Copiopteryx semiramis

Copiopteryx semiramis
Uma mariposa neotropical C. semiramis é fotografada durante a noite em Roura, um departamento da Guiana Francesa.
Uma mariposa neotropical C. semiramis é fotografada durante a noite em Roura, um departamento da Guiana Francesa.
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Lepidoptera
Família: Saturniidae
Subfamília: Arsenurinae
Tribo: Arsenurini
Género: Copiopteryx
Duncan, 1841
Espécie: C. semiramis
Nome binomial
Copiopteryx semiramis
(Cramer, 1775)[1][2]
Distribuição geográfica
A mariposa, ou traça, C. semiramis é encontrada em grande parte da região neotropical, do México[2] ao Brasil.[1]
A mariposa, ou traça, C. semiramis é encontrada em grande parte da região neotropical, do México[2] ao Brasil.[1]
Sinónimos
Phalaena semiramis Cramer, 1775
Eudaemonia semiramis (Cramer, 1775)
Saturnia phoenix Deyrolle, 1869[2]
Copiopteryx igoryi Gagarin, 1934[3]

Copiopteryx semiramis é um inseto da ordem Lepidoptera; uma mariposa, ou traça, noturna e neotropical da família Saturniidae e subfamília Arsenurinae, classificada em 1775 por Pieter Cramer, com a denominação Phalaena semiramis, na página 19 da obra De uitlandsche kapellen, voorkomende in de drie waereld-deelen Asia, Africa en America;[1][2] o seu gênero, Copiopteryx, classificado por James Duncan em 1841;[4] esta espécie sendo sua espécie-tipo, distribuída desde o México[2] até a América do Sul, na região sudeste do Brasil;[1][5] o seu holótipo coletado no Suriname.[2] No Brasil ela tem recebido, na Internet, a denominação vernácula mariposa-tesoura.[5]

Subespécies

C. semiramis possui alguns nomes de subespécies registrados. Com asterisco (*) estão os registros para o Brasil (fonteː SiBBr - Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira).[1]

  • Copiopteryx semiramis andensis (Lemaire, 1974)
  • Copiopteryx semiramis banghaasi Draudt, 1930[2]
  • Copiopteryx semiramis montei (Gagarin, 1934)*
  • Copiopteryx semiramis phoenix (Deyrolle, 1869)*
  • Copiopteryx semiramis semiramis (Cramer, 1775)*[1]

No Brasil está citada a seguinte distribuição de suas subespécies: Mato Grosso, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá (semiramis); Maranhão, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso (montei); Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo (phoenix).[6]

Biologia, planta-alimento

Macho e fêmea possuem dimorfismo sexual aparente, as fêmeas com suas caudas mais curtas; ambos os sexos atraídos por luzes de lâmpadas em ambientes antrópicos, os machos sendo os mais freqüentes em seu voo a longas distancias à procura de fêmeas que, sendo mais pesadas e mais lentas, não se afastam muito do seu local de eclosão. As lagartas de Copiopteryx semiramis não possuem cerdas urticantes, se alimentando de plantas dos gêneros Manilkara (espécies Manilkara chicle e Manilkara zapota, o sapoti), Acanthosyris (espécie Acanthosyris spinescens), Pouteria (espécie Pouteria caimito, o abieiro). Adultos são presas fáceis de predadores noturnos, sobretudo morcegos;[7][8] embora a ciência indique que as caudas longas de certas espécies de mariposas lhes sirvam para escapar de predação.[9]

Referências

  1. a b c d e f «Copiopteryx semiramis (Cramer, 1775)». SiBBr - Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira. 1 páginas. Consultado em 9 de janeiro de 2025 
  2. a b c d e f g Savela, Markku. «Copiopteryx Duncan [& Westwood], 1841» (em inglês). Lepidoptera and some other life forms. 1 páginas. Consultado em 9 de janeiro de 2025 
  3. «Copiopteryx semiramis Cramer, 1775» (em inglês). GBIF. 1 páginas. Consultado em 9 de janeiro de 2025 
  4. «Copiopteryx Duncan, 1841» (em inglês). GBIF. 1 páginas. Consultado em 9 de janeiro de 2025 
  5. a b Merçon, Leonardo (2014). «Mariposa-tesoura (Copiopteryx semiramis. UR IMAGES. 1 páginas. Consultado em 9 de janeiro de 2025. Arquivado do original em 10 de janeiro de 2025 
  6. MACHADO, Paola Amanda Paradella (2023). Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável: perspectivas interdisciplinares:. Volume 6. Brasil: Dialética - Google Books. 124 páginas. ISBN 978-65-252-6991-7. Consultado em 9 de janeiro de 2025 
  7. Furtado, Eurides (junho de 2001). «Copiopteryx semiramis (Cramer): notas suplementares à sua biologia (Lepidoptera, Saturniidae, Arsenurinae)». Revista Brasileira de Zoologia 18(2) (ResearchGate). p. 637-640. Consultado em 9 de janeiro de 2025 
  8. «Copiopteryx semiramis» (em inglês). HOSTS (myspecies.info). 1 páginas. Consultado em 9 de janeiro de 2025. Arquivado do original em 23 de janeiro de 2025. Manilkara chicle; Acanthosyris spinescens. 
  9. Learn, Joshua Rapp (18 de fevereiro de 2015). «Long Moth Tails Make Predators Go Batty» (em inglês). The Wildlife Society. 1 páginas. Consultado em 15 de janeiro de 2025 

Ligações externas