Corredor bizantino
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O corredor bizantino era uma estreita faixa de território no centro da península itálica sob controlo do Império Bizantino durante o início da Idade Média. Este território ligava as possessões imperiais ao redor de Roma às do Exarcado de Ravena, fornecendo uma rota terrestre entre as duas fortalezas bizantinas mais importantes da península italiana.[1]
O corredor assumiu importância estratégica depois de os lombardos conquistarem grande parte do norte e do centro da peninsula, cortando a passagem direta pela Via Flamínia. O controlo do corredor era essencial para os bizantinos manterem as comunicações, as linhas de fornecimento e a autoridade política entre Roma e Ravena.[1]

O corredor foi formado na década de 670, quando as conquistas lombardas pouparam uma faixa montanhosa de território romano, composta por castelos de difícil conquista para os lombardos, como Narni, Amelia, Todi, Perugia e Gubbio. Esses castelos distribuíam-se em parte ao longo da Via Amerina, visto que a Via Flamínia, uma rota mais fácil, já estava nas mãos dos novos conquistadores. As conquistas lombardas levaram a uma reorganização das províncias imperiais na Itália, que consistiu na transformação da Prefeitura Pretoriana em um Exarcado e na substituição das eparquias por ducados. Assim, o Ducado de Perugia acabou no centro de cuidadosas estratégias políticas e militares implementadas tanto pelos romanos quanto pelos lombardos. De facto, enquanto os romanos buscavam uma rota que constituísse uma alternativa viável à Via Flamínia, para facilitar a comunicação e a ligação entre Roma, sede do poder espiritual, e Ravena, sede do governo imperial na Itália, os lombardos, além de perseguirem o sonho de entrar em Roma, também tentavam bloquear as conexões entre Roma e Ravena. Ademais, ao unificarem seus domínios com os dos lombardos na Tuscia, os lombardos do Ducado de Espoleto, além de impedirem qualquer comunicação entre as duas cidades, teriam eliminado definitivamente qualquer possibilidade de defesa para Roma, concretizando assim seu desejo político de colocar toda a península sob seu domínio.
Ver também
Referências
- ↑ a b Fletcher, Catherine (2024). The Roads to Rome. [S.l.: s.n.] p. 57