Crenicichla labrina
Crenicichla labrina
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| Estado de conservação | |||||||||||||||||
![]() Pouco preocupante (IUCN 3.1) [1] | |||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||
| Crenicichla labrina (Spix & Agassiz, 1831) | |||||||||||||||||
| Sinónimos[2] | |||||||||||||||||
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Crenicichla labrina, conhecido popularmente como joana-guenza, peixe-sabão jacundá e joaninha,[1] é uma espécie da família dos ciclídeos (Cichlidae) e do gênero Crenicichla.
Etimologia
O nome popular guenza tem origem obscura, mas Nei Lopes propôs que se originou do quicongo ngenza, no sentido de "vagina", talvez pela forma do peixe.[3] Jacundá deriva do tupi yaku'nda, que é empregado como nome genérico aos membros da família dos ciclídeos. Foi registrado em 1618 como jacundâ, em 1631 como iacunda e em 1895 como jacundá.[4] Joaninha deriva do antropônimo Joana junto do diminutivo -inha. Foi registrado pela primeira vez em 1899.[5] O nome genérico Crenicichla deriva do latim crenulatus (recortado) e do grego kíchlē (κιχλη), "bodião".[6]
Taxonomia
Crenicichla labrina foi descrita em 1831 por Johann Baptist von Spix e Louis Agassiz sob o nome Cychla labrina.[2][7]
Descrição
Crenicichla labrina pode alcançar 16 centímetros de comprimento padrão.[1]
Distribuição e habitat
Crenicichla labrina é endêmica da bacia dos rios Tocantins, Mearim, Itacaiúnas, Muju e Araguaia,[8] nos biomas da Amazônia e Cerrado. Está presente nos estados de Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Tocantins, no Brasil. Há registros provavelmente errôneos no rio Xingu, na Amazônia Central, e na bacia do rio Cuminá. Habita uma variedade de ambientes lóticos, incluindo riachos, grandes rios e, eventualmente, trechos de corredeiras.[1]
Ecologia
Crenicichla labrina tem alimentação carnívora.[1]
Conservação
A União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) classifica Crenicichla labrina como pouco preocupante (LC), pois é frequente, mas pouco abundante. Conhecem-se algumas ameaças difusas associadas à degradação de habitats tanto por agropecuária quanto por urbanização e construções de hidrelétricas.[1] Em 2018, foi classificada como pouco preocupante (LC) no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).[9][10]
Crenicichla labrina está presente em algumas áreas de conservação: a Área de Proteção Ambiental Meandros do Rio Araguaia (APA Meandros do Rio Araguaia), a Floresta Nacional de Carajás (Flona Carajás), a Floresta Nacional do Itacaiunas (Flona Itacaiunas), a Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri (Flona Tapirapé-Aquiri), o Parque Estadual do Cantão (Parque Estadual do Cantão), a Área de Proteção Ambiental das Nascentes de Araguaína (APA Nascentes de Araguaína), a Área de Proteção Ambiental de São Geraldo do Araguaia (APA São Geraldo do Araguaia), a Área de Proteção Ambiental Lago de Peixe-Angical (APA Lago de Peixe/Angical), a Área de Proteção Ambiental Lago de São Salvador do Tocantins, Paranã e Palmeirópolis (APA Lago de São Salvador do Tocantins, Paranã e Palmeirópolis) e a Área de Proteção Ambiental de Pouso Alto (APA Pouso Alto).[11]
Referências
- ↑ a b c d e f Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) (2022). «Joana-gensa, Crenicichla labrina». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2022: e.T134704878A134704885. doi:10.2305/IUCN.UK.2022-1.RLTS.T134704878A134704885.en
. Consultado em 13 de julho de 2025
- ↑ a b Froeser, R.; Pauly, D. «Crenicichla labrina (Spix & Agassiz, 1831)». World Register of Marine Species (WoRMS). Consultado em 13 de julho de 2025. Cópia arquivada em 19 de novembro de 2025
- ↑ Grande Dicionário Houaiss, verbete guenza
- ↑ Grande Dicionário Houaiss, verbete jacundá
- ↑ Grande Dicionário Houaiss, verbete joaninha
- ↑ «Crenicichla labrina (Spix & Agassiz, 1831)». FishBase. Consultado em 13 de julho de 2025. Cópia arquivada em 23 de janeiro de 2025
- ↑ «Crenicichla labrina (Spix & Agassiz, 1831)». Global Biodiversity Information Facility (GBIF) (em inglês). Consultado em 13 de julho de 2025. Cópia arquivada em 22 de abril de 2024
- ↑ Campos, D. (2020). Padrões espaciais na distribuição de espécies de Cichlidae no Nordeste brasileiro (PDF). São Luís: Universidade Federal do Maranhão. p. 45. Cópia arquivada (PDF) em 24 de janeiro de 2025
- ↑ «Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção» (PDF). Brasília: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ministério do Meio Ambiente. 2018. Consultado em 3 de maio de 2022. Cópia arquivada (PDF) em 3 de maio de 2018
- ↑ «Crenicichla labrina (Spix & Agassiz, 1831)». Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr). Consultado em 13 de julho de 2025
- ↑ Akama, Alberto; Cox, Cristina; Bastos, Douglas; Dutra, Guilherme; Gomes, José; Rapp Py-Daniel, Lucia Helena; Peixoto, Luiz Antônio; Campos da Paz, Ricardo; Carvalho, Tiago; Tagliocollo, Victor; Wosiack, Wolmar (2025). «Crenicichla labrina (Spix & Agassiz, 1831)». Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (SALVE), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)
