Continuacionismo

Pentecostes (El Greco, 1597)

Continuacionismo, conhecido também por Continuísmo, é uma cosmovisão teológica cristã acerca da continuidade dos chamados dons do Espírito Santo, sendo mais comum entre cristãos pentecostais, carismáticos e neopentecostais[1]. Continuacionistas (ou continuístas) creem que todos os dons do Espírito Santo que foram manifestos no período da Igreja Primitiva continuam existindo e são necessários, também na atualidade, à Igreja[2][3][4].

A visão continuísta se opõe, assim, ao cessacionismo, que é a visão de cessação de alguns destes dons a partir do século III, ou do fechamento do Cânon bíblico[5][6].

A interpretação sobre os dons do Espírito Santo também diverge entre denominações, como a interpretação de certos versículos da bíblia em relação ao dom de línguas, que pode ser atribuído a línguas humanas/estrangeiras, ou à línguas estranhas, incompreensíveis ao ser humano, tendo caráter angelical e/ou transcendente.[7]

Defensores e Opositores

Entre os expoentes do continuísmo estão: John Piper,Wayne Grudem, J. I. Packer, Mark Driscoll, D. A. Carson, C. J. Mahaney, Kevin DeYoung[8], a visão continuísta também tem expoentes em território Brasileiro, como os Pastores de influência Batista Luiz Sayão e Yago Martins.

Alguns autores, entretanto, se opõem fortemente à visão continuísta, tais como John Fullerton MacArthur[9] , Augustus Nicodemus Lopes, Hernandes Dias Lopes, Héber Carlos de Campos, Héber Campos Junior.

Observa-se que a maioria dos opositores da visão continuísta faz parte de denominações seguidoras do Cristianismo Reformado.

Os defensores dessa cosmovisão são encontrados em denominações pentecostais e/ou batistas, como a Assembleia de Deus e a Igreja Pentecostal Deus É Amor.[10]

Denominações não pentecostais

Apesar de amplamente adotada pelas denominações dos movimentos pentecostais/carismáticas e neopentecostais e suas subdivisões, a visão continuísta também tem sido adotada por denominações mais tradicionais, entre elas:

Além dessas, muitas outras denominações tradicionais menores do protestantismo têm se aberto à visão continuísta, nas décadas finais do século XX e início do século XXI, seja nos Estados Unidos, seja no Brasil[18].

Referências

  1. «Teologia Pentecostal: Cessacionsimo e Continuísmo». Consultado em 21 de Jun. de 2016 
  2. «Cessacionsimo e Continuísmo». Consultado em 21 de Jun. de 2016 
  3. «Monergismo:Cessacionsimo, Continuísmo e Carismáticos». Consultado em 21 de Jun. de 2016 
  4. «Ano Domini: Cessacionsimo e Continuísmo». Consultado em 21 de Jun. de 2016 
  5. Augustus Nicodemus Lopes; O culto espiritual: Um Estudo em 1 Coríntios Sobre Questões Atuais e Diretrizes Bíblicas para o Culto Cristão. São Paulo: Cultura Cristã, 1999, pág 174 e 177
  6. Misael Batista do Nascimento, Cristão Frutífero, 3ª Edição, Outubro de 2004, pág 49
  7. Reis, José (13 de outubro de 2014). «Os fenômenos de mediunidade de carismáticos católicos e pentecostais». Revista "O Tempo". Consultado em 5 de setembro de 2025 
  8. «Reformers:Expositores do Continuísmo». Consultado em 21 de Jun. de 2016. Arquivado do original em 1 de julho de 2016 
  9. «CPAD: John Fuller MacArthur». Consultado em 21 de Jun. de 2016 
  10. Renovato, Elinaldo (2021). «Lições Bíblicas - Segundo Trimestre de 2021 - Lição 5» (PDF). CPAD. Lições Bíblicas: 32. Consultado em 5 de setembro de 2025 
  11. «História da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil: "Em 1993 o Supremo Concílio reconheceu a continuidade dos dons"». Consultado em 21 de Jun. de 2016 
  12. «Cessacionismo da Confissão de Fé de Westminster: Primeira Igreja Presbiteriana de Porto Velho». Consultado em 21 de Jun. de 2016 
  13. «Carta Pastoral da Igreja Presbiteriana do Brasil» (PDF). 1995. Consultado em 21 de maio de 2021. Arquivado do original (PDF) em 21 de maio de 2021 
  14. «História da Igreja Presbiteriana Conservadora». Consultado em 21 de Jun. de 2016. Arquivado do original em 9 de setembro de 2015 
  15. «Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil: Continuidade dos dons do Espírito Santo». Consultado em 21 de Jun. de 2016 
  16. «Convenção Batista Brasileira». Consultado em 21 de Jun. de 2016. Arquivado do original em 24 de setembro de 2011 
  17. «Ala Carismática na Convenção Batista Brasileira». Consultado em 21 de Jun. de 2016. Arquivado do original em 15 de março de 2016 
  18. «Cresce o número de tradicionais que creem nos dons espirituais». Consultado em 21 de Jun. de 2016 

Notas

  1. Em carta pastoral, enviada em 1995 a todos os ministros, a IPB orientou seus pastores no sentido de que o dom de línguas da Bíblia refere-se a idiomas humanos. Todavia, disse que não há evidências bíblicas de que o dom teria de cessar ou continuar após o período apostólico. Sendo assim, não afirmou a posição Cessacionista ou Continuísta. A carta, contudo, afirma que o dom descrito na Bíblia é para edificação da Igreja, juízo dos ímpios e comunicação da universalidade da Igreja. A carta reconheceu que a prática contemporânea das línguas geralmente não se adequa a descrição bíblica. A Igreja afirmou que, sob uma ótica teológica, Deus pode conceder o dom em qualquer momento da história, mas informou que toda experiência deve ser testada à luz da Bíblia e não há evidências do exercício do dom na comtemporaniedade que se adeque a descrição bíblica