, embora sem confirmação oficial.[11]

Donald J. Trump, atual presidente dos Estados Unidos.

Em 24 de novembro de 2025, o jornal The New York Times publicou um artigo afirmando que o "Brasil desafiou Trump e venceu" e que, cinco meses depois da "carta furiosa" de Trump, o presidente americano "praticamente admitiu a derrota" quando disse apenas que a prisão de Jair Bolsonaro "é uma pena". Argumentou-se ainda que Luiz Inácio Lula da Silva saiu "mais forte" do que entrou.[12][13]

Contexto

Desde a posse de Luiz Inácio Lula da Silva em 1º de janeiro de 2023, o Brasil intensificou sua participação em blocos econômicos como o BRICS, buscando diversificar parceiros comerciais e promover políticas de sustentabilidade e autonomia econômica. Em 20 de janeiro de 2025, Donald Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos para seu segundo mandato, adotando uma postura protecionista e crítica a nações do BRICS, incluindo o Brasil.[14]

As tensões bilaterais foram agravadas pelo julgamento do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, aliado de Trump, acusado de tentativa de golpe após as eleições de 2022.[15] Declarações de Trump em apoio a Bolsonaro foram interpretadas pelo Brasil como intromissão em assuntos internos, intensificando o atrito.[carece de fontes?]

Em janeiro de 2025, houve uma tensão em torno da política de deportações em massa dos EUA, incluindo brasileiros, devido ao tratamento desumano conferido aos deportados.[16] Especificamente em 24 de janeiro de 2025, um voo com 88 brasileiros deportados dos EUA chegou a Manaus, com passageiros em algemas e restrições nas pernas, gerando indignação pública e críticas do governo brasileiro.[16] O voo, inicialmente planejado para Minas Gerais, foi desviado por questões técnicas e a situação levantou preocupações sobre violações de direitos humanos. O Brasil criou um grupo de trabalho para melhorar o tratamento de deportados e defendeu uma abordagem regional para questões migratórias na Organização dos Estados Americanos (OEA).[16]

Acontecimentos

Tarifas

Em 2 de abril de 2025, os Estados Unidos anunciaram tarifas de 10% sobre importações brasileiras, com vigência a partir de 5 de abril, sob a justificativa de proteger a indústria doméstica.[17] Em 9 de julho de 2025, Trump anunciou tarifas de 50% sobre todos os produtos brasileiros, efetivas a partir de 1º de agosto, citando o tratamento do Brasil a Bolsonaro como uma "caça às bruxas" e alegando déficits comerciais, embora os EUA tenham registrado um superávit comercial de US$ 7,4 bilhões com o Brasil em 2024.[18][19]

O Brasil respondeu com um recurso formal à Organização Mundial do Comércio (OMC) e anunciou tarifas recíprocas sobre produtos americanos, conforme autorizado pela Lei de Reciprocidade Comercial (Lei nº 15.122/2025), regulamentada pelo Decreto nº 12.551/2025 em 15 de julho.[20][21] O presidente Lula destacou que o Brasil propôs negociações em 16 de maio de 2025, mas considerou as tarifas uma "chantagem inaceitável".[19]

Em uma Ordem Executiva publicada em 30 de julho de 2025, Trump apresentou argumentos para a imposição de uma tarifa de 50%.[22][23][24][25] Esses argumentos incluíram as "recentes políticas, práticas e ações do governo brasileiro" que "ameaçam a segurança nacional, a política externa e a economia dos Estados Unidos". Entre essas ações, destacam-se aquelas que "interferem na economia americana, violam a liberdade de expressão de indivíduos nos Estados Unidos, desrespeitam os direitos humanos e comprometem os interesses dos Estados Unidos em proteger seus cidadãos". Também foi mencionada a "perseguição política contra um ex-presidente do Brasil" e as ações do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que "enfraqueceram oponentes políticos, protegeram aliados e suprimiram dissidentes, frequentemente em coordenação com outros membros do governo brasileiro". Além disso, foram citadas ações contra empresas americanas, como "ordens secretas para censurar milhares de postagens e desativar dezenas de críticos políticos, incluindo indivíduos nos Estados Unidos, por expressões consideradas legais no país", além de multas e suspensões impostas por Moraes a empresas americanas e com sede nos Estados Unidos por descumprimento de ordens judiciais brasileiras, entre outras justificativas apresentadas por Trump para as tarifas.[26][27][28][23][29][22]

