Conde de Armamar

Conde de Armamar é um título nobiliárquico criado pelo rei Filipe IV de Espanha | Filipe III de Portugal em Madrid, por Carta de 9 de Maio de 1639 a favor de Rui de Matos de Noronha pertencente à primeira nobreza e partidário de Filipe IV.[1]

Após a Restauração foi decapitado em 1641, conjuntamente com o Duque de Vila Real e outros nobres, no Rossio, em Lisboa, por chefiar, em nome de seu tio, o Arcebispo de Braga D. Sebastião de Mattos de Noronha, uma conspiração contra D. João IV. O título extingui-se depois da execução do seu primeiro titular.[2]

Referências

  • Redacção Quidnovi, com coordenação de José Hermano Saraiva, História de Portugal, Dicionário de Personalidades, Volume XI, Ed. QN-Edição e Conteúdos,S.A., 2004

Notas

  1. Direcção de Afonso Eduardo Martins Zúquete. Nobreza de Portugal e do Brasil. 2.ª Edição, Lisboa, 1989. [S.l.]: Editorial Enciclopédia, L.da. pp. Volume Segundo. 317 
  2. Nemésio, Maria Inês (2014). «Casamento, amizades e lógicas clientelares no contexto da Guerra da Restauração : as cartas de D. Joana de Vasconcellos e Menezes a D. Diogo de Lima». Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Via Spiritus : Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso. 21: 76. Consultado em 30 de janeiro de 2026. Rui de Matos de Noronha, primeiro e único conde de Armamar (...) D. Filipe III (IV) (...), em Julho de 1640, concedeu-lhe o título de conde de Armamar. O título foi extinto após a execução (cf. ZUQUETE, Afonso Eduardo Martins (dir., coord. e compil.) ― Nobreza de Portugal e do Brasil. Lisboa – Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia, 1989, Vol. II, p. 317).