Criola (ONG)

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Criola é uma organização não-governamental (ONG) brasileira que tem por missão atuar para a erradicação do racismo patriarcal cis heteronormativo, contribuindo com a instrumentalização de mulheres negras jovens e adultas, cis e trans e com a ação política para a garantia dos direitos, da democracia, da justiça e pelo Bem Viver. Com sede na cidade do Rio de Janeiro, a organização tem como colaborados e co-fundadoras como Lúcia Xavier[1] e Jurema Werneck.
História
A ONG Criola foi fundada em 1992, na cidade do Rio de Janeiro, por mulheres negras de diferentes inserções políticas para enfrentar o racismo patriarcal cisheteronormativo (incluindo sexismo, lesbofobia e transfobia) que ainda gera graves violações dos direitos das meninas e mulheres negras.
A missão da organização é atuar para a erradicação do racismo patriarcal cisheteronormativo, contribuindo com a instrumentalização de mulheres negras jovens e adultas, cis e trans e com a ação política para a garantia dos direitos, da democracia, da justiça e pelo Bem Viver. A partir das ações de Criola, meninas e mulheres negras recebem subsídios para atuar em espaços públicos em mobilização e advocacy em nível local, nacional e internacional.Erro de citação: Elemento de abertura <ref> está mal formado ou tem um nome inválidoErro de citação: Elemento de abertura <ref> está mal formado ou tem um nome inválidoErro de citação: Elemento de abertura <ref> está mal formado ou tem um nome inválidoErro de citação: Elemento de abertura <ref> está mal formado ou tem um nome inválidoErro de citação: Elemento de abertura <ref> está mal formado ou tem um nome inválidoErro de citação: Elemento de abertura <ref> está mal formado ou tem um nome inválido
Com ênfase na liderança de mulheres negras, Criola promove a visão interdisciplinar e transversal de agendas de defesa e promoção de direitos. Ocupa também espaço institucional de relevância e influência para a reflexão e a construção da agenda do movimento de mulheres negras contra o racismo, o sexismo e outras discriminações correlatas.[2]
Os objetivos estratégicos da organização são a produção de estudos, pesquisas e análises sobre as condições de vida das mulheres negras para a mobilização da sociedade; oferta de formação voltada para a ação política e para ampliação do conhecimento e fortalecimento das habilidades das mulheres negras e públicos de interesse; promoção de ação política junto às instituições públicas e privadas, bem como articulação com outros setores da sociedade engajados na luta por direitos; ampliação da participação e da incidência política no debate sobre a agenda socioambiental e climática; consolidação da comunicação como dimensão estratégica, metodológica e de inovação para as ações de Criola; e implementação gestão de excelência, baseada nas boas práticas de governança, na sustentabilidade nos pilares administrativo-financeiro, programático e político.
