Complexo arqueológico de Durankulak

Complexo arqueológico de Durankulak
Археологически комплекс Дуранкулак
Complexo arqueológico de Durankulak
O tel do “Grande Ilha” e o sítio arqueológico
Localização atual
Complexo arqueológico de Durankulak está localizado em: Bulgária
Complexo arqueológico de Durankulak
Localização do sítio na Bulgária
Coordenadas 🌍
País  Bulgária
Região 73 km de Varna
Dados históricos
Fundação c. V milénio a.C.
Abandono c. Século 11 d.C.
Período/era Neolítico, Eneolotico, Idade do Bronze Tardia, Helenismo, Alta Idade Média
Notas
Escavações 1974-2005
2015-2025
Arqueólogos Henrieta Todorova
Ivan Vajsov
Vladimir Slavchev
Administração Ministério da Cultura da Bulgária

O Complexo arqueológico de Durankulak (em búlgaro: Археологически комплекс Дуранкулак) é um vasto sítio arqueológico situado junto ao lago de Durankulak, nas proximidades da aldeia homónima, no nordeste da Bulgária.

Os resultados das pesquisas arqueológicas na Grande Ilha de Durankulak demonstram uma continuidade topográfica excecional, evidenciada pela construção, no mesmo local e ao longo de milénios, de povoamentos e estruturas cultuais — desde a época pré-histórica (V–IV milénio a.C.) até à Alta Idade Média (séculos IX–XI).[1]

Essa continuidade espacial e cultural de longa duração representa um fenómeno raro no panorama arqueológico da Península Balcânica.[2] Pela sua singularidade, o sítio é frequentemente designado como a “Troia búlgara”, expressão que sublinha a sua importância excecional para a compreensão da estratigrafia cultural e da longa história de ocupação da região.[3]

História das pesquisas

As investigações arqueológicas em Durankulak tiveram início em 1974 e foram dirigidas por Henrieta Todorova, Kiril Botov e Todor Dimov[4]

Após 2015, as pesquisas passaram a ser conduzidas por Ivan Vajsov e Vladimir Slavchev.[5] A introdução de padrões documentais uniformes (diários digitais, fotogrametria, registo georreferenciado) e a atualização da análise estratigráfica do tell da “Grande Ilha” estabeleceram uma continuidade entre as pesquisas clássicas de Henrieta Todorova e os métodos modernos da arqueologia, garantindo a continuidade científica no estudo de um dos mais importantes assentamentos pré-históricos do Sudeste da Europa.

Localização

Grande Ilha de Durankulak, vista aérea de 2020, vista do sul

O tell da “Grande Ilha” situa-se na parte ocidental do lago de água doce de Durankulak, a cerca de 2 km a sudeste da aldeia de Durankulak (município de Šabla, província de Dobrich). O assentamento pré-histórico encontra-se a aproximadamente 2 km da atual linha costeira do Mar Negro, a 187 km a sul da foz do Danúbio junto à cidade de Sulina (Roménia) e a 115 km do importante sítio pré-histórico de Baia-Hamangia (também na Roménia). A sua posição geográfica na Dobruja nordeste coloca o sítio nas imediações de importantes vias de comunicação e espaços culturais pré-históricos.

Atualmente, o sítio arqueológico é valorizado para fins turísticos e é de fácil acesso. Localiza-se nas proximidades da estrada costeira internacional E87, que liga Varna a Constança. Um caminho parcialmente asfaltado conduz ao sítio, e o acesso à ilha faz-se por uma ponte de madeira que atravessa o lago.

A leste da Grande Ilha, sob o nível atual das águas do lago de Durankulak, estende-se um vale seco bem marcado — uma depressão geomorfológica que corresponde a uma falha geológica com orientação sudoeste–nordeste. Este vale tem início na área da aldeia de Vaklino e é identificado como o perfil do chamado rio Šabla — um curso de água sazonal com meandros bem desenvolvidos. O rio tem cerca de 30 km de comprimento, nasce a norte da aldeia de Tvarditsa (província de Dobrich) e apresenta uma profundidade média de cerca de 12 m.

