Conselho da Paz

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Conselho da Paz
Brasão do Conselho da Paz
Brasão
Estados cujos líderes aceitaram seu convite pessoal para o Conselho de Paz
Estados cujos líderes aceitaram seu convite pessoal para o Conselho de Paz
Centro administrativoEstados Unidos
Língua oficialInglês[1]
TipoOrganização internacional
Membros
Líderes
• Presidente
Estados Unidos Donald Trump
Estabelecimento
• Anunciado
29 de setembro de 2025
• Ordenado
17 de novembro de 2025
• Carta assinada
22 de janeiro de 2026

O Conselho da Paz (em inglês: "Board of Peace") é uma estrutura internacional privada[2][3] que tem como objetivo declarado “promover estabilidade, restaurar uma governação fiável e legal e garantir uma paz duradoura em áreas afetadas ou ameaçadas por conflitos”.[4] O Conselho foi proposto pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump em setembro de 2025, e o seu estabelecimento foi anunciado por Trump em 15 de janeiro de 2026.[5] Em 20 de janeiro de 2026, Trump afirmou que “as Organização das Nações Unidas nunca me ajudaram” como justificativa para a criação do “Conselho da Paz”,[6] alegando que o seu conselho “poderia” substituir a ONU.[6] As adesões são determinadas exclusivamente por Donald Trump, que declarou a intenção de cobrar US$ 1 bilhão por assento.[7] A organização é regida por uma carta privada própria, que nomeia apenas uma pessoa, “Chairman Trump”, o qual pode adotar resoluções ou iniciativas em seu nome sem consultar o conselho, além de ser membro vitalício.[8] Especialistas afirmaram que Trump tenta transformar a organização em uma alternativa ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, na qual apenas ele deteria poder de veto.[8] O nome do conselho é frequentemente grafado entre aspas por fontes independentes.[2][9][10]

No momento em que foi proposto, o conselho foi apresentado como uma iniciativa voltada ao apoio à administração, à reconstrução e à recuperação econômica da Faixa de Gaza, como parte de um plano de paz para o período posterior aos ataques de 7 de outubro e à guerra em Gaza, invocando endosso por meio da resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Críticos argumentaram que a instituição posteriormente delineada apresenta pouca semelhança com o que foi apresentado no momento desse endosso; o jornal The Guardian descreveu-a como um “clube dominado por Trump, baseado em pagamento para participação”, centrado em Donald Trump, em vez de um mecanismo voltado para Gaza.[11] A iniciativa também foi descrita como um projeto de vaidade.[12] A organização não obteve apoio de diversos países europeus, incluindo o Reino Unido,[13][14] França[10] Noruega,[15] e Suécia,[16] com Keir Starmer classificando como “preocupante” o papel atribuído a Vladimir Putin.[17] A França manifestou preocupação de que a iniciativa buscaria usurpar o papel das Nações Unidas.[18] Em resposta à declaração francesa de que não pretendia “responder favoravelmente” ao convite, Trump ameaçou impor tarifas de 200% sobre vinhos franceses e champanhe.[19][20][21] Poucos líderes mundiais aceitaram publicamente os convites de Trump ou declararam se efetuaram o pagamento para adesão.[22]

O Brasil também foi oficialmente convidado a integrar a estrutura, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebendo uma carta-convite do governo dos Estados Unidos por meio da embaixada brasileira em Washington para tornar-se um dos membros fundadores do conselho.[23] Até o início de 2026, o governo brasileiro não havia confirmado a aceitação do convite, informando que o país estava analisando a proposta e consultando outras nações e fóruns multilaterais sobre a participação no conselho.[23] Em contraste, a Argentina, sob a presidência de Javier Milei, anunciou que aceitou o convite para integrar o conselho como membro fundador, com Milei agradecendo publicamente pela indicação e qualificando-a como uma honra.[24]

Contexto

A guerra em Gaza começou em outubro de 2023, após uma série de ataques armados coordenados realizados pelo Hamas e por outros grupos militantes palestinos no sul de Israel, em 7 de outubro de 2023.[25]

O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair propôs inicialmente, em agosto de 2025, que a Faixa de Gaza fosse colocada sob administração internacional.[26] O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou um plano semelhante no final de setembro de 2025, que foi parcialmente aceito tanto pelo governo israelense quanto pelo Hamas no mês seguinte.[25] O Conselho de Segurança das Nações Unidas adotou a Resolução 2803 do Conselho de Segurança da ONU em 17 de novembro de 2025, acolhendo a criação do Conselho da Paz.[27] O Congresso dos Estados Unidos não participou do processo de autorização do projeto, e a iniciativa foi descrita por críticos como parte de uma série de tentativas de ampliar a influência do presidente Trump.[28]

