Coroa obsidional

Representação da coroa

Coroa obsidional (em latim: corona obsidionalis) era a mais alta condecoração militar da Roma Antiga. Era oferecida por um exército sitiado após sua libertação ao general que rompesse o cerco. Era feita de grama, ou ervas daninhas e flores silvestres, daí o nome coroa gramínea (corona graminea), e gramínea obsidional (graminea obsidionalis), colhidas no local onde o exército sitiado havia sido cercado,[1] em alusão a um costume dos tempos antigos, no qual o lado vencido, em uma disputa de força ou agilidade, arrancava um punhado de grama do prado onde havia sido abatido e o dava ao seu oponente como símbolo de vitória.[2] Plínio, o Velho apresenta uma lista dos poucos romanos que receberam essa honra.[3] Em 363, o tribuno Magno, por sua atuação no Cerco de Maiozamalca, recebeu essa honraria.[4]

Referências

  1. Smith 1875, p. 310.
  2. Smith 1875, p. 310-311.
  3. Smith 1875, p. 311.
  4. Jones, Martindale & Morris 1971, p. 533.

Bibliografia

  • Jones, A. H. M.; Martindale, J. R.; Morris, J. (1971). «Magnus 3». The Prosopography of the Later Roman Empire, Vol. I AD 260-395. Cambridge e Nova Iorque: Cambridge University Press 
  • Smith, William (1875). «Corona». In: Smith, William. A Dictionary of Greek and Roman Antiquities. Londres: John Murray