A Ordem Executiva

Na mesma Ordem Executiva, Trump isentou 694 produtos brasileiros das tarifas de 50%, mantendo para esses itens apenas a alíquota de 10%.[30][24][31] Segundo a Câmara de Comércio Americana, essa medida beneficiou 43% das exportações brasileiras, resultando em 46,6% das vendas aos Estados Unidos sendo impactadas pelas tarifas, uma proporção inferior à estimada inicialmente.[32]

Em 14 de Novembro de 2025, Trump assinou uma Ordem Executiva reduzindo tarifas sobre alguns itens brasileiros, citando "as informações e recomendações que me foram fornecidas por autoridades, o andamento das negociações com diversos parceiros comerciais, a demanda interna atual por certos produtos e a capacidade interna atual de produção de certos produtos".[33]

Carta de Trump para Bolsonaro

Em 17 de julho de 2025, Donald Trump publicou uma carta dirigida a Jair Bolsonaro. Nela, Trump declarou que Bolsonaro está sofrendo um "tratamento terrível", que seu julgamento deveria "encerrar-se imediatamente", que ele estaria "liderando nas pesquisas" e expressou o desejo de que "o governo brasileiro mude de rumo, pare de atacar opositores políticos e ponha fim ao seu regime de censura." Concluiu afirmando: "Estarei acompanhando de perto."[34][35]

Leia a carta:

"Prezado Sr. Bolsonaro,
Tenho observado o tratamento terrível que você está recebendo de um sistema injusto que age contra você. Este julgamento deveria terminar imediatamente! Não me surpreende ver que você está liderando nas pesquisas; você foi um líder altamente respeitado e forte, que serviu bem ao seu país.
Compartilho do seu compromisso em ouvir a voz do povo e estou muito preocupado com os ataques à liberdade de expressão — tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos — promovidos pelo atual governo. Expressei fortemente minha desaprovação, tanto publicamente quanto por meio de nossa política de tarifas. Espero sinceramente que o governo do Brasil mude de rumo, pare de atacar adversários políticos e encerre seu ridículo regime de censura. Estarei acompanhando de perto.
Sinceramente, Donald J. Trump"[34][35]

Investigação do Representante de Comércio dos Estados Unidos

Em 15 de junho de 2025, o Representante de Comércio dos Estados Unidos iniciou uma investigação sobre práticas comerciais brasileiras consideradas desleais aos interesses americanos. Entre as práticas listadas, destacam-se o comércio digital e o sistema de pagamento eletrônico brasileiro (PIX), que supostamente beneficia empresas locais em detrimento de sistemas de pagamento de bancos estrangeiros, decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre mídias sociais, incluindo a remoção de conteúdo, aplicação de multas e bloqueio de plataformas, a declaração de inconstitucionalidade parcial do Artigo 19 do Marco Civil da Internet pelo STF, tarifas consideradas "injustas" e "preferenciais", preferências comerciais do Brasil, o "enfraquecimento considerável" do combate à corrupção, relacionado à Operação Lava Jato e à anulação de condenações da operação pelo STF, o desmatamento ilegal e as "ações, políticas e práticas" do Brasil que, aparentemente, negam proteção adequada e efetiva aos direitos de propriedade intelectual, entre outros.[36][37]

Em 18 de agosto de 2025, o Brasil respondeu refutando as acusações feitas pela UTSR, argumentando que as práticas comerciais do país seguem as normas da OMC.[38][39]

Sanções a Ministros do Supremo Tribunal Federal

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal.

Em 18 de julho de 2025, dois dias após o anúncio das tarifas de Trump contra o Brasil e no mesmo dia em que a Polícia Federal realizou busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, por associar o fim das tarifas à anistia, entre outros motivos,[40][41][42][43] e o Supremo Tribunal Federal aplicou medidas cautelares contra ele[44][45] o Secretário de Estado dos Estados Unidos anunciou a revogação dos vistos do ministro Alexandre de Moraes, seus aliados no tribunal e seus familiares imediatos. A justificativa foi que Moraes teria criado um "complexo de censura e perseguição tão amplo" que "não apenas viola os direitos básicos dos brasileiros, mas também se estende além das fronteiras do Brasil para atingir americanos" devido a suposta "caça às bruxas política" contra Bolsonaro.[46][47][48]

Artigo do site do Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciando a revogação dos vistos dos ministros do Supremo Tribunal Federal e seus familiares imediatos
Secretary Marco Rubio Logo do X, uma letra X estilizada
@SecRubio

.@POTUS deixou claro que sua administração responsabilizará estrangeiros responsáveis pela censura de expressão protegida nos Estados Unidos. A caça às bruxas política do Ministro do Supremo Tribunal Federal brasileiro Alexandre de Moraes contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura tão amplo que não apenas viola os direitos básicos dos brasileiros, mas também se estende além das fronteiras do Brasil para atingir americanos.