Projetos
- Anualmente - Curso de atualização “A teoria e as questões políticas da diáspora africana nas Américas”, em conjunto com o ponto de cultura Mulheres Negras na História e a Biblioteca Gésia de Oliveira.[2][3]
- 2024 - "Projeto de aprimoramento das habilidades no uso de novas tecnologias para construção de meios para equidade racial", em parceria com a Fundação Wikimedia.[4][5][6][7]
- 2022 - “Nossos passos vêm de longe: Criola 30 anos”, no Museu da História e Cultura Afro-Brasileira (Muhcab).[8]
- 2022 - Módulo de "Enfrentamento ao Racismo", do programa "Uma Vitória Leva à Outra (UVLO)", iniciativa da ONU e do Comitê Olímpico Internacional.[9][10]
- 2017 - encaminhou projeto ao Fundo Brasil para atuar na área da "Justiça para mulheres negras em situação de prisão provisória no estado do Rio de Janeiro", em parceria com o Núcleo contra a Desigualdade Racial (Defensoria Pública do Rio de Janeiro), com o Núcleo de Prática Jurídica (UNIRIO) e com o Escritório Modelo (PUC-RJ).[11]
- 2015 - "Marcha contra o racismo, violência e pelo Bem Viver", em Brasília.[1]
- 2015 - “Alyne”[12]
- 2015 - “Multiversidade Criola online”[12]
- ? - “Fortalecimento de redes de cuidado e proteção entre mulheres negras ativistas (Redes)”.[2]
- ? - “Vozes de mulheres negras pelo aborto: justiça sexual e justiça reprodutiva no Brasil”.[2]
Publicações
- 2020 - "Dinâmicas de Reprodução e Enfrentamento ao Racismo Institucional na Defensoria Pública"[13]
- 2015 - "Caderno Criola : Impacto da violência das mulheres negras junto das comunidades das religiões Afro-brasileiras"[14]
- 2010 - Mulheres negras: um olhar sobre as lutas sociais e as políticas públicas no Brasil[2]
- 2000 - O livro da saúde das mulheres negras[2]
Prêmio
- 2021 - Prêmio Marielle Franco, da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro[15]
Presidentes da ONG
- 2024 - Lúcia Xavier[16]
- 2015 - Jurema Werneck[14]
Links externos
Referências
- ↑ a b «ONG Criola celebra 30 anos de conquistas das mulheres negras e presença de orixás femininos». Brasil de Fato. 19 de novembro de 2022. Consultado em 20 de julho de 2024
- ↑ a b c d e f «ANCESTRALIDADES - Criola». ANCESTRALIDADES. Consultado em 20 de julho de 2024
- ↑ PEM, Redação (26 de fevereiro de 2018). «ONG Criola lança edital sobre diáspora africana a partir do feminismo negro». Periferia em Movimento. Consultado em 20 de julho de 2024
- ↑ Portal Geledés. Criola seleciona nanoinfluenciadoras para contar histórias de mulheres negras. 07/02/2024.
- ↑ «Criola seleciona nanoinfluenciadoras para contar histórias de mulheres negras – Criola». criola.org.br. Consultado em 20 de julho de 2024
- ↑ Minas, Estado de (14 de fevereiro de 2024). «OSC Criola procura nanoinfluenciadoras negras para contar suas histórias». Estado de Minas. Consultado em 20 de julho de 2024
- ↑ «Knowledge Equity Fund/Grantee - Meta». meta.wikimedia.org (em inglês). Consultado em 20 de julho de 2024
- ↑ Preta, Notícia (15 de setembro de 2022). «ONG Criola celebra 30 anos em evento com Conceição Evaristo e Anielle Franco». Noticia Preta - NP. Consultado em 20 de julho de 2024
- ↑ «ONU Mulheres convida ONG Criola para desenvolver módulo antirracista | As Nações Unidas no Brasil». brasil.un.org. Consultado em 20 de julho de 2024
- ↑ ONU Mulheres. Trabalho da ONU Mulheres em parceria com a ONG Criola inclui perspectiva antirracista ao programa Uma Vitória Leva à Outra. 15.07.2022.
- ↑ «Criola». Fundo Brasil. Consultado em 20 de julho de 2024
- ↑ a b c Nascimento, Silvia (18 de dezembro de 2015). «Criola lança novas plataformas online para combater o racismo e incentivar à educação das mulheres negras oferecendo até bolsa de estudos nos EUA». Mundo Negro. Consultado em 20 de julho de 2024
- ↑ «Fórum Justiça e Criola Lançam a Publicação Dinâmicas de Reprodução e Enfrentamento ao Racismo Institucional na Defensoria Pública». forumjustica.com.br. Consultado em 20 de julho de 2024
- ↑ a b Cruz, Fundação Oswaldo. «Ciência & Letras - Criola». Canal Saúde - Fiocruz. Consultado em 20 de julho de 2024
- ↑ «ALERJ - Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro». www3.alerj.rj.gov.br. Consultado em 16 de julho de 2024
- ↑ «Conheça – Criola». criola.org.br. Consultado em 20 de julho de 2024