Conus marmoreus

Conus marmoreus
Classificação científica edit
Reino: Animalia
Filo: Mollusca
Classe: Gastropoda
Subclasse: Caenogastropoda
Ordem: Neogastropoda
Superfamília: Conoidea
Família: Conidae
Gênero: Conus
Espécies:
C. marmoreus
Nome binomial
Conus marmoreus
Sinónimos[3]
  • Conus (Conus) marmoreus Linnaeus, 1758 · accepted, alternate representation
  • Conus crosseanus Bernardi, 1861
  • Conus crosseanus var. lineata Crosse, 1878 (invalid: junior homonym of Conus lineatus Hwass in Bruguière, 1792)
  • Conus maculatus Perry, 1811
  • Conus marmoreus var. granulatus G.B. Sowerby I, 1839 (invalid: junior homonym of Conus granulatus Linnaeus, 1758)
  • Conus pseudomarmoreus Crosse, 1875
  • Conus (Conus) proarchithalassus Röding, P.F., 1798
  • Conus suffusus Sowerby II, 1870
  • Conus suffusus var. noumeensis Crosse, 1872
  • Cucullus proarchithalassus Röding, 1798

Conus marmoreus (nomeada, em inglês, Marble Cone[4][5] e, em português, Cone-de-mármore)[6] é uma espécie de molusco gastrópode marinho predador do gênero Conus, pertencente à família Conidae.[7] Foi classificada por Carolus Linnaeus em 1758, descrita em sua obra Systema Naturae;[3] sendo a espécie-tipo de seu gênero.[8] É nativa do Indo-Pacífico[4][5] e considerada uma das seis espécies de moluscos Conidae potencialmente perigosas ao homem, por apresentar uma glândula de veneno conectada a um mecanismo de disparo de sua rádula, em formato de arpão, dotada de neurotoxinas que podem levar ao óbito.[7][9][10]

Descrição da concha

Conus marmoreus possui uma concha cônica grande, pesada, com uma espiral muito baixa e dotada de calosidades; com no máximo 15 centímetros de comprimento e de coloração geral negra (amarelo-alaranjada, em alguns espécimes) com marcações brancas, mais ou menos triangulares, por toda a sua superfície, o que a torna extremamente atraente. Abertura estreita, dotada de lábio externo fino e interior branco. Raramente sua concha é totalmente branca (Conus suffusus).[4][5][11][12][13]

Habitat e distribuição geográfica

Esta espécie é encontrada espalhada no Pacífico Ocidental (nas Filipinas,[14] Japão - Ryūkyū,[15] Fiji,[16] Havaí[17] ilhas Marshall, até norte da Austrália Ocidental, território do Norte e Queensland[18]), em direção ao golfo de Bengala e costas da África Oriental, no oceano Índico (incluindo o arquipélago de Chagos e Madagáscar[18]), e por quase todo o Indo-Pacífico (TOUITOU & BALLETON relatam sua ausência na Polinésia Francesa[19]), a pouca profundidade e em fundos arenosos e coralinos da zona nerítica; também encontrada na zona entremarés. É espécie carnívora, que se alimenta de outros moluscos gastrópodes.[7][4][5][12][13][15][16][17][20]