Portanto, ordenei a revogação de vistos para Moraes e seus aliados no tribunal, bem como para seus familiares imediatos, com efeito imediato.

18 Julho 2025[49]

Segundo a imprensa, fontes do governo federal brasileiro indicaram que outros sete ministros do STF tiveram seus vistos cancelados. Os ministros afetados seriam: Luís Roberto Barroso; Edson Fachin; Dias Toffoli; Cristiano Zanin; Flávio Dino; Cármen Lúcia; e Gilmar Mendes. Os ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux não tiveram seus vistos cancelados, conforme a mesma fonte. O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, também teve seu visto revogado.[50][51][52]

Em 30 de julho de 2025, os Estados Unidos aplicaram a lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes.[53][54][55][56] Conhecida como "pena de morte financeira", a lei estabelece penalidades econômicas a pessoas acusadas pelo governo dos Estados Unidos de sérias infrações aos direitos humanos, determinando o congelamento de contas do indivíduo nos EUA e a proibição de entrada no país ou obtenção de visto americano. O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, justificou a medida afirmando que Moraes é responsável por uma "campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados — incluindo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro". Bessent destacou que o Tesouro "continuará a responsabilizar aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e que impõem restrições às nossas liberdades."

Treasury Secretary Scott Bessent Logo do X, uma letra X estilizada
@SecScottBessent

Hoje, o @USTreasury está sancionando o Ministro do Supremo Tribunal Federal brasileiro Alexandre de Moraes, que usou sua posição para autorizar detenções arbitrárias antes do julgamento e suprimir a liberdade de expressão.

Alexandre de Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados — incluindo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O Tesouro continuará a responsabilizar aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e que impõem limites às nossas liberdades.

30 Julho 2025[57]

Marco Rubio declarou: "Que isso sirva de alerta para aqueles que violarem os direitos fundamentais de seus compatriotas — togas judiciais não podem protegê-los."

Secretary Marco Rubio Logo do X, uma letra X estilizada
@SecRubio

O @POTUS e o @USTreasury sancionaram o Ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Alexandre de Moraes, sob o programa de sanções Global Magnitsky por graves abusos aos direitos humanos. Que isso sirva de alerta para aqueles que violarem os direitos fundamentais de seus compatriotas — togas judiciais não podem protegê-los.

30 Julho 2025[58]

Em 22 de setembro de 2025, o governo americano estendeu as sanções da lei Magnitsky para Viviane Barsi de Moraes, esposa do ministro, com a alegação de que ela forneceria uma "rede de apoio ao marido", bem como à Lex Instituto de Estudos Jurídicos, empresa de advocacia da qual Viviane e dois de três filhos do casal são sócios.[59] Em repórtagem na Reuters, o secretário do tesouro americano Scott Bessent declarou que "não há Clyde sem Bonnie", fazendo referência ao casal de criminosos americanos Bonnie e Clyde.[60]

Relatório Nacional de 2024 do Departamento de Estado Sobre Práticas de Direitos Humanos no Mundo

Em 12 de agosto de 2025, o Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou o Relatório Nacional de 2024 do Departamento de Estado Sobre Práticas de Direitos Humanos no Mundo.[61][62] O documento afirmou que a "situação dos direitos humanos no Brasil piorou" e que as cortes judiciais "adotaram ações amplas e desproporcionais" para "minar" a liberdade de expressão e a "liberdade na internet", ao bloquear o acesso de milhões de usuários a informações em uma grande plataforma de mídia social, em resposta a um caso de assédio. Tais medidas ocorreram, frequentemente, em "processos sigilosos que careceram de garantias de devido processo legal".[63][64][65][66] O relatório também criticou o governo brasileiro por restringir o acesso a conteúdos online considerados como "minando a democracia", reprimindo "discurso político desfavorável" sob a justificativa de que "constituirá discurso de ódio", termo descrito como "termo vago desvinculado do direito internacional de direitos humanos". O documento mencionou a suspensão de perfis em redes sociais, ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, como uma repressão desproporcional à liberdade de expressão de "defensores do ex-presidente Jair Bolsonaro", em vez de adotar "medidas mais restritas" para penalizar conteúdos que incitassem ações ilegais iminentes ou assédio.[67][68] O relatório citou o bloqueio da plataforma X no Brasil, em agosto de 2024, imposto por Moraes após a plataforma não nomear um representante legal no país e não pagar multas, decisão posteriormente mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).[69] A restrição foi suspensa em outubro do mesmo ano, após a empresa cumprir as sanções financeiras impostas.[70][71][72][73] O bloqueio foi descrito como uma "ampla repressão" que limitou o acesso dos brasileiros a "informações e pontos de vista sobre uma série de questões nacionais e globais". Além disso, o relatório apontou casos de "homicídios arbitrários ou ilegais" cometidos por forças policiais brasileiras, com destaque para ocorrências em São Paulo. [74][75][76][77] Também mencionou alegações de grupos políticos e organizações de direitos humanos de que pessoas detidas em razão dos eventos de 8 de janeiro de 2023 permaneceram presas por meses sem acusações formais ou acesso adequado a assistência jurídica.[78][79]

