Crajiru
Crajiru
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| Classificação científica | |||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||
| Arrabidaea chica (Humb. & Bonpl.) B.Verl. | |||||||||||||||
Crajiru (Arrabidea chica (H.B.K.) Verlot; Bignoniaceae) é uma planta medicinal arbustiva brasileira, comumente encontrada na Floresta Amazônica e na Mata Atlântica. Também chamada de chica, puca panga, pariri, carajuru, crajeru[1] e piranga.[2]
Etimologia
Carajuru (e suas variantes) provém do tupi antigo karaîuru.[3] Os indígenas usavam o corante vermelho, feito a partir do crajiru, para pintar o corpo;[3] há também de origem tupi o nome popular alternativo da planta, piranga.[2]
Utilizações
Seu chá tanto pode ser utilizado para higiene íntima, com lavagens, como também pode ser ingerido agindo como um anti-inflamatório natural. O chá é preparado das folhas verdes do crajiru e transforma-se num chamativo líquido vermelho.
Algumas tribos preparam uma infusão das folhas, utilizando-a no tratamento contra conjuntivite aguda.
Também é um forte aliado no combate à anemia, por sua grande concentração de ferro.
Largamente utilizada como adstrigente, afrodisíaco, antidisentérica, antiúlcera, bactericida, emoliente, expectorante, fortificante, e contra as seguintes doenças: afeção da pele, albuminúria, anemia, catarro do intestino, cólica intestinal, conjuntivite, diabetes, diarreia, diarreia de sangue, ferida, hemorragia, icterícia, inflamação, inflamação no útero e leucemia.
As folhas submetidas à fermentação e manipuladas com a anileira fornecem um corante vermelho-escuro. Esse corante há tempos é utilizado pelos índios para pintura de seus corpos e utensílios.
José de Alencar, em seu famoso romance Iracema, já citava a planta como meio para se obter o corante vermelho-escuro: "Ao romper d'alva, Poti partiu para colher as sementes de crajuru que dão a bela tinta vermelha, e a casca do angico de onde se extrai a cor negra mais lustrosa."
Referências
- ↑ Arrabidaea chica (Humb. & Bonpl.). Revista Fitos Vol. 7(4) - outubro/dezembro 2012.
- ↑ a b «Piranga». Michaelis On-Line. Consultado em 1 de setembro de 2025
- ↑ a b Navarro, Eduardo de Almeida (2013). Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo: Global. p. 220. ISBN 978-85-260-1933-1
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