Conde de Alto Mearim
Conde de Alto Mearim
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| Criação | D. Carlos I 1 de Setembro de 1891 |
| Ordem | Grande do Reino |
| Tipo | em vida |
| 1.º titular | José João Martins de Pinho |
| Linhagem | Lencastre, Pinho |
| Actual titular | José Roque de Pinho |
Conde de Alto Mearim é um título nobiliárquico criado pelo Rei D. Carlos I de Portugal por Decreto de 1 de Setembro de 1891 em favor de José João Martins de Pinho, 1.º Barão de Alto Mearim no Brasil.[1]
O nome do título é relativo a um troço do Rio Mearim, no Brasil.
História
O Conde de Alto Mearim distinguiu-se como literário e político, tendo sido Presidente de vários Institutos portugueses com ramos no Brasil, como o Liceu Literário Português.
Filho de João José de Pinho, neto dum tio-avô dos irmãos Passos Manuel, pai da 1.ª Viscondessa de Passos, e Passos José, e de sua mulher Rita Etelvina Martins de Azevedo, natural do Alto Mearim. Casou-se em primeiras núpcias com Isabel de Labourdonay Gonçalves Roque, filha de Boaventura Gonçalves Roque, 1.° Visconde de Rio Vez e irmão de Manuel António Gonçalves Roque, 1.° Visconde de Sistelo, com a qual teve cinco filhos e filhas, dos quais se destaca o varão primogénito Álvaro Roque de Pinho, 2.° Conde de Alto Mearim. Após a morte de Isabel, casou-se em segundas núpcias com a cunhada, Emília de Labourdonay Gonçalves Roque, com a qual teve uma única filha, Irene de Labourdonay Roque de Pinho, solteira e sem geração.
Condes de Alto Mearim
Título criado pelo Rei D. Carlos I por Decreto de 1 de Setembro de 1891 em favor de José João Martins de Pinho.
Titulares
- José João Martins de Pinho (1848–1900), 1.º Conde de Alto Mearim
- Álvaro Roque de Pinho (1880–1919), 2.º Conde de Alto Mearim
- José João Valdez Briffa Roque de Pinho (1907–1967), 3.º Conde de Alto Mearim
- Álvaro José de Carvalho Roque de Pinho (1938–2021), 4.º Conde de Alto Mearim
- José João Neto Rebelo Roque de Pinho (n. 1967), 5.º Conde de Alto Mearim e 2.º Visconde de Rio Vez[2]
Armas
Armas de mercê nova. Escudo partido: na 1.ª pala, em campo de prata uma formiga de negro; na 2.ª pala, partido sendo I - Lencastre, com as armas do Reino, um escudo de prata, com cinco quinas de azul postas em cruz, cada qual com cinco besantes de prata postos em sautor, bordadura de vermelho carregada de sete castelos de ouro, acrescentadas de um filete de negro em contrabanda; II - em campo de prata 5 feridas, cada uma com 3 gotas, de vermelho postas em sautor. A formiga representa o trabalho, as armas de Lencastre a ascendência do titular e as feridas representam as Cinco Chagas de Cristo.
Referências
- ↑ "Nobreza de Portugal e do Brasil", Direcção de Afonso Eduardo Martins Zúquete, Editorial Enciclopédia, 2.ª Edição, Lisboa, 1989, Volume Segundo, pp. 260-2
- ↑ Registo de Títulos de Nobreza - Instituto da Nobreza Portuguesa