Sanções a brasileiros envolvidos no Mais Médicos

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de assinatura do novo programa Mais Médicos. Palácio do Planalto – Brasília - DF

No dia 13 de agosto de 2025, o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou a revogação de vistos de diversos funcionários do governo brasileiro e ex-funcionários da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) ligados ao programa Mais Médicos, iniciado em 8 de julho de 2013 pelo governo de Dilma Rousseff. O projeto trouxe médicos cubanos para atuar em municípios do interior e periferias de grandes cidades do Brasil.[80][81] Rubio afirmou que os sancionados são "cúmplices de um esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano" e classificou o Mais Médicos como um "golpe diplomático". Entre os brasileiros afetados estão Mozart Júlio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde, e Alberto Kleiman, diretor da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) para a COP 30.[80][81] Em 15 de agosto de 2025, o G1 informou que os Estados Unidos cancelaram os vistos da esposa e da filha de 10 anos de Alexandre Padilha, Ministro da Saúde e um dos principais responsáveis pela criação e implementação do Mais Médicos. O visto de Padilha não foi revogado, pois está vencido desde 2024.[82][83][84][85]

Reação do governo

Em 9 de julho de 2025, no mesmo dia em que Donald Trump anunciou novas tarifas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou uma mensagem em uma rede social. Nela, defendeu a soberania e a independência das instituições brasileiras, declarando que "não aceitará tutela de qualquer nação". Rejeitou a tentativa de Trump de interferir no julgamento da tentativa de golpe no Brasil, enfatizando que o processo é de competência exclusiva da Justiça brasileira. Destacou que a sociedade brasileira repudia conteúdos ilícitos em redes sociais. Lula também refutou a alegação de Trump de que o Brasil possui déficit comercial com os Estados Unidos, esclarecendo que o país mantém superávit comercial com os EUA há 15 anos. Concluiu: "A soberania, o respeito e a defesa intransigente dos interesses do povo brasileiro orientam nossa relação com o mundo."

Lula Logo do X, uma letra X estilizada
@LulaOficial

Tendo em vista a manifestação pública do presidente norte-americano Donald Trump apresentada em uma rede social, na tarde desta-quarta (9), é importante ressaltar:

O Brasil é um país soberano com instituições independentes que não aceitará ser tutelado por ninguém.

O processo judicial contra aqueles que planejaram o golpe de estado é de competência apenas da Justiça Brasileira e, portanto, não está sujeito a nenhum tipo de ingerência ou ameaça que fira a independência das instituições nacionais.

No contexto das plataformas digitais, a sociedade brasileira rejeita conteúdos de ódio, racismo, pornografia infantil, golpes, fraudes, discursos contra os direitos humanos e a liberdade democrática.

No Brasil, liberdade de expressão não se confunde com agressão ou práticas violentas. Para operar em nosso país, todas as empresas nacionais e estrangeiras estão submetidas à legislação brasileira.

É falsa a informação, no caso da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos, sobre o alegado déficit norte-americano. As estatísticas do próprio governo dos Estados Unidos comprovam um superávit desse país no comércio de bens e serviços com o Brasil da ordem de 410 bilhões de dólares ao longo dos últimos 15 anos.

Neste sentido, qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida à luz da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica.

A soberania, o respeito e a defesa intransigente dos interesses do povo brasileiro são os valores que orientam a nossa relação com o mundo.

