Aclamado pela crítica e considerado um dos melhores filmes de Godard e da nouvelle vague, o filme foi produzido por Carlo Ponti. O cineasta alemão Fritz Lang tem uma participação especial como ele mesmo.
No Brasil, voltou a ser exibido nos cinemas em novembro de 2023 após entrar na programação do Festival Varilux.[4]
Enredo
Paul Javal (Michel Piccoli) é um roteirista que vai para Roma trabalhar numa adaptação de Odisseia, de Homero, que o diretor Fritz Lang está rodando na cidade. Paul é casado com a bela Camille (Bardot) que constantemente fica a pressionando a aceitar uma carona do produtor do filme, Jeremy Prokosch.
Durante uma longa cena doméstica, Camille fala de seu desprezo pelo marido. O rompimento da relação acontece em Capri, onde são realizadas as externas do filme.
As rochas Faraglioni em Capri, no Mediterrâneo, cenário que foi imortalizado pelo longa.
Finalmente, Brigitte Bardot foi escalada para o papel de Camille por insistência do diretor, que declarou que os lucros de bilheteria poderiam ser aumentados ao exibir o corpo sensual de B.B. nas telas de cinema. [carece de fontes?]
Esta ideia do diretor levou a produção da cena de abertura do filme, onde Bardot aparece nua deitada de bruços na cama. Quando as filmagens terminaram, Godard cortou a cena do filme, mas ela voltou a ser inserida depois da insistência dos produtores dos Estados Unidos.[carece de fontes?]
O Desprezo foi o filme francês com a sétima maior bilheteria do ano em 1963, o que foi considerado uma decepção em comparação com outros filmes de Brigitte Bardot, mas foi a maior bilheteria dos filmes de Godard. [carece de fontes?]
Colin MacCabe, crítico da Sight & Sound, chamou O Desprezo de "a maior obra de arte produzida na Europa do pós-guerra."[5]