Conde de Carcavelos
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| Pariato | |
| Criação | D. Luís I 16 de Fevereiro de 1889 |
| Tipo | Vitalício – 1 vida 1 renovação |
| 1.º titular | Francisco de Campos de Azevedo Soares |
| Linhagem | de Azevedo Soares (de Campos e Castro) |
| Títulos associados | Visconde de Carcavelos |
Conde de Carcavelos foi um título nobiliárquico criado por D. Luís I de Portugal, por Decreto de 16 de Fevereiro de 1889, em favor de Francisco de Campos de Azevedo Soares, antes 1.º Visconde de Carcavelos.[1][2][3]
História
Francisco de Campos de Azevedo Soares foi o 1.º Visconde e o 1.º Conde de Carcavelos.[4] O título de Visconde, em duas vidas, foi criado por Decreto de 16 de fevereiro de 1889, de D. Luís I, tendo-lhe sido posteriormente concedido o de Conde. Nasceu na Casa de Carcavelos, em Coucieiro (concelho de Vila Verde), a 22 de abril de 1818, e faleceu no mesmo local a 14 de outubro de 1901. Era filho do Dr. João Manuel de Azevedo Soares, senhor do vínculo de Carcavelos, capitão de auxiliares na Guerra Peninsular e magistrado, e de sua mulher, D. Antónia Luísa da Silva Campos.[2][3][4]
Jurista formado em Coimbra, exerceu advocacia e vários cargos administrativos e judiciais no Pico de Regalados e, depois de 1854, em Braga, onde foi também governador civil em 1862. Detinha diversas distinções honoríficas e integrou o Partido Progressista.[2][3][4]
A família Azevedo Soares descendia, por linha varonil legítima, de João Xavier Soares, capitão de Milícias da Ponte da Barca e fundador da Casa de Carcavelos, onde instituiu a capela de invocação de Nossa Senhora das Dores. João Xavier Soares nasceu na freguesia de São Paio de Sequeiros (Amares) a 12 de julho de 1737 e faleceu na Casa de Carcavelos a 18 de abril de 1803.[2][3]
Francisco de Campos de Castro de Azevedo Soares (1857–1928),[5] filho primogénito do 1.º Conde, foi 2.º Visconde e 2.º Conde. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, exerceu funções judiciais em Vila Franca do Campo, Mértola e Braga. Fidalgo-cavaleiro da Casa Real e sócio do Instituto Portuense de Estudos, foi senhor da Casa e quinta de Aldar. Os títulos de Visconde e de Conde foram-lhe confirmados como 2.ª vida por Decretos de 1879 e 1905.[2][3]
Armas
Brasão de armas concedido por D. Carlos I ao 1.º Conde, por Alvará de 29 de Julho e Carta de 24 de agosto de 1895: escudo partido, a 1.ª pala esquartelada, no 1.º quartel em campo de ouro uma águia de negro estendida e armada de vermelho; no 2.º quartel, em campo vermelho, uma torre de ouro cinzeirada pontuada de portas e ameias de azul carregada de oito cruzetas de ouro e acompanhada de uma urna de ouro aberta em sua porta vendo-se dentro um castelo de ouro aos seus contrários. A 2.ª pala cortada em faixa: na 1.ª em campo azul, um leão de ouro empunhando na torre dos ângulos uma flor de lis de prata; na 2.ª, em campo azul, três cabeças de leão de prata postas em roquete. Coroa de Conde, com timbre: uma águia de ouro. Suportes: dois grifos de ouro.[2][3]
Condes de Carcavelos (1889)
| # | Titular | Datas | Títulos | Notas |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Francisco de Campos de Azevedo Soares | 1818–1901 | 1.º Conde de Carcavelos[2] | Também 1.º Visconde de Carcavelos; Casou a 9 de outubro de 1854 com D. Eusébia Luísa Leite de Castro (1826–1896), senhora de várias propriedades herdadas do seu tio e primeiro marido, Francisco António Leite de Castro, e filha de João Álvares da Costa e de D. Maria Rosa Leite de Castro, de quem teve geração;[2][3][4] |
| 2 | Francisco de Campos de Castro de Azevedo Soares | 1857–1928[5] | 2.º Conde de Carcavelos[6] | Também 2.º Visconde de Carcavelos; Casou em Braga, a 23 de fevereiro de 1884, com D. Maria Julieta Pereira Ferreira Felício (1865–1947), filha do 1.º Conde de São Mamede;[2][3][7][6] |
Representantes do título na República (1910)
| # | Titular | Datas | Títulos pretendidos | Notas |
|---|---|---|---|---|
| 3 | Nuno de Campos e Castro Pereira de Azevedo Soares | 1885–1955 | 3.º Conde de Carcavelos[2] | Filho primogénito dos 2.º Conde; Era bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra e chefe da Secretaria do Tribunal Judicial de Braga; Casou em Tui, a 20 de abril de 1912, com D. Maria Francisca Pais de Sande e Castro de Sequeira,[6] que nasceu em Celorico da Beira a 17 de outubro de 1886, filha do Dr. António Manuel Teixeira de Sequeira, magistrado e comendador da Ordem de Cristo, e de sua mulher, D. Leonor Maria das Dores Pais de Sande e Castro;[2][3][6] |
| 4 | Francisco Maria Pais de Sequeira de Campos e Castro | 1913[3]–? | 4.º Conde de Carcavelos[2] | Único filho do anterior;[6] Nasceu em Pau, na França;[6] Era licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra e chefe da Secretaria do Tribunal do Trabalho de Braga; Casou em Braga, a 19 de agosto de 1939, com D. Maria Manuela de Magalhães Basto San Romão, que nasceu em Matosinhos, a 6 de agosto de 1916, filha de Diogo de São Romão e de sua mulher, D. Maria Helena Mamed de Magalhães Basto;[2][3][6] |
Referências
- ↑ "Nobreza de Portugal e do Brasil", Direcção de Afonso Eduardo Martins Zúquete, Editorial Enciclopédia, 2.ª Edição, Lisboa, 1989, Volume Segundo, pp. 480-1
- ↑ a b c d e f g h i j k l m Instituto Português de Heráldica (1985). Anuário da Nobreza de Portugal. 1. Lisboa: Edição do IPH. p. 301-305
- ↑ a b c d e f g h i j k Zuquete, Afonso Eduardo Martins (1960). Nobreza de Portugal. 2. Lisboa: Editorial Enciclopédia, Limitada. p. 480-481
- ↑ a b c d Portugal. Diccionario historico, chorographico, heraldico, biographico, bibliographico, numismatico e artistico. Editor João Romano Torres, Lisboa 1904
- ↑ a b «Notas Mundanas - Fallecimentos». Hemeroteca Digital Brasileira. O Jornal. 29 de agosto de 1928. p. 15. Consultado em 14 de novembro de 2025
- ↑ a b c d e f g da Silva Canedo, Fernando de Castro (1945). Descendência portuguesa de El-Rei D. João II. 2. Lisboa: Edições Gama, Limitada. p. 269-270
- ↑ «Casamento de Francisco Azevedo Soares Campos Castro e de Maria Julieta Felicio». pesquisa.adb.uminho.pt. Consultado em 14 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 18 de fevereiro de 2025
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