9 Julho 2025[86]

Ao longo do mês de Julho, Lula concedeu entrevista à canais da imprensa nacional e internacional. Nessas entrevistas, Lula reiterou sua defesa da soberania brasileira, a independência do judiciário, sua posição sobre o comércio internacional e discutiu sobre possíveis retaliações aos Estados Unidos.[87][88]

Em 14 de julho de 2025, o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, concedeu entrevista ao The New York Times. Ele qualificou as tarifas de Trump como uma "medida sem precedentes na história moderna das relações entre os dois países" e afirmou que as justificativas de Trump exigem "uma resposta cuidadosa, baseada em princípios e na defesa firme de nossa ordem jurídica, soberania e integridade das instituições". Destacou a relação madura e estratégica entre Brasil e Estados Unidos, com mais de 200 anos, fundamentada em valores compartilhados como democracia, respeito ao Estado de Direito e cooperação internacional pacífica. Segundo Messias, esses valores "não são meras abstrações, mas a base de nossas sociedades, exigindo vigilância constante e respeito mútuo, especialmente em momentos de divergência". Ele refutou a alegação de Trump sobre uma relação comercial desvantajosa para os EUA, citando que, em 2024, o superávit comercial americano com o Brasil atingiu US$ 7,4 bilhões em bens, alcançando US$ 28,6 bilhões quando incluídos serviços, conforme cálculos do governo brasileiro com base em dados americanos. Nos últimos 15 anos, os EUA acumularam superávits de US$ 410 bilhões com o Brasil. Sobre a acusação de "caça às bruxas" contra Bolsonaro, Messias afirmou que o Brasil rejeita "qualquer tentativa de interferência externa em seus processos judiciais", destacando que as investigações sobre os eventos de 8 de janeiro de 2023 são de competência exclusiva do Judiciário brasileiro. Quanto às alegações de censura a empresas americanas de tecnologia, declarou que são "igualmente infundadas", enfatizando que a liberdade de expressão no Brasil é protegida, mas não deve ser confundida com incitação à violência, fraudes ou subversão do Estado de Direito, limitações reconhecidas em democracias. Citou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que declarou o Artigo 19 do Marco Civil da Internet parcialmente inconstitucional, reforçando que todas as empresas, nacionais ou estrangeiras, devem cumprir as leis brasileiras, assim como empresas brasileiras seguem as regulamentações americanas nos EUA. Concluiu: "O mundo está observando. Escolhamos o diálogo em vez da escalada, a parceria em vez da provocação e nossos valores duradouros em vez da arbitrariedade."[89]

No mesmo dia, 14 de julho, Lula assinou o decreto que regulamenta a Lei da Reciprocidade.[90][91]

Em 15 de julho de 2025, o vice-presidente Geraldo Alckmin e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, reuniu-se com empresários e ministros para discutir as tarifas de Trump. Durante o encontro, os empresários solicitaram que o governo brasileiro evitasse retaliações aos Estados Unidos e priorizasse negociações para adiar as tarifas.[92][93]

Ainda em 17 de julho, Alckmin reuniu-se por videoconferência com representantes da Embraer, JBS e Weg para discutir as tarifas.[94]

Em 21 de julho de 2025, Alckmin encontrou-se com empresas de tecnologia. Após a reunião, afirmou que as empresas defendem um "Pix para todos", propondo sistemas de pagamento semelhantes ao Pix em suas plataformas. Ressaltou que essas empresas são "importantes investidores no Brasil" e que elas se comprometeram a enviar uma lista de demandas ao governo.[95]

Em 24 de julho de 2025, Alckmin conversou por telefone com o Secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, sobre as tarifas. Descreveu a conversa como "longa e importante", com duração de quase 50 minutos, na qual destacou o interesse do Brasil em negociar.[96]

Em 13 de agosto de 2025, o governo lançou o "Plano Brasil Soberano", um conjunto de medidas destinadas a mitigar os impactos do aumento de tarifas no Brasil. O plano inclui financiamentos para empresas exportadoras, prorrogação excepcional do período para validação de exportações de produtos fabricados com insumos importados ou obtidos no Brasil com benefícios fiscais, postergação de impostos federais e modificação temporária de prazos, de forma extraordinária, por meio de ato infralegal, a União, estados e municípios sendo possibilitados à efetuar compras para programas de alimentação, como merenda escolar e fornecimento em hospitais e outras iniciativas.[97][98][99][100]

Em 27 de agosto de 2025, a Advocacia-Geral da União (AGU) contratou o escritório de advocacia Arnold & Porter Kaye Scholer LLP, sediado nos Estados Unidos, para buscar a reversão das sanções e tarifas impostas pelo governo norte-americano. O valor do contrato pode alcançar até R$ 18,9 milhões ao longo de 48 meses.[101][102][103][104]

