Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas

Conselho de Defesa do
Patrimônio Cultural de Campinas
(CONDEPACC)
A Estação Cultura, situada no complexo ferroviário tombado
pelo Processo 130/2014,[1] é a sede do CONDEPACC.
Organização
Natureza jurídica órgão consultivo, propositivo e deliberativo
Atribuições Promover a defesa e proteção do patrimônio histórico, artístico, estético, arquitetônico, arqueológico, documental e ambiental do município de Campinas
Dependência Secretaria Municipal de Cultura e Turismo
Chefia Alexandra Caprioli, Presidente
Herberto Aparecido Guimarães, Vice-presidente
Documento institucional Decreto 9.546/88
Localização
Sede Pça Marechal Foriano Peixoto, s/n - Estação Cultura
Histórico
Criação 17 de dezembro de 1987 (38 anos)
Sítio na internet
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O Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (CONDEPACC) é um órgão consultivo, deliberativo e propositivo subordinado à Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura de Campinas,[2] município do interior paulista. O Conselho é responsável pela política de preservação Cultural da cidade de Campinas,[3] desde sua fundação em 1987.[4]

Competência

Conforme o artigo 2º da Lei Municipal 5.885/1988,[3] compete ao CONDEPACC:

  1. Definir a política municipal de defesa e proteção do patrimônio cultural, compreendendo o histórico, artístico, estético, arquitetônico, arqueológico, documental e ambiental do Município;
  2. Coordenar, integrar e executar as atividades públicas referentes a essa política;
  3. Proceder a estudos para elaboração e aperfeiçoamento de recursos institucionais e legais, genéricos ou específicos, para os fins dessa política;
  4. Sugerir aos poderes públicos estadual ou federal medidas para cumprimento das exigências decorrentes da execução dessa política, inclusive a modificação da legislação em vigor;
  5. Efetuar, sempre que necessário, gestões junto a entidades privadas, solicitando-lhes a colaboração na execução da política de que trata o item I deste artigo;
  6. Elaborar o seu regimento interno; (Ver Decreto nº 9.546 , de 30/06/1988)

No entanto, desde sua fundação, a atuação do conselho teve maior ênfase com relação ao patrimônio cultural, conforme disse Antônio Augusto Arantes Neto, diferenciando-se de seus congêneres na esfera estadual (CONDEPHAAT) e federal (IPHAN), cujos objetivos se voltam ao patrimônio material, desde sua fundação.[5]

Composição

O CONDEPACC não é um órgão público tradicional como uma secretaria municipal, por exemplo, embora seja vinculado a uma. Seu principal traço distintivo é sua composição mista: Presidido pelo Secretário Municipal da Cultura e Turismo de Campinas, é composto por 28 outros conselheiros, oriundos de universidades (Unicamp e PUC Campinas), de organizações da sociedade civil (p. ex., IAC ACL AEAC IAB OAB, entre outros), de outros conselhos municipais, bem como da própria Prefeitura Municipal.[3]

Referências

  1. CAMPINAS (legislação) (16 de junho de 2014). «Resolução 130/2014». Biblioteca jurídica da Prefeitura Municipal de Campinas. Consultado em 24 de abril de 2020 
  2. CAMPINAS (1 de janeiro de 2024). «Organograma da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.» (PDF). Prefeitura Municipal de Campinas. Consultado em 20 de agosto de 2025 
  3. a b c CAMPINAS (legislação) (17 de dezembro de 1987). «Lei 5.885, de 17/12/1987». Biblioteca jurídica da Prefeitura Municipal de Campinas. Consultado em 24 de abril de 2020 
  4. CAMPINAS (legislação) (30 de junho de 1988). «Decreto 9.546, de 30/06/1988». Biblioteca jurídica da Prefeitura Municipal de Campinas. Consultado em 24 de abril de 2020 
  5. MATTHES, Luiz A.F.; BERTINATO, Wania L. V. (2012). «Patrimônio em Campinas: a criação do CONDEPACC e as primeiras Resoluções de Tombamento - entrevista com o Prof. Dr. Antonio Augusto Arantes Neto». Revistas USP. Consultado em 24 de abril de 2020