O vale do Šabla desempenha uma função hidrológica e geomorfológica importante na Dobruja nordeste, canalizando as águas superficiais e subterrâneas de uma vasta parte do planalto da Dobruja para o lago de Durankulak. A sua bacia hidrográfica cobre cerca de 95 km².

Do ponto de vista geológico, o vale integra uma zona mais ampla de deslocamento tectónico — a linha estrutural Vranino–Nejkovo–Tvarditsa–Bežanovo–Vaklino–Durankulak. Esta estrutura favoreceu a formação de vales secos e de áreas deprimidas com um regime hídrico estável, como o lago de Durankulak.

De uma perspetiva geoarqueológica, a presença deste corredor hidrografia, aliada às condições naturais da paisagem cársica, criou pressupostos favoráveis para uma ocupação humana contínua desde a Pré-História. As oscilações paleoclimáticas do nível das águas (Holoceno) originaram camadas sedimentares ricas em informação estratigráfica, contendo vestígios arqueológicos, pólen vegetal, microfósseis e outros indicadores paleoambientais.

Do ponto de vista ecológico, estas depressões tectónicas favorecem o desenvolvimento de biotopos específicos, integrados na rede ecológica Natura 2000, exigindo estratégias modernas de proteção integrada do património cultural e natural do lago de Durankulak.

Sítios arqueológicos

A Grande Ilha

O tell da “Grande Ilha”[6][7] compreende três sítios: o tell de Durankulak – Grande Ilha, Durankulak – Necrópole e Durankulak – “zona agrícola”.

Na Grande Ilha estão documentados assentamentos do Eneolítico antigo – cultura Hamangia (fases III–IV), do Eneolítico tardio – cultura de Varna, bem como fossas cultuais e uma área sacrificial do período proto- e do início da Idade do Bronze – cultura Cernavodă I e III. Para a Idade do Bronze tardia foi identificada uma fortificação/assentamento[8] da cultura Coslogeni (complexo cultural Sabatinovka–Noua–Coslogeni[9]

A estes contextos juntam-se edifícios da Antiguidade, incluindo um templo rupestre dedicado à deusa Cibele, bem como um assentamento protobúlgaro altomedieval com várias rotundas, ativo do século IX até ao início do século XI d.C.[10]

A espessura total das camadas culturais varia entre 3,20 e 3,50 m. O tell apresenta sete horizontes estratigráficos, dos quais seis (I–VI) foram completamente investigados.

Os materiais arqueológicos provenientes da Grande Ilha de Durankulak encontram-se conservados em várias instituições museológicas e científicas de relevo. Os principais conjuntos estão depositados no Museu Histórico Regional de Dobrič (RIM–Dobrič), no Museu Nacional de História em Sófia (NHM–Sófia) e no Instituto Arqueológico Nacional com Museu da Academia Búlgara das Ciências (NAIM–BAN). Parte dos achados é igualmente apresentada em exposições temporárias em centros culturais locais, incluindo a casa da cultura da aldeia de Durankulak e o “Centro Verde” da cidade de Šabla. Isto assegura tanto a acessibilidade científica como a interpretação e divulgação local do património arqueológico.[11]

Assentamento do Eneolítico antigo (4800/4780–4550/4450 a.C., (cultura Hamangia)

Tell de Golemija Ostrov (“Grande Ilha”) e sítio arqueológico. A mais antiga arquitetura em pedra do continente europeu (c. 4500 a.C.)
Grande Ilha junto a Durankulak. Vista aérea dos edifícios escavados do Eneolítico antigo e tardio (V–IV milénio a.C.): 1 – “edifícios do Eneolítico tardio” – cultura de Varna; 2 – “edifícios do Eneolítico antigo” – cultura Hamangia[12]

A Grande Ilha junto a Durankulak foi ocupada no início do V milénio a.C.. Neste período surgiu o primeiro assentamento, portador da mais antiga arquitetura em pedra da Europa continental. O local foi escolhido como um dos “centros administrativo-políticos” do Eneolítico antigo da cultura Hamangia. Considera-se que o assentamento desempenhava igualmente funções de controlo das trocas e da circulação de matérias-primas de elevado valor.

