Comunidade Presbiteriana do Cassai Ocidental
| Comunidade Presbiteriana do Cassai Ocidental | |
| Classificação | Protestante |
|---|---|
| Orientação | Reformada |
| Teologia | Calvinista |
| Política | Presbiteriana |
| Associações | Igreja de Cristo no Congo e Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas[1] |
| Área geográfica | República Democrática do Congo |
| Origem | 1982 (44 anos) Cassai Ocidental |
| Separado de | Comunidade Presbiteriana no Congo |
| Congregações | 496 (2006)[2] |
| Membros | 28.000 (2006)[2] |
A Comunidade Presbiteriana do Cassai Ocidental — em francês Communauté presbytérienne au Kasai occidental abreviada como CPKO — o nome oficial da comunidade cristã presbiteriana e reformada, popularmente conhecida como Comunidade Presbiteriana Reformada na África — em francês Communauté presbytérienne réformée en Afrique abreviada como CPEA. A CPKO é uma comunidade cristã presbiteriana e reformada da República Democrática do Congo. Integra a Igreja de Cristo no Congo (ECC), estrutura que reúne as comunidades protestantes históricas do país, preservando suas identidades confessionais e administrativas.[2]
Dentro da ECC, a Comunidade Presbiteriana do Cassai Ocidental é reconhecida como uma das comunidades-membro oficialmente registradas.[3]
História
A Comunidade Presbiteriana do Cassai Ocidental surgiu em 1982, em decorrência de uma controvérsia interna na Comunidade Presbiteriana no Congo (CPC). O conflito teve origem em tentativas, por parte de lideranças da Igreja de Cristo no Congo, de introduzir um modelo de governo episcopal em comunidades historicamente organizadas segundo o sistema presbiteriano.[4]
Embora a Assembleia Geral da CPC tenha rejeitado a proposta, o pastor Jean Bakatushipa, então uma das principais lideranças presbiterianas da região, manifestou apoio à adoção do episcopado e foi consagrado bispo. Em resposta, a Assembleia Geral da CPC decidiu por sua excomunhão.[4]
Após o episódio, Bakatushipa e seus seguidores inicialmente se vincularam à Comunidade Presbiteriana de Cassai Oriental. Posteriormente, decidiram constituir uma nova comunidade presbiteriana autônoma, dando origem à Comunidade Presbiteriana do Cassai Ocidental.[4]
Diferentemente de outras divisões ocorridas no contexto protestante congolês, essa cisão não foi acompanhada de disputas judiciais ou conflitos institucionais prolongados. O pastor Jean Bakatushipa evitou ações legais contra sua antiga comunidade e, ao longo dos anos, tem defendido publicamente a reconciliação e a restauração da unidade entre os presbiterianos da República Democrática do Congo.[5]
Organização e atuação
A comunidade desenvolve atividades pastorais, educacionais e sociais, especialmente na região do Cassai. Entre suas principais áreas de atuação está a administração de escolas confessionais, reconhecidas pelas autoridades locais.[6]
Estatísticas
Em 2006, a Comunidade Presbiteriana do Cassai Ocidental contava com aproximadamente 28.000 membros, distribuídos em 496 igrejas organizadas.[2]
Doutrina
A comunidade segue a tradição reformada, fundamentada na teologia calvinista, embora aceite o sistema episcopal.[2]
Relações intereclesiásticas
A Comunidade Presbiteriana do Cassai Ocidental é membro da Igreja de Cristo no Congo e da Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas.[1]
Referências
- ↑ a b «Member Churches». Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas. Consultado em 28 de dezembro de 2025
- ↑ a b c d e «Communauté presbytérienne au Kasai occidental». Reformed Online. Consultado em 28 de dezembro de 2025
- ↑ «Liste des communautés membres de l'Église du Christ au Congo». Église du Christ au Congo. Consultado em 28 de dezembro de 2025
- ↑ a b c Robert Benedetto; Donald K. McKim (2010). Historical Dictionary of the Reformed Churches. Grand Rapids, Michigan: [s.n.] pp. 88–90
- ↑ Encyclopedia of World Christianity. Oxford: Oxford University Press. p. 668
- ↑ «Kasaï Central: le représentant légal de la 57e CPKOC fixe l'opinion sur la gestion de ses écoles». Les Médias. 9 de agosto de 2022. Consultado em 28 de dezembro de 2025