Compsocerus violaceus

Besouro-viola
Compsocerus violaceus
Fotografia de C. violaceus em Santa Fé, Argentina.
Fotografia de C. violaceus em Santa Fé, Argentina.
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Coleoptera
Subordem: Polyphaga
Infraordem: Cucujiformia
Superfamília: Chrysomeloidea
Família: Cerambycidae[1][2]
Subfamília: Cerambycinae[3]
Tribo: Compsocerini[3][4]
Género: Compsocerus
Espécie: C. violaceus
Nome binomial
Compsocerus violaceus
(White, 1853)[1]
Distribuição geográfica
O besouro C. violaceus está distribuído em parte da região neotropical (em verde, no mapa), na Bolívia, Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai.[3]
O besouro C. violaceus está distribuído em parte da região neotropical (em verde, no mapa), na Bolívia, Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai.[3]
Sinónimos
Orthostoma violaceum White, 1853
Orthostoma igneum White, 1853
Compsocerus igneus (White, 1853)
Compsocera aulica Thomson, 1860
Compsocerus aulicus (Thomson, 1860)
Orthostoma aulicus (Thomson, 1860)
Orthostoma thyrsophora Burmeister, 1865
Compsocerus thyrsophorus (Burmeister, 1865)
(BioLib.cz)[2]

Compsocerus violaceus é um inseto da ordem Coleoptera e da família Cerambycidae,[1] subfamília Cerambycinae; um besouro cujo habitat são as florestas tropicais da região neotropical meridional, na Bolívia, Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai.[3] A espécie, descrita em 1853 por Adam White com a denominação Orthostoma violaceum,[1][2] na obra Catalogue of coleopterous insects in the collection of the British Museum (sua localidade de coleta em Rio Grande, Rio Grande do Sul),[5] é o mais conhecido dentre os miméticos besouros-viola por ser uma coleóbroca[6] considerada "praga agrícola", atacando árvores de diferentes espécies, incluindo acácias, eucaliptos, salgueiros, figueiras, árvores cítricas,[7] pessegueiros[8] e pereiras;[7] o adulto apresentando tufos negros em suas longas antenas, com o corpo avermelhado e élitros em tons metálicos azulados ou esverdeados,[4] geralmente sendo avistado entre os meses de novembro a janeiro em seu habitat, se alimentando de frutas, flores e seiva de troncos machucados.[7][9]

Descritor específico

O significado da palavra usada em seu descritor específico (violaceus), em latim, quer dizer "tingido de violeta", numa alusão ao reflexo de seus élitros em tons metalizados.[10]

Ligações externas

Referências

  1. a b c d «Compsocerus violaceus (White, 1853)» (em inglês). GBIF. 1 páginas. Consultado em 6 de dezembro de 2024 
  2. a b c «Compsocerus violaceus (White, 1853)» (em inglês). BioLib.cz. 1 páginas. Consultado em 6 de dezembro de 2024 
  3. a b c d «SubFamily Cerambycinae; Compsocerini» (em inglês). Cerambycidae Catalog. 1 páginas. Consultado em 6 de dezembro de 2024. violaceus (White, 1853) - Brazil, Bolivia, Paraguay, Argentina, Uruguay. 
  4. a b «Compsocerus violaceus (White, 1853), male» (em inglês). BioLib.cz. 1 páginas. Consultado em 6 de dezembro de 2024 
  5. Boheman, C. H.; Smith, Frederick; White, Adam (1853). «Catalogue of coleopterous insects in the collection of the British Museum» (em inglês). Biodiversity Heritage Library. p. 147. Consultado em 6 de dezembro de 2024 
  6. «coleóbroca». Michaelis - UOL. 1 páginas. Consultado em 6 de dezembro de 2024. ZOOL Denominação comum às larvas de coleópteros que brocam as árvores, em particular as que pertencem às famílias dos cerambicídeos, curculionídeos, bruquídeos e escolitídeos. 
  7. a b c Boll, Piter Kehoma (22 de fevereiro de 2013). «Sexta Selvagem: Besouro-guitarrista». Natureza Terráquea. 1 páginas. Consultado em 6 de dezembro de 2024 
  8. Garcia, Flávio Roberto Mello; Corseuil, Elio (1998–1999). «Flutuação populacional de cerambicídeos e escarabeídeos (Coleoptera) em pomares de pessegueiro no município de Porto Alegre, Rio Grande do Sul» (PDF). Revista da FZVA, v. 5/6, n.1. (Cerambycoidea.com). p. 70. Consultado em 6 de dezembro de 2024. As espécies Euphoria lurida, Gymnetes pantherina, Chydarteres striatus e Compsocerus violaceus destacam-se como os principais besouros causadores de danos em frutos de pessegueiro em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. 
  9. Alves, Eudes Maria Stiehl; Marins-Corder, Maisa Pimental (2009). «Biologia reprodutiva de Acacia mearnsii de wild. (Fabaceae) IV: visitantes florais». Revista Árvore, v.33, n.3 (SciELO). p. 445. Consultado em 6 de dezembro de 2024. Os visitantes florais da ordem Coleoptera, família Cerambycidae (Trachyderes sp. e Compsocerus violaceus) foram vistos predando ativamente as inflorescências de acácia-negra. 
  10. «violaceus, violacea, violaceum» (em inglês). Latin Dictionary and Grammar Resources - Latdict. 1 páginas. Consultado em 6 de dezembro de 2024. Definitions: violet-colored.