É particularmente relevante o facto de que, nessa época, o lago de Durankulak ainda não existia. No seu lugar corria um rio, cujos meandros moldavam a estrutura característica da paisagem regional. A Grande Ilha constituía então um dos afloramentos rochosos ao longo da margem ocidental desse curso de água[13] É muito provável que edifícios deste primeiro assentamento se estendessem também ao longo desse antigo rio, numa área atualmente submersa sob o nível das águas do lago de Durankulak.

Prospeções geofísicas realizadas na margem ocidental do lago revelaram ainda indícios de uma zona habitacional adicional ao longo da margem norte de um pequeno afluente — um tributário ocidental do rio que corria junto à Grande Ilha.[14]

Na necrópole pré-histórica associada foram identificadas 390 sepulturas da fase Hamangia III e 164 sepulturas da fase Hamangia IV/Varna I.[15] Este elevado potencial demográfico pressupõe uma área de povoamento mais extensa do que a até agora identificada na Grande Ilha. Por esse motivo, as investigações geofísicas e arqueológicas continuam a concentrar-se na identificação de edifícios ainda não localizados, tanto na margem ocidental como no fundo do lago.

Durante as escavações verificou-se que toda a superfície da ilha foi previamente nivelada, antes da construção dos primeiros edifícios, com um aterro de material rochoso finamente fragmentado, de coloração avermelhada, e argila cinzenta de tipo pradial-palustre.[16] Este estrato cobria completamente a base rochosa do terreno. Tais obras exigiram uma mão de obra numerosa e organizada, indicando uma administração fortemente centralizada.

A disposição dos edifícios e as técnicas construtivas indicam um sistema de povoamento previamente planeado, caracterizado por:

  • uma rede de ruas retilíneas com até 1,50 m de largura;
  • uma separação funcional entre edifícios representativos e estruturas económicas;
  • uma orientação norte–sul da edificação.

Até ao momento foram identificados seis edifícios do Eneolítico antigo da cultura Hamangia na Grande Ilha: n.º 5/VIII–VII, n.º 8/VIII–VII, n.º 12/VII, n.º 13/VII, n.º 24/VII e n.º 25/VIII–VII. Cinco deles encontram-se preservados in situ, com as fundações originais em pedra integralmente conservadas.

A vida no assentamento do Eneolítico antigo na Grande Ilha terminou abruptamente em consequência de um terramoto devastador, de intensidade IX grau na Escala Medvedev-Sponheuer-Karnik (MSK-64).[17] As primeiras vibrações, mais fracas, desencadearam um grande incêndio que obrigou os habitantes a abandonar o assentamento, embora tenham conseguido salvar uma parte significativa dos seus bens domésticos.

Considera-se que o sismo catastrófico resultou da ativação da zona de falha entre Šabla e Kaliakra, uma das áreas sismotectónicas mais perigosas da parte ocidental do Mar Negro. Os fortes abalos subsequentes conduziram à destruição total dos edifícios, que nunca mais foram reconstruídos.

Assentamentos do Eneolítico tardio (4450/4400–4250/4150 a.C., cultura de Varna)

Vasos cerâmicos eneolíticos provenientes da Grande Ilha (“Golemija Ostrov”) junto a Durankulak
Figurina antropomórfica em argila proveniente do edifício 18/V, tell da Grande Ilha (Golemija Ostrov), Eneolítico tardio, cultura de Varna. Encontrada in situ no pavimento do edifício

Após uma breve interrupção, a vida na Grande Ilha retomou-se durante o Eneolítico tardio. Nesta fase desenvolveu-se um grande assentamento. Em contraste com o período precedente da cultura Hamangia, os edifícios da cultura de Varna são, em geral, de menores dimensões. Como material de construção foram utilizadas pedras provenientes das estruturas destruídas das fases anteriores. Na edificação das novas casas foram igualmente reutilizados alguns muros ainda visíveis de edifícios mais antigos. Isto explica a continuidade observável na planimetria e na orientação do povoado.