Em 27 de agosto de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o início do procedimento para a implementação da Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos. O Ministro das Relações Exteriores requisitou à Câmara de Comércio Exterior uma análise das tarifas e sanções aplicadas pelo governo norte-americano, sob a administração Trump, para determinar, em até 30 dias, se tais medidas se enquadram na Lei da Reciprocidade.[105][106][107][108] Em 29 de agosto de 2025, o governo federal do Brasil, por meio da Embaixada Brasileira em Washington, notificou oficialmente os Estados Unidos sobre o procedimento.[109][110][111][112]

Reação do Supremo Tribunal Federal

Em 13 de julho de 2025, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, publicou uma carta defendendo o STF em resposta às tarifas impostas pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que citou decisões do STF e a persecução de Jair Bolsonaro como justificativas para as sanções.[113] A carta é intitulada "Em Defesa da Constituição, da Democracia e da Justiça".

Em 18 de julho de 2025, mesmo dia em que o Secretário de Estado dos Estados Unidos anunciou a revogação dos vistos de ministros do STF, um ministro do STF, não identificado, enviou ao jornal Valor Econômico uma mensagem com tom irônico, contendo a frase "Sempre teremos Paris", extraída do filme de 1942 Casablanca.[114][115]

Em 21 de julho de 2025, após palestra na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Ceará, Luís Roberto Barroso afirmou que tratava a revogação de vistos com "importância e seriedade" e que acompanhava os acontecimentos. Ele negou ser o autor da mensagem enviada ao Valor Econômico, declarando: "Eu nunca disse que 'sempre haverá Paris'".[116]

Em 1º de agosto de 2025, um dia após a aplicação da lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, durante a sessão de abertura do segundo semestre do STF, ministros comentaram o tema. Barroso mencionou ataques históricos ao Judiciário, incluindo durante a ditadura militar, e destacou ameaças recentes à democracia, como a tentativa de atentado no aeroporto de Brasília e os eventos de 8 de janeiro de 2023. Ele afirmou que "o papel do STF é impedir retrocessos e proteger a democracia" e que "um Supremo independente foi necessário para conter rupturas e preservar a legalidade constitucional".

Gilmar Mendes criticou pressões de autoridades estrangeiras e a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos em relação às tarifas. Alexandre de Moraes afirmou que ignoraria as sanções e continuaria seu trabalho, acusando de traição à pátria quem intermediasse com governos estrangeiros para impor medidas econômicas contra o Brasil, comparando tais ações às de "milicianos do submundo do crime".[117]

Em 18 de agosto de 2025, o jornal americano The Washington Post publicou um artigo sobre Alexandre de Moraes. O texto abordou sua atuação no Supremo Tribunal Federal desde 2019 e incluiu declarações de Moraes sobre as sanções. Ele afirmou que não há "a menor possibilidade de recuar um milímetro" e que será feito "o que é correto: receberemos a acusação, analisaremos as evidências, e quem deve ser condenado será condenado, e quem deve ser absolvido será absolvido". [118][119][120][121]

Também em 18 de agosto de 2025, o ministro Flávio Dino decidiu que decisões como bloqueio de ativos e cancelamento de contratos, tomadas por empresas brasileiras ou sediadas no Brasil com base em leis, atos administrativos ou ordens executivas estrangeiras, não têm validade no Brasil sem autorização do STF. A decisão respondeu a uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que questionava ações judiciais de municípios brasileiros no exterior para obter indenizações pelos rompimentos de barragems em Mariana e Brumadinho (MG).[122][123][124][125]

Em 19 de agosto de 2025, bancos perderam cerca de R$ 42 bilhões em valor de mercado devido a temores de investidores sobre possíveis punições caso cumprissem a lei Magnitsky. No mesmo dia, o dólar subiu 1,23%, cotado a R$ 5,50, e o índice Ibovespa caiu 2,10%.[126][127][128][129][130]

Ainda em 19 de agosto, Flávio Dino esclareceu que decisões de cortes internacionais reconhecidas pelo Brasil, como a Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH), são válidas no país.[131][132][133][134][135]

Em 20 de agosto de 2025, Flávio Dino declarou que sua decisão sobre leis estrangeiras "não tinha relação" com a queda das ações e a alta do dólar em 19 de agosto, afirmando, em tom irônico, que não sabia que "era tão poderoso".[136][137]