Após a entrada em vigor do acordo de paz para Gaza, dois dias antes, Tony Blair reuniu-se com o vice-presidente da Palestina, Hussein al-Sheikh, em 12 de outubro de 2025, na Jordânia, para discutir a reconstrução da Faixa de Gaza.[29] Naquela noite, Trump declarou que “a guerra acabou” e que o Conselho da Paz seria formado rapidamente.[30]

Estrutura

A carta do Conselho da Paz descreve uma estrutura organizacional em vários níveis, que inclui:[31]

  • Um Presidente, Donald Trump, que é membro vitalício.
  • O Conselho da Paz principal, composto majoritariamente por chefes de Estado ou de governo. Aproximadamente sessenta países foram convidados.
  • O Conselho Executivo, com foco em diplomacia e investimentos. Sete membros foram nomeados.
  • O Conselho Executivo de Gaza, responsável por dirigir o Comitê Nacional para a Administração de Gaza, que administrará o território. Seu dirigente tem o título de Alto Representante para Gaza, e Nickolay Mladenov foi nomeado para o cargo, juntamente com outros dez membros.

Presidente do Conselho da Paz

Donald Trump é explicitamente nomeado na Carta do Conselho da Paz como seu presidente inaugural. Apenas o presidente tem autoridade para convidar países a ingressar no conselho. O presidente detém autoridade exclusiva para criar, modificar ou dissolver entidades subsidiárias do Conselho da Paz. Cabe exclusivamente ao presidente indicar o seu sucessor designado. Todas as revisões da Carta e as diretrizes administrativas emitidas pelo Conselho da Paz estão sujeitas à aprovação do presidente.[32]

Membros do Conselho da Paz

Mapa dos países que receberam convite para integrar o Conselho da Paz, incluindo os que aceitaram (amarelo) e os que recusaram (azul).

Cerca de 60 países receberam convites do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o Conselho da Paz.[33] Os países a seguir foram convidados a participar como membros fundadores. Os países que desejarem tornar-se membros permanentes do Conselho da Paz devem contribuir com 1 bilhão de dólares para um fundo controlado pelo presidente Donald Trump; caso contrário, sua participação será limitada a um mandato de três anos.[34]

Participantes

Os seguintes países confirmaram sua participação no Conselho da Paz:

Os seguintes países foram convidados mas não confirmaram o convite:

Convidados cujos convites foram retirados

Os seguintes países foram convidados mas posteriormente tiveram seus convites retirados:

Convidados que recusaram

Os seguintes países recusaram o convite para participar:

Referências

  1. «Full text: Charter of Trump's Board of Peace» (em inglês). The Times of Israel 
  2. a b «Trump confirma convite a Lula para Conselho da Paz e elogia brasileiro». G1. 20 de janeiro de 2026. Consultado em 22 de janeiro de 2026 
  3. «Trump lança oficialmente 'Conselho da Paz' em Davos com críticas à ONU: 'Eu nunca nem falei com eles'». G1. 22 de janeiro de 2026. Consultado em 22 de janeiro de 2026 
  4. Magid, Jacob (17 de janeiro de 2026). «Full text: Charter of Trump's Board of Peace». The Times of Israel (em inglês). ISSN 0040-7909. Consultado em 22 de janeiro de 2026 
  5. Mancini, Ryan (15 de janeiro de 2026). «Trump announces Gaza 'Board of Peace' has been formed». The Hill (em inglês). Consultado em 22 de janeiro de 2026 
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  8. a b Drabløs, Øystein Tronsli (21 de janeiro de 2026). «Sverige sier nei til Trumps fredsråd». www.aftenposten.no (em norueguês bokmål). Consultado em 22 de janeiro de 2026 
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  10. a b «França rejeita convite de Trump para Conselho da Paz em Gaza». Gazeta do Povo. 19 de janeiro de 2026. Consultado em 22 de janeiro de 2026 
  11. Borger, Julian (20 de janeiro de 2026). «Trump's board of peace is an imperial court completely unlike what was proposed». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077. Consultado em 22 de janeiro de 2026 
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  14. «Trump launches attack on Starmer as UK-US tensions mount». Financial Times. Consultado em 22 de janeiro de 2026 
  15. «Noruega diz que não participará de 'Conselho de Paz' criado por Trump». O Globo. 21 de janeiro de 2026. Consultado em 22 de janeiro de 2026 
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