Ligações externas

Referências

  1. Kohn, A.; Raybaudi-Massilia, G.; Poppe, G.; Tagaro, S. (2013). «Conus marmoreus». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2013. doi:10.2305/IUCN.UK.2013-1.RLTS.T192701A2144744.enAcessível livremente. Consultado em 13 de novembro de 2021  Parâmetro desconhecido |article-number= ignorado (ajuda)
  2. Linnaeus, C., 1758. Systema Naturae per Regna Tria Naturae, 10th ed., 1
  3. a b Bouchet, P. (2015). Conus marmoreus Linnaeus, 1758. In: MolluscaBase (2015). Accessed through: World Register of Marine Species at http://www.marinespecies.org/aphia.php?p=taxdetails&id=215457 on 2015-10-30
  4. a b c d ABBOTT, R. Tucker; DANCE, S. Peter (1982). Compendium of Seashells. A color Guide to More than 4.200 of the World's Marine Shells (em inglês). New York: E. P. Dutton. p. 244. 412 páginas. ISBN 0-525-93269-0 
  5. a b c d WYE, Kenneth R. (1989). The Mitchell Beazley Pocket Guide to Shells of the World (em inglês). London: Mitchell Beazley Publishers. p. 138. 192 páginas. ISBN 0-85533-738-9 
  6. Ferreira, Franclim F. (2002–2004). «Conchas». FEUP. 1 páginas. Consultado em 7 de novembro de 2018. Arquivado do original em 7 de outubro de 2020 
  7. a b c LINDNER, Gert (1983). Moluscos y Caracoles de los Mares del Mundo (em espanhol). Barcelona, Espanha: Omega. p. 83-84. 256 páginas. ISBN 84-282-0308-3 
  8. «Conus» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 7 de novembro de 2018 
  9. Haddad Junior, Vidal; Paula Neto, João Batista de; Cobo, Válter José (outubro de 2006). «Venomous mollusks: the risks of human accidents by conus snails (gastropoda: conidae) in Brazil» (em inglês). Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, vol 39; nº 5. (SciELO). 1 páginas. Consultado em 7 de novembro de 2018 
  10. Haddad Junior, Vidal; Coltro, Marcus; Simone, Luiz Ricardo L. (julho–agosto de 2009). «Report of a human accident caused by Conus regius (Gastropoda, Conidae)» (em inglês). Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, vol.42; no.4. (SciELO). 1 páginas. Consultado em 7 de novembro de 2018 
  11. Tarczali, Cassidy (25 de novembro de 2014). «Conus marmoreus PHOTO» (em inglês). Flickr. 1 páginas. Consultado em 7 de novembro de 2018 
  12. a b «Conus marmoreus» (em inglês). Hardy's Internet Guide to Marine Gastropods. 1 páginas. Consultado em 7 de novembro de 2018. Arquivado do original em 11 de agosto de 2021 
  13. a b «Conus marmoreus Linnaeus, 1758 - marble cone» (em inglês). SeaLifeBase. 1 páginas. Consultado em 7 de novembro de 2018 
  14. LINDNER, Gert (Op. cit., p.204.).
  15. a b «Conus marmoreus Linnaeus, 1758» (em inglês). Jacksonville Shells. 1 páginas. Consultado em 7 de novembro de 2018 
  16. a b «Marbled Cone» (em inglês). Florent's Guide To The Tropical Reefs. 1 páginas. Consultado em 7 de novembro de 2018 
  17. a b KAY, E. Alison (1994). A Natural History of the Hawaiian Islands. Selected Readings II (em inglês). Honolulu: University of Hawaii Press - Google Books. p. 211. 520 páginas. ISBN 0-8248-1659-5. Consultado em 11 de novembro de 2018 
  18. a b Fonte: Wikipédia inglesa.
  19. Touitou, David; Balleton, Michel. «CONIDAE DE POLYNESIE» (PDF) (em francês). XENOPHORA N° 111 (SEASHELL COLLECTORS). p. 28. Consultado em 7 de novembro de 2018. Ainsi de nombreuses espèces n’existent pas ici, c’est le cas par exemple de Conus crocatus, Conus ammiralis, Conus monachus, Conus magus ou encore de Conus marmoreus, espèces pourtant bien présentes dans l’océan Pacifique. 
  20. SABELLI, Bruno; FEINBERG, Harold S. (1980). Simon & Schuster's Guide to Shells. An Easy-to-Use Field Guide, With More Than 1230 Illustrations (em inglês). New York: Simon & Schuster. p. 324. 512 páginas. ISBN 0-671-25320-4