Em 20 de agosto, Alexandre de Moraes concedeu uma declaração à agência de notícias britânica Reuters. Ele expressou a expectativa de que as sanções impostas contra ele pelo ex-presidente Donald Trump fossem revogadas, dizendo: "Uma vez que as informações corretas sejam transmitidas, como está sendo feito agora, e os dados documentados cheguem às autoridades dos Estados Unidos, acredito que não será necessário qualquer ação judicial para reverter as sanções. Creio que o próprio executivo dos EUA, o presidente, as reverterá." Moraes não detalhou como sabia que essas "informações corretas" estavam sendo enviadas nem de que forma chegariam às autoridades americanas ou ao executivo dos EUA. Ele também declarou que bancos que aplicarem a lei Magnitsky no Brasil poderiam enfrentar penalidades.[138][139][140][141][142]

Atuação da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil e acusações de interferência

Durante a crise, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil compartilhou ou republicou declarações críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao governo federal, bem como comentários favoráveis ao ex-presidente Jair Bolsonaro, feitos por membros do governo Trump em redes sociais. Essas ações contribuíram para o aumento das tensões diplomáticas, resultando na convocação do encarregado de negócios da Embaixada, Gabriel Escobar, pelo Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) em três ocasiões.

Em 9 de julho de 2025, o Itamaraty convocou Escobar pela primeira vez após a Embaixada dos EUA publicar uma nota endossando declarações de Trump sobre Bolsonaro. O ministério considerou a nota uma interferência em questões jurídicas e políticas brasileiras.[143][144][145][146] No mesmo dia, em uma segunda convocação, a secretária de Europa e América do Norte, Maria Luisa Escorel, questionou Escobar sobre a autenticidade de uma carta atribuída a Trump. O encarregado confirmou sua veracidade, e Escorel classificou o documento como "ofensivo" e "inaceitável", devolvendo-o simbolicamente.[147][148][149][150]

Em 8 de agosto de 2025, o Itamaraty convocou Escobar pela terceira vez, após a Embaixada americana divulgar uma nota alertando "aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas" contra o apoio ou facilitação das ações do ministro Alexandre de Moraes, afirmando que os Estados Unidos monitorariam a situação "de perto". O embaixador Flávio Goldman, então secretário interno de Europa e América do Norte, sucedendo Escorel, expressou "profunda indignação" com a nota, classificando-a como interferência nos assuntos internos do Brasil e repudiando o que considerou ameaças a autoridades brasileiras.[151][152][153][154]

Encontro entre Lula e Trump na ONU

Em 23 de setembro de 2025, durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU, Trump mencionou uma breve conversa com Lula ao entrar no plenário. Ele descreveu Lula como um "cara muito legal" e afirmou que ambos tiveram uma "ótima química". Também afirmou que pretendia encontrar Lula uma semana após a Assembleia da ONU[155][156]

Telefonema entre Trump e Lula

No dia 6 de outubro de 2025, Lula e Trump conversaram por telefone durante 30 minutos. Lula solicitou a remoção da tarifa imposta pelos Estados Unidos ao Brasil. Trump designou Marco Rubio para conduzir as negociações entre os dois países. Ambos concordaram em realizar um encontro presencial, e Lula sugeriu a cúpula da ASEAN, na Malásia, como local para a reunião. Lula mencionou a possibilidade de visitar os Estados Unidos, enquanto Trump expressou interesse em viajar ao Brasil.[157][158][159][160]

Telefonema entre Mauro Vieira e Marco Rubio

Em 9 de outubro de 2025, Mauro Vieira e Marco Rubio realizaram uma conversa telefônica e agendaram uma reunião em Washington para avançar nas negociações entre Brasil e Estados Unidos.[161][162][163][164]

Encontro entre Mauro Vieira e Marco Rubio

Em 16 de outubro de 2025, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, reuniu-se com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, na Casa Branca, em Washington. Os principais assuntos abordados na ocasião envolveram relações comerciais bilaterais e questões em curso entre os dois países. O representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, e outros integrantes de ambas as delegações participaram da agenda.