A mistura da população com grupos provenientes do interior do território levou à introdução de novas técnicas construtivas. Os edifícios da cultura de Varna apresentam, regra geral, planta retangular e estão orientados com o lado mais comprido no sentido norte–sul, embora existam algumas exceções. A maioria das casas possui um compartimento principal com lareira central e um forno adossado à parede oriental. Estes fornos são aproximadamente quadrados; o piso é constituído por pequenas lajes de pedra, repetidamente recobertas por uma nova camada de argila amarela. As casas dispõem ainda de um vestíbulo separado do espaço principal por uma parede de argila. Os acessos da maioria dos edifícios localizam-se no lado meridional.

O assentamento do Eneolítico tardio na Grande Ilha apresenta uma planificação claramente estruturada. Os edifícios estão dispostos em três filas paralelas orientadas este–oeste. As casas são separadas por ruelas estreitas e por espaços abertos mais amplos. Frequentemente, os edifícios agrupam-se em complexos de clã ou familiares, no interior dos quais se destacam construções maiores e mais representativas, com função sagrada e/ou pública, como os chamados “edifícios senhoriais”, entre os quais se inclui o edifício 9/IV.

O assentamento atravessou diversas fases de reestruturação, provavelmente causadas por sismos locais ou incêndios. Daí resultaram também edifícios com orientações diferentes, por exemplo nordeste–sudoeste, testemunhando a capacidade de adaptação dos habitantes a condições alteradas.

Assentamentos da Idade do Bronze tardia (séculos XII–XIV a.C.[19])

Durankulak, encosta meridional. Assentamento da Idade do Bronze tardia. Ao fundo observam-se partes da ponte flutuante, hoje desaparecida, que ligava o continente à Pequena Ilha.
Durankulak. Vaso cerâmico da Idade do Bronze tardia (cultura Coslogeni)

No final do século XII a.C., na encosta meridional da Grande Ilha, foi fundado um assentamento cuja origem é relacionada com grupos (proto-trácios?) provenientes do norte, associados à cultura Coslogeni. O povoado estendia-se por terraços ao longo das encostas meridional e ocidental. O terraço superior foi artificialmente criado pelos habitantes; sobre ele foi construída uma robusta muralha de pedra que protegia o assentamento pelo lado norte.

O assentamento da Idade do Bronze tardia apresenta duas fases de desenvolvimento — fase A e fase B. Os edifícios de ambas as fases são de pequenas dimensões e possuem uma abside numa das extremidades. As fundações das paredes são constituídas por várias fiadas de lajes de pedra.

O templo de Cibele e outros vestígios da Antiguidade (séculos IV–II a.C.)[20][21]

Templo de Cibele, vista do sul (1994)
Durankulak – Grande Ilha, laje cultual da deusa Cibele

O templo rupestre da deusa anatólica (frígia) Cibele — mãe dos deuses e de todos os seres vivos — localiza-se na encosta meridional da Grande Ilha, junto a Durankulak. O templo situa-se numa área com relevo em terraços, articulado em dois níveis:

  • terraço superior — artificialmente criado durante a Idade do Bronze tardia;
  • terraço inferior — formado naturalmente já no IV milénio a.C.

A formação do terraço inferior está associada à fase de ingressão do Mar Negro, isto é, a uma elevação do nível do mar que submergiu partes da área em torno da ilha. Nesse processo, o vale do rio que corria junto à ilha transformou-se numa lagoa (liman), e porções da ilha ficaram submersas.

