Conectividade ecológica

Diagrama ejemplifica lo que puede ocurrir con las especies en un ambiente fragmentado, perdiendo conectividad.
Diagrama que representa o que pode ocorrer com as espécies em um ambiente fragmentado, que perde conectividade.

A conectividade ecológica é definida na Ecologia como a capacidade que uma população ou um conjunto de populações de uma espécie possui para se relacionar com indivíduos de outra população em um território fragmentado.

A conectividade ecológica pode também ser definida como a capacidade de ecossistemas similares se conectarem entre si em uma paisagem fragmentada. Esta conexão realiza-se mediante corredores ecológicos.

As principais características da conectividade ecológica são:

  1. É um atributo diferente para a cada espécie.
  2. É espacial.
  3. Mede as conexões funcionais entre ecossistemas no território.

O conceito de conectividade ecológica é complementar ao de fragmentação ecológica. Quanto maior a fragmentação, menor a conectividade.

Uma conectividade nula seria, por exemplo, aquela que ocorre entre ecossistemas insulares oceânicos.

A conectividade ecológica é utilizada como uma ferramenta na gestão de áreas naturais protegidas, como no caso do Artigo 10 da Diretiva de Habitat da União Europeia, relativa à preservação dos habitats naturais e da fauna e da flora selvagens:

Quando julgarem necessário, no âmbito das respectivas políticas de ordenamento do território e de desenvolvimento, e especialmente a fim de melhorar a coerência ecológica da rede Natura 2000, os Estados-membros envidarão esforços para incentivar a gestão dos elementos paisagísticos de especial importância para a fauna e a flora selvagens. Estes elementos são todos os que, pela sua estrutura linear e contínua (tais como rios e ribeiras e respectivas margens ou os sistemas tradicionais de delimitação dos campos) ou pelo seu papel de espaço de ligação (tais como lagos e lagoas ou matas), são essenciais à migração, à distribuição geográfica e ao intercâmbio genético de espécies selvagens[1].

Consulte também

Referências

  • Françoise Burel et Jacques Baudry, Écologie du paysage. Concepts, méthodes et applications, Paris, TEC & DOC, 1999, 362 p.
  • Bennett G. et Wit P. (2001), The development and application of ecological networks, IUCN, 137 pages
  • Formam, R.T.T. and M. Godron. 1986. Landscape Ecology. John Wiley and Sons, Inc., New York, NY, USA.
  • Formam, R.T.T. 1995. Land Mosaics: The Ecology of Landscapes and Regions. Cambridge University Press, Cambridge, Uk.
  • Naveh, Z. and A. Lieberman. 1984. Landscape ecology: theory and application. Springer-Verlag, New York, NY, USA.