Após o diálogo, Vieira, Rubio e Greer divulgaram uma declaração conjunta em nome dos governos brasileiro e norte-americano. No documento, os signatários descreveram o intercâmbio como "muito positivo" e manifestaram concordância quanto à marcação de uma cúpula entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump na data "mais breve possível".[165][166]

Reunião entre Lula e Trump

Em 26 de outubro de 2025, Lula e Donald Trump reuniram-se durante a 47ª Cúpula da ASEAN, na Malásia. O encontro abordou temas como relações comerciais, a situação entre Venezuela e Estados Unidos e a possibilidade de visitas recíprocas de Trump ao Brasil e de Lula aos Estados Unidos. Também Estiveram presentes Mauro Vieira, Márcio Elias Rosa e Audo Araújo Faleiro, além de Marco Rubio, Jamieson Greer e Scott Bessent. Equipes dos governos brasileiro e americano foram designadas para dar continuidade às negociações comerciais. Trump declarou ser uma "honra estar com o presidente do Brasil" e expressou otimismo sobre a realização de "bons acordos para ambos os países". Lula descreveu a reunião como "ótima".[167][168][169][170][171]

Donald Trump e Lula na Cúpula da ASEAN

Revogação de sanções e das tarifas

Em 14 de novembro de 2025, a Casa Branca anunciou a redução da tarifa adicional de 10% imposta em abril, mantendo a sobretaxa de 40% sobre as exportações brasileiras. Entre os produtos incluídos estão café, carne, açaí e algumas frutas tropicais frescas ou congeladas.[172]

Em 20 de novembro de 2025, foi anunciado o fim das tarifas de 40% sobre produtos agrícolas e pecuários brasileiros como carne, café e frutas.[173]

No dia 12 de dezembro de 2025, o governo americano revogou as sanções impostas sobre Alexandre de Moraes e sua esposa.[174][175][176][177]

Repercussão

Internacional

Países latino-americanos, como Argentina e México, manifestaram apoio ao Brasil, enquanto a União Europeia apelou por diálogo para resolver o conflito comercial.[178][179] China e Rússia expressaram solidariedade, criticando as tarifas americanas como punitivas.[180] A OMC abriu um painel de consultas para mediar a disputa, com processo ainda em andamento em julho de 2025.[21] Em 15 de agosto de 2025, os Estados Unidos aceitaram parcialmente o pedido de consulta apresentado pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio. As autoridades norte-americanas afirmaram que certas medidas adotadas pelo governo de Donald Trump e mencionadas na solicitação brasileira, incluindo a Ordem Executiva 14257 de 2 de abril de 2025, que instituiu as tarifas do Dia da Libertação, e a Ordem Executiva 14323 de 30 de julho de 2025, que aumentou as tarifas sobre importações do Brasil e qualificou condutas do governo brasileiro como risco à segurança nacional dos Estados Unidos, referem-se a questões de segurança nacional do país e, assim, "não estão sujeitas a exame nem passíveis de solução pelo mecanismo de solução de controvérsias da OMC".[181][182][183][184]

As tarifas americanas impactaram setores brasileiros como café, carne, suco de laranja e aeroespacial, com relatos de cancelamentos de contratos e aumento de preços nos EUA.[185][186] Fontes indicam pressão inflacionária e potencial redução do PIB brasileiro, embora números específicos, como desvalorização de 2% do real brasileiro e queda de 1,3% no Ibovespa, careçam de confirmação.[187] Protestos contra as tarifas ocorreram no Brasil, refletindo preocupações com o impacto econômico.[188]

Ver também

Referências

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  86. Lula [@LulaOficial] (9 Julho 2025). «Tendo em vista a manifestação pública do presidente norte-americano Donald Trump apresentada em uma rede social, na tarde desta-quarta (9), é importante ressaltar: O Brasil é um país soberano com instituições independentes que não aceitará ser tutelado por ninguém. O processo judicial contra aqueles que planejaram o golpe de estado é de competência apenas da Justiça Brasileira e, portanto, não está sujeito a nenhum tipo de ingerência ou ameaça que fira a independência das instituições nacionais. No contexto das plataformas digitais, a sociedade brasileira rejeita conteúdos de ódio, racismo, pornografia infantil, golpes, fraudes, discursos contra os direitos humanos e a liberdade democrática. No Brasil, liberdade de expressão não se confunde com agressão ou práticas violentas. Para operar em nosso país, todas as empresas nacionais e estrangeiras estão submetidas à legislação brasileira. É falsa a informação, no caso da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos, sobre o alegado déficit norte-americano. As estatísticas do próprio governo dos Estados Unidos comprovam um superávit desse país no comércio de bens e serviços com o Brasil da ordem de 410 bilhões de dólares ao longo dos últimos 15 anos. Neste sentido, qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida à luz da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica. A soberania, o respeito e a defesa intransigente dos interesses do povo brasileiro são os valores que orientam a nossa relação com o mundo.» (Tweet) – via Twitter 
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