Em resultado da ação prolongada da água e da erosão, formaram-se pequenas e grandes grutas na encosta da Grande Ilha. A maior delas foi posteriormente retrabalhada e transformada no templo helenístico de Cibele.

Nas paredes do santuário são visíveis marcas evidentes de ferramentas de trabalho da pedra, indicando intervenções humanas e um planeamento arquitetónico cuidadoso.

Estrutura interna do templo de Cibele

O templo foi escavado na rocha até uma profundidade de 25 m e tem uma largura que varia entre 6,40 e 8,15 m. O complexo compreende:

  • uma área cultual ao ar livre em frente à entrada;
  • um vestíbulo com frontão lapídeo;
  • um corredor de acesso escavado na rocha;
  • salas centrais separadas por um muro;
  • sala oriental com ábside, onde se encontrava o trono da deusa;
  • sala ocidental com altar sacrificial e canaletas para o escoamento do sangue dos animais oferecidos.

No altar está incisa uma canaleta para o escoamento do sangue sacrificial, que se acumulava numa cavidade profunda. As paredes do templo eram revestidas por um reboco de argila e cal de cor alaranjada; fragmentos dispersos foram encontrados durante as escavações.

O templo foi construído no final do século IV a.C. por colonos gregos de Callatis (atual Mangalia, Roménia). O período de uso mais intenso situa-se na primeira metade do século III a.C.; manteve-se em funcionamento até ao primeiro quartel do século II a.C. Provavelmente foi abandonado após o colapso de uma grande parte da abóbada da gruta, verosimilmente devido a um sismo.

Um episódio interessante está ligado ao cerco de Callatis (atual Mangalia, Roménia) pelo diádocos Lisímaco em 313/312 a.C.[22] Embora não seja demonstrável, é plausível que partes do seu exército — muitos soldados provinham de regiões da Ásia Menor onde Cibele era particularmente venerada — tenham visitado o templo na Grande Ilha, realizando aí sacrifícios. As pesquisas indicam que a importância do santuário aumentou após a retirada de Lisímaco e o restabelecimento da vida normal em Callatis. No templo e na necrópole próxima foram encontrados selos anfóricos de pólis gregas como Sinope, Tasos, Heracleia Pôntica, Rodes e outras, sinal de contactos comerciais renovados entre Kalatis e o Egeu, bem como a área do Mar Negro.

No início do século II a.C., o colapso da abóbada determinou o abandono definitivo do templo. Contudo, o local não ficou totalmente inutilizado: no século VI d.C., uma pequena comunidade tardo-antiga instalou-se sob a parte da abóbada que permanecera intacta, mas abandonou a área após um incêndio devastador. Com o tempo, também o restante trecho da abóbada ruiu e a cavidade foi-se enchendo, criando uma depressão naturalmente protegida. No século X aí surgiu um grande povoado protobúlgaro. Partes da muralha medieval passam diretamente sobre o antigo vestíbulo do templo e foram construídas com blocos helenísticos reutilizados e elementos do frontão.

No muro de um edifício próximo foi encontrada uma placa votiva com relevo da deusa Cibele, provavelmente recolhida pelos Protobúlgaros entre as ruínas do templo. Este e outros achados — terracotas e fragmentos cerâmicos — confirmam de forma inequívoca a dedicação do santuário rupestre a Cibele.

Sob a encosta meridional da ilha, lateralmente ao templo, encontra-se um poço profundo de água potável no qual foram encontradas numerosas ânforas fragmentadas; algumas apresentam selos de Sinope, Tasos e outras pólis gregas. O poço fazia parte de um complexo económico, análogo a outro identificado aos pés da encosta sudoeste da ilha.

Assentamento protobúlgaro (séculos IX–XI)

O assentamento protobúlgaro na Grande Ilha, junto a Durankulak, foi completamente investigado entre 1976 e 1980. Os resultados foram publicados em 1989 no volume 1 da série Durankulak.[23]

Durankulak – Grande Ilha, planta do assentamento protobúlgaro altomedieval (séculos IX–XI).[24]

Trata-se, até ao momento, do único assentamento protobúlgaro na Bulgária totalmente escavado e publicado. Foi fundado em meados do século IX d.C. e manteve-se em funcionamento até ao início do século XI. Abrange o período da cristianização dos Búlgaros e o imediatamente posterior: o final do reinado do príncipe Boris I e as épocas de Simeão e Pedro.

É significativo que no assentamento tenham sido identificados pouquíssimos elementos pagãos. Pelo contrário, os arqueólogos assinalam uma rigorosa observância de práticas cristãs, incluindo as funerárias. Isto levanta a questão de saber se parte da população assentada já estaria cristianizada antes da migração, possivelmente nas áreas de origem na região da península da Crimeia.

O assentamento protobúlgaro na “Grande Ilha” é um dos maiores e o único completamente investigado do seu género na Bulgária. Compreende 240 edifícios, organizados em 15 grupos, ou seja, bairros. As partes norte e sul são separadas por uma ampla rua consolidada com cascalho de pedra triturada, o que permitia a sua utilização durante todo o ano.

Características gerais e estrutura

O assentamento protobúlgaro na Grande Ilha, junto a Durankulak, é o maior e o mais bem estudado do seu tipo na Bulgária. É composto por 240 edifícios, agrupados em 15 bairros, enquanto uma larga rua, reforçada com cascalho de pedra, separa o setor setentrional do meridional e garante a transitabilidade em todas as estações.

No setor sul foram descobertos vários edifícios circulares (rotundas), provavelmente com funções sagradas ou comunitárias. Em relação à cristianização, um destes edifícios — o n.º 58 — foi transformado em igreja; em torno dele foram postas a descoberto sepulturas cristãs. As fossas funerárias eram revestidas e cobertas com maciças lajes de pedra, típicas das práticas de enterramento cristãs mais antigas.

Arquitetura e filiação cultural

Os edifícios do assentamento são relativamente pequenos, semienterrados (50–80 cm), com muros de pedra e planta predominantemente retangular. Também os dispositivos de aquecimento — fornos e lareiras — eram construídos em pedra. A arquitetura revela uma estreita ligação com a variante “Prilawica” da cultura Saltovo-Maiaki na península da Crimeia. São típicos os edifícios redondos e ovais, semelhantes a iurtas, as técnicas construtivas e a tipologia da cultura material, incluindo as formas dos recipientes cerâmicos e dos fornos.

Ao mesmo tempo, algumas técnicas construtivas e elementos materiais testemunham interações e integração com a população eslava presente no contexto etnocultural local.

Origem e contexto histórico

Os dados arqueológicos do assentamento e da necrópole associada indicam que os habitantes provinham da área do norte do Mar Negro. A fundação em Durankulak é relacionada com o conflito entre Protobúlgaros e Cazares em avanço, que obrigou alguns grupos a migrar para sul.

Necrópole de Durankulak

A necrópole neolítica e calcolítica de Durankulak, com cerca de 1 200 sepulturas identificadas, é considerada uma das maiores necrópoles da Europa Sudoriental. Na área do cemitério existem setores ainda não investigados, onde se prevê a descoberta de novas sepulturas. De modo semelhante à necrópole calcolítica de Varna, também aqui foram encontradas sepulturas com ornamentos de ouro. Do ponto de vista cronológico, os achados áureos de Durankulak — datados do final do Eneolítico antigo (cultura de Hamangia IV) — são mais antigos do que os da cultura de Varna; por esse motivo, considera-se atualmente que representam o ouro trabalhado mais antigo da Europa.

Os resultados das investigações arqueológicas na necrópole de Durankulak fornecem informações de valor excecional sobre os costumes funerários, as normas rituais e a estrutura social das comunidades pré-históricas que habitaram a Dobruja durante o Neolítico tardio e o Calcolítico (c. 5200–4200 a.C.). A análise dos enxovais funerários, das posições dos corpos e das estruturas tumulares documenta uma clara diferenciação social já nesta fase precoce da história humana.

Parte dos achados mais importantes — incluindo figuras antropomorfas, cerâmica, instrumentos de cobre e de osso, bem como objetos de ouro — encontra-se exposta nas coleções permanentes do Museu Histórico Regional de Dobrich (RIM–Dobrich) e do Museu Histórico Nacional de Sófia (NIM–Sófia). Uma seleção limitada de objetos provenientes de contextos habitacionais e funerários é também apresentada na exposição temporária do Centro Educativo Verde de Shabla e na coleção da casa da cultura (chitalishte) de Durankulak.

As necrópoles de Durankulak — pré-históricas, antigas e medievais — foram investigadas entre 1976 e 1990 sob a direção da Prof. Henrieta Todorova, de Kiril Botov e de Todor Dimov. As pesquisas envolveram uma ampla equipa de especialistas — arqueólogos, antropólogos, arqueozoólogos e outros — provenientes da Bulgária, Rússia, Alemanha, Eslováquia, França e de outros países europeus.

Localização

A necrópole de Durankulak situa-se na margem ocidental do lago de Durankulak, cerca de 360 m a sudoeste do famoso tell pré-histórico da “Grande Ilha” (colina habitacional de Durankulak). Encontra-se na primeira terraça não sujeita a cheias de um braço lateral do rio Shabla, sobre um terreno relativamente elevado e bem drenado, adequado a uma utilização prolongada em diferentes períodos pré-históricos e históricos. O terreno inclina-se suavemente para leste, em direção ao lago, garantindo escoamento natural e proteção contra inundações.

Do ponto de vista geomorfológico, a área pertence ao planalto da Dobruja e caracteriza-se por depósitos loéssicos, bem como fluviais e deluviais, sobre os quais se formaram terraças e planícies aluviais. A primeira terraça não inundável, onde se localiza a necrópole, formou-se no Pleistocénico tardio e no Holocénico e oferecia condições particularmente favoráveis para a implantação de sepulturas.

Do ponto de vista estratigráfico, a necrópole abrange vários períodos. As sepulturas mais antigas remontam ao final do V milénio a.C. e pertencem à fase tardia da cultura de Hamangia (tipo Durankulak). Sobre elas encontram-se sepulturas de épocas antiga e medieval, que atestam a longa persistência do local como paisagem sagrada. Em alguns setores está documentada a sobreposição de sepulturas mais antigas por enterramentos de épocas posteriores.

Atualmente, a área da necrópole é de difícil acesso, coberta por arbustos baixos e vegetação herbácea. A ausência de infraestruturas cuidadas e de sinalização clara dificulta a sua identificação in situ. Apesar disso, o sítio possui elevado potencial científico e permanece de grande importância para futuras investigações. A área não foi totalmente explorada; nos setores ainda inexplorados aguardam-se novas sepulturas e estruturas.

Enxovais e estatuto social no Neolítico

A necrópole de Durankulak constitui uma base de dados arqueológicos excecionalmente rica e claramente estruturada, que permite reconstruir as dinâmicas da desigualdade social nas sociedades pré-históricas dos Balcãs durante o Neolítico tardio e o Eneolítico. Graças ao elevado número (mais de 1 200) e à boa conservação das sepulturas, representa um sítio-chave para a análise da estratificação social e da sua evolução ao longo do tempo.[26]

A presença ou ausência de determinados recursos económicos e de objetos nos enxovais funerários — ouro, cobre, armas, cerâmica e ornamentos — é interpretada como indicador do estatuto social dos indivíduos sepultados.[27] Estes dados atestam a existência de diferenças hierárquicas no seio da comunidade e remetem para processos de diferenciação social já em contextos pré-históricos.

Na literatura especializada é frequentemente avançada a hipