Conus excelsus

Conus excelsus
Classificação científica edit
Reino: Animalia
Filo: Mollusca
Classe: Gastropoda
Subclasse: Caenogastropoda
Ordem: Neogastropoda
Superfamília: Conoidea
Família: Conidae
Gênero: Conus
Espécies:
C. excelsus
Nome binomial
Conus excelsus
Sowerby III, 1908
Sinónimos[2]
  • Asprella tannaensis Cotton, 1945
  • Conus pulcherrimus Brazier, 1894 (invalid: junior homonym of Conus pulcherrimus Heilprin, 1879)
  • Conus (Turriconus) excelsus G. B. Sowerby III, 1908 · accepted, alternate representation
  • Kenyonia pulcherrima Brazier, 1896
  • Turriconus excelsus (G. B. Sowerby III, 1908)
  • Turriconus nakayasui Shikama & Habe, 1968

Conus excelsus (nomeada, em inglês, Illustrious Cone;[3][4] com excelsus, na tradução do latim para o português, significando "excessivamente elevado")[5] é uma espécie de molusco gastrópode marinho predador do gênero Conus, pertencente à família Conidae. Foi classificada por George Brettingham Sowerby III em 1908; no texto "Description of a new Species of the Genus Conus", publicado na obra Annals and Magazine of Natural History, series. 1; com seu holótipo depositado no Museu de História Natural de Londres.[6][2] É nativa do Extremo Oriente, entre Myanmar, no oceano Índico, até Queensland, na Austrália, Ilhas Salomão e Nova Caledónia (sua localidade tipo; embora Sowerby III não tivesse tanta certeza de sua procedência), no oceano Pacífico;[6][3][7] e já esteve entre as mais raras conchas do mundo, durante o século XX, com outro espécime não registrado até o ano de 1945.[8]

Descrição da concha

Esta concha tem um elegante corpo bicônico de pouco mais de 10 centímetros de comprimento, quando desenvolvida, com espiral alta e angulosa em sua porção mais larga; e com sua volta final geralmente pouco maior que o tamanho de sua espiral. Sua coloração é de um marrom, laranja ou laranja-amarelado, mais ou menos pálido, salpicado de manchas brancas, com linhas estriadas ou em zigue-zague, por sua superfície. Abertura dotada de lábio externo fino e interior branco, não se alargando em direção à base (onde fica seu canal sifonal). Seu opérculo é diminuto, comparado com a extensão de sua abertura.[3][4] Sobre ela G. B. Sowerby III escreveuː "esta magnífica concha, atualmente única, desafia a comparação com qualquer espécie até então conhecida. A característica mais proeminente é a altura extraordinária de seu pináculo, agudamente cônico, que é bastante simétrico e não apresenta aparência de anormalidade. As espirais são angulares, um pouco côncavas acima do ângulo, com duas ranhuras espirais rasas; as oito ou nove primeiras coroadas por tubérculos diminutos, no ângulo. O corpo-espiral é atenuado graciosamente, em direção à base, e ligeiramente arredondado no ângulo, que é encimado por uma quilha estreita. A superfície é esculpida por numerosas ranhuras em espiral, rasas".[6]

Distribuição geográfica e raridade

Esta espécie é principalmente encontrada no Pacífico Ocidental;[3] no Extremo Oriente, entre Myanmar, no oceano Índico, até Queensland, na Austrália, Ilhas Salomão e Nova Caledónia; incluindo China, Taiwan, Japão e Filipinas. Vive em águas profundas da zona nerítica, entre 100 a 400 metros,[1] e já esteve entre as mais raras conchas do mundo, durante o século XX, com outro espécime não registrado até o ano de 1945;[8] agora considerada espécie pouco preocupante pela União Internacional para a Conservação da Natureza.[1]

Ligações externas

Referências

  1. a b c Duda, T. (2013). «Conus excelsus» e.T192441A2096103 ed. Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2013. doi:10.2305/IUCN.UK.2013-1.RLTS.T192441A2096103.enAcessível livremente. Consultado em 29 de abril de 2024 
  2. a b Bouchet, P. (2015). Conus excelsus G. B. Sowerby III, 1908. In: MolluscaBase (2015). Accessed through: World Register of Marine Species at http://www.marinespecies.org/aphia.php?p=taxdetails&id=426492 on 2015-06-07
  3. a b c d ABBOTT, R. Tucker; DANCE, S. Peter (1982). Compendium of Seashells. A color Guide to More than 4.200 of the World's Marine Shells (em inglês). New York: E. P. Dutton. p. 264. 412 páginas. ISBN 0-525-93269-0 
  4. a b «Conus (Turriconus) excelsus» (em inglês). Hardy's Internet Guide to Marine Gastropods. 1 páginas. Consultado em 20 de abril de 2020. Arquivado do original em 11 de agosto de 2021 
  5. «Significado de Excelso (do latimː excelsus)» (em inglês). DICIONÁRIO DE PORTUGUÊS. 1 páginas. Consultado em 20 de abril de 2020 
  6. a b c Sowerby III, G. B. (1908). «"Description of a new Species of the Genus Conus". Annals and Magazine of Natural History, series. 1: 465-466.» (em inglês). Biodiversity Heritage Library. 1 páginas. Consultado em 20 de abril de 2020 
  7. "The shell came to me from New Caledonia; but I have at present no certain information as to its habitat" (Sowerby III, G. B.; "Description of a new Species of the Genus Conus". Annals and Magazine of Natural History, series. 1. p. 466; 1908).
  8. a b «Spired Conesː C. gloriamaris, C. milneedwardsi, C. excelsus» (em inglês). Encyclopaedia Romana. 1 páginas. Consultado em 20 de abril de 2020