Controvérsias no Festival Eurovisão da Canção

O Festival Eurovisão da Canção é uma competição internacional de música organizada anualmente desde 1956 pela União Europeia de Radiodifusão (UER), reunindo os seus membros em representação dos respetivos países. O concurso pretende manter-se alheio a quaisquer conotações políticas, proibindo radiodifusores e intérpretes de promover ou abordar temas de natureza política, comercial ou semelhante durante a competição. Contudo, ao longo da sua história, não têm faltado episódios controversos, como tensões políticas refletidas nas atuações e votações, desqualificações por referências políticas nas letras e manifestações contra determinados países em função das suas políticas e posições.

Arménia e Azerbaijão

"Face the Shadow", a canção dos Genealogy, concorreu pela Arménia em 2015 teve o seu título original alterado devido a uma alegada referência ao genocídio arménio.

O conflito entre a Arménia e o Azerbaijão afetou o concurso por diversas ocasiões desde que ambos os países começaram a participar, no final dos anos 2000. Em 2009, várias pessoas no Azerbaijão que votaram na entrada arménia teriam sido interrogadas pela polícia azeri.[1] Após a vitória do Azerbaijão na Eurovisão 2011, a Arménia anunciou que não participaria na edição de 2012.[2] A televisão pública da Arménia (ARMTV), solicitou que a sua entrada no concurso de 2015 tivesse o título original, Don't Deny (Não o negues), alterado para Face the Shadow (Enfrenta a Sombra), na sequência de alegações de que a canção continha um apelo ao reconhecimento do genocídio arménio, o que violaria as regras do concurso relativas a declarações de teor político.[3][4][5][6] A polémica voltou a surgir em 2016 quando a representante da Arménia, Iveta Mukuchyan, foi mostrada a acenar com a bandeira da República de Artsaque, também conhecida como Alto Carabaque, um Estado separatista internacionalmente reconhecido como parte do Azerbaijão, mas habitado em grande parte por arménios étnicos, na primeira semifinal do concurso.[7] Isto violou novamente as regras da Eurovisão sobre gestos políticos e resultou na aplicação de medidas disciplinares contra a ARMTV.[8]

Rússia e Ucrânia

Os Kalush Orchestra, vencedores do Festival Eurovisão da Canção 2022, atuou como número de abertura na final do concurso de 2023. O evento de 2023 realizou-se na cidade britânica de Liverpool em nome da Ucrânia, que não pôde acolher o concurso devido à invasão russa do país.

As interações entre a Rússia e a Ucrânia no concurso tinham sido inicialmente positivas nos primeiros anos de participação conjunta,[9] até à anexação da Crimeia pela Rússia em 2014 e à guerra no Donbass. Em 2016, a cantora ucraniana Jamala venceu o concurso com a música "1944", cuja letra fazia referência à deportação dos tártaros da Crimeia. Dados os eventos na Crimeia, muitos viram essa música como uma declaração política contra as ações da Rússia. No entanto, a música foi autorizada a competir devido à natureza histórica percebida da música, apesar dos protestos da delegação russa.[10][11] Os apelos a um boicote russo ao concurso de 2017 na Ucrânia foram rejeitados, mas a representante russa, Yulia Samoylova, acabou por ser proibida de entrar na Ucrânia, por ter violado a lei ucraniana ao ter atuado na Crimeia em 2015 e ter entrado na região diretamente a partir da Rússia, em vez de passar pela Ucrânia.[12] As propostas para que Yulia Samoylova atuasse à distância na Rússia ou que outro artista a substituísse foram rejeitadas pelo Piervy Kanal, que acabou por sair do concurso. A UER criticou a decisão da Ucrânia de lhe impedir a entrada[13] e alertou que a UA:PBC corre o risco de ser excluída de eventos futuros.[14]

Na sequência da invasão russa da Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, a UA:PBC apelou à suspensão dos radiodifusores russos membros da UER, RTR e Piervy Kanal, e à exclusão da Rússia do concurso desse ano. O apelo alegava que, desde o início da anexação da Crimeia pela Rússia em 2014, a VGTRK e o Piervy Kanal tinham sido um porta-voz do governo russo e uma ferramenta-chave de propaganda política financiada pelo orçamento estatal russo.[15] A UER afirmou inicialmente que tanto a Rússia como a Ucrânia estavam autorizadas a participar no concurso, citando a natureza não política do evento.[16][17] Na sequência de várias queixas apresentadas por outros radiodifusores participantes, a UER anunciou a 25 de fevereiro que a Rússia não seria autorizada a participar no concurso de 2022, afirmando que a sua participação colocaria o concurso em descrédito.[18][19] A Ucrânia acabou por vencer essa edição do concurso, obtendo o maior número de pontos do televoto em toda a sua história.[20]

Após a sua vitória em 2022, a Ucrânia teve inicialmente a oportunidade de acolher o concurso de 2023. No entanto, a UER decidiu mais tarde que o país não poderia organizar o evento devido à invasão russa.[21] O Reino Unido, que tinha ficado em segundo lugar em 2022, foi escolhido para acolher o concurso em nome da Ucrânia.[22] O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, solicitou dirigir-se ao público durante a final do concurso desse ano, mas o pedido foi rejeitado pela UER com base no desejo de não politizar o evento.[23] Ternopil, a cidade dos representantes ucranianos desse ano, os Tvorchi, foi alvo de ataques de mísseis russos antes da atuação do duo; mais tarde, durante a recapitulação das atuações concorrentes, a dupla exibiu um cartaz improvisado com a palavra "Ternopil".[24]

Retirada da Geórgia em 2009

A música da Geórgia para o concurso de 2009 em Moscovo gerou polémica: na sequência da Guerra Russo-Georgiana, Stephane and 3G foram escolhidos para competir com a canção "We Don't Wanna Put In", mas a UER contestou a letra, por parecer criticar o então primeiro-ministro russo, Vladimir Putin. Os pedidos da UER para que a letra fosse alterada foram recusados pelo grupo, e a televisão georgiana GPB acabou por se retirar do evento.[25] Vários boicotes ao concurso foram considerados pelos países bálticos devido às ações da Rússia na Geórgia, mas nenhum se concretizou, sendo que o radiodifusor estónio ERR realizou uma sondagem no seu site para avaliar a opinião pública sobre a participação na Rússia.[26]

Participação de Israel

Israel participou pela primeira vez no concurso em 1973, tornando-se o primeiro país fora da Europa a entrar. A sua participação ao longo dos anos tem sido por vezes controversa, mas manteve-se um concorrente regular, vencendo quatro vezes e acolhendo o concurso por três ocasiões.

Estreia em 1973 e reação dos países árabes

A primeira participação do país em 1973 foi marcada por uma presença de segurança reforçada no local do concurso, na cidade do Luxemburgo, muito acima do que seria considerado normal no início da década de 1970, ocorrendo menos de um ano após o massacre de Munique, em que 11 membros da equipa olímpica israelita de 1972 foram mortos pela organização militante palestiniana Setembro Negro. Guardas armados foram posicionados no local, e o público presente foi avisado para não se levantar durante o espetáculo sob risco de ser disparado contra.[27]

O concurso era transmitido regularmente no mundo árabe durante a década de 1970, mas como muitos destes países não reconheciam Israel, os seus radiodifusores normalmente passavam para anúncios quando Israel atuava.[28] Quando em 1978 se tornou evidente que Israel estava prestes a vencer o concurso, a transmissão em muitos destes países foi interrompida antes do final da votação, com o radiodifusor jordaniano JTV a justificar o fim da emissão devido a "dificuldades técnicas" e a concluir a transmissão com uma imagem de narcisos; os media da Jordânia anunciaram mais tarde que a Bélgica, que acabou por ficar em segundo lugar, tinha vencido.[29]

Devido à participação de Israel no concurso, acredita-se que muitos estados árabes elegíveis para participar optam por não o fazer; no entanto, vários desses países tentaram participar. A Tunísia tinha-se candidatado a participar no concurso de 1977, tendo sido sorteada para atuar em quarto lugar no palco, mas acabou por se retirar.[30] Marrocos participou pela primeira, e até hoje única vez, em 1980, quando Israel se tinha retirado do concurso devido a este se realizar na mesma noite de Yom HaZikaron.[31][32] Mais recentemente, o Líbano tinha-se inscrito para competir no concurso de 2005, tendo escolhido a canção "Quand tout s'enfuit" como a sua entrada de estreia, a ser interpretada por Aline Lahoud. Após ser informado pela UER de que teria de transmitir o programa na íntegra, incluindo a entrada israelita, a Télé Liban respondeu que não poderia garantir isso, por ser incompatível com a lei libanesa. O radiodifusor acabou, portanto, por retirar a sua participação, resultando em sanções da UER devido à retirada tardia.[33]

Conflitos de sabat

Devido aos preparativos e ensaios que acompanham o concurso, bem como ao horário da final ao sábado à noite, líderes religiosos ortodoxos em Israel levantaram objeções em todas as três ocasiões em que o país acolheu o evento, por receio de interrupção do sábado judaico. Em 1979, essas objeções foram amplamente ignoradas e os preparativos para o concurso em Jerusalém decorreram quase sem alterações em relação ao habitual, mas a Turquia foi pressionada a retirar-se do concurso por Estados árabes que se opunham à participação de um país predominantemente muçulmano em Israel. Em 1999, voltaram a surgir objeções quanto ao concurso se realizar em torno do sabat, bem como críticas dirigidas a Dana International, a primeira vencedora trans do concurso, levando a uma tentativa de impedir que o evento fosse realizado em Israel. No entanto, todas essas críticas revelaram-se em vão e o concurso avançou como planeado, desta feita também em Jerusalém.[34]

Em 2019, vários incidentes controversos ocorreram na preparação para o concurso desse ano em Telavive. Foram novamente recebidos pedidos de líderes ortodoxos para que o concurso não interferisse com o sabat, incluindo uma carta redigida por Yaakov Litzman, líder do partido ultraortodoxo Judaísmo Unido da Torá, dirigida a vários ministérios, exigindo que o concurso não violasse o dia sagrado.[35]Os Shalva Band, um dos concorrentes na seleção nacional do país para o concurso desse ano, acabou por se retirar da competição ao ser informada de que, caso vencesse, teria de atuar nos ensaios durante o sabat; o grupo acabou por atuar como intervalo na segunda semifinal do concurso.[36][37]

Conflito israelo-palestiniano

O concurso de 2019 também gerou apelos de vários grupos a um boicote ao evento, incluindo defensores do movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS), em resposta às políticas de Israel para com os palestinianos na Cisjordânia e Faixa de Gaza, bem como em oposição ao que consideram ser pinkwashing por parte do governo israelita.[38][39] Outros fizeram campanha contra o boicote ao evento, alegando que qualquer boicote cultural seria contrário ao avanço da paz na região.[40] Mais notoriamente, os representantes da Islândia, Hatari, exibiram bandeiras da Palestina quando os seus pontos de televoto foram anunciados na final.[41] Isso acabou com que a emissora islandesa, a RÚV, fosse multada em 5 000 euros.[42]

Guerra de Gaza (2023–presente)

Yuval Raphael, a representante israelita em 2025, na cerimónia de abertura em Basileia, com manifestações pró-Palestina ao fundo

A participação de Israel no concurso voltou a gerar polémica antes da edição de 2024 em Malmo, Suécia, na sequência do ataque surpresa do Hamas a Israel a 7 de outubro de 2023, que resultou na morte de centenas de civis e militares israelitas e desencadeou uma ofensiva militar israelita em Gaza. O conflito subsequente levou a uma grave crise humanitária na Faixa de Gaza, aumentando as tensões internacionais e colocando a participação de Israel no concurso sob escrutínio e debate público.[43][44][45][46] Uma polémica separada surgiu em relação à letra da canção que Israel tinha originalmente submetido intitulada "October Rain" (Chuva de Outubro). A UER decidiu que a canção violava as regras, uma vez que a letra parecia fazer referência aos ataques de 7 de outubro a Israel por militantes palestinianos liderados pelo Hamas. Israel acabou por submeter uma versão modificada da canção com um novo título, "Hurricane", que foi aceite pela UER para competir.[47][48][49] Manifestações contra a participação de Israel foram realizadas em Malmo durante o concurso,[50] e as atuações da representante israelita, Eden Golan, no palco foram recebidas com assobios por parte do público[51][52][53] que foram alegadamente suprimidas na transmissão televisiva em directo. [54]

Os protestos continuaram no concurso de 2025 em Basileia, Suíça, quando, durante o terceiro ensaio geral da segunda semifinal, seis pessoas com apitos e bandeiras palestinianas de grandes dimensões interferiram na atuação de Yuval Raphael.[55][56] A 6 de maio de 2025, 72 antigos participantes da Eurovisão assinaram uma carta aberta apelando à exclusão de Israel e do seu radiodifusor nacional, Kan, do concurso, e acusaram a UER de "normalizar" e "maquilhar crimes contra a humanidade", também de aplicar um duplo critério em comparação com a exclusão da Rússia em 2022.[57] A 7 de maio de 2025, Kevin Bakhurst, diretor-geral da emissora irlandesa, RTÉ, solicitou que os membros da UER discutissem a participação de Israel.[58] Após a final, na qual Israel venceu o televoto do público e terminou em segundo lugar no conjunto, vários radiodifusores participantes manifestaram preocupações em relação ao sistema de votação e solicitaram a sua revisão[59] Uma investigação da iniciativa de verificação de factos da UER, Eurovision News Spotlight, revelou que a Agência de Publicidade do Governo de Israel tinha realizado uma campanha publicitária em várias plataformas para incentivar e aumentar os votos do público na entrada de Israel.[60] O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e o vencedor de 2025, JJ, juntaram-se aos apelos para excluir Israel da competição, com o primeiro também citando um duplo critério em comparação com a Rússia.[61][62]

Durante os preparativos para o concurso de 2026 em Viena, Áustria, as emissoras da Islândia (RÚV),[63][64] dos Países Baixos (AVROTROS),[65][66][67] de Espanha (RTVE),[68][69] da Eslovénia (RTVSLO)[70] e da Irlanda (RTÉ)[71] expressaram a sua insatisfação com a presença de Israel no concurso. A AVROTROS, a RTVE, a RTVSLO e a RTÉ declararam ainda que se recusariam a participar caso Israel fosse autorizado a competir.[72]

A 4 de dezembro de 2025, Israel foi autorizado pela União Europeia de Radiodifusão a actuar no festival; consequentemente, Irlanda, Espanha, Eslovénia e os Países Baixos decidiram boicotar a edição de 2026. No dia 10 de dezembro, a Islândia tomou a mesma decisão. Este facto marcou a maior retirada de países para uma edição desde a criação do festival, e nenhum dos cinco esclareceu se regressaria ou não em 2027.[73]

A 10 de dezembro de 2025, 17 dos concorrentes do Festival RTP da Canção de 2026 anunciaram que não aceitarão representar Portugal na Eurovisão de 2026, mesmo que vençam a final nacional. O grupo de artistas que inclui nomes como Cristina Branco, os Bateu Matou, Rita Dias e Djodje, divulgou um comunicado em que afirma recusar «compactuar com a violação dos direitos humanos», criticando a decisão da RTP de apoiar a participação de Israel no concurso, num contexto de forte polémica devido à guerra em Gaza. Os músicos recordam que a Rússia foi excluída em 2022 e apontam incoerências na posição da União Europeia de Radiodifusão. Apesar do protesto, a RTP já garantiu que Portugal estará presente na Eurovisão, podendo recorrer a outro artista caso o vencedor esteja entre os que boicotam o evento, num ano marcado por várias desistências de países europeus pelo mesmo motivo.[74]

O boicote foi descrito por vários órgãos de comunicação social como «a maior crise da história do Festival Eurovisão da Canção». Em protesto contra a decisão de permitir a participação de Israel, Nemo, vencedor pela Suíça em 2024, devolveu o seu troféu à UER, afirmando que «se os valores que celebramos em palco não forem vividos fora dele, então até as canções mais bonitas perdem o seu significado».[75] Um dia depois, Charlie McGettigan, vencedor pela Irlanda em 1994, juntamente com Paul Harrington, anunciou que faria o mesmo.[76]

Ligações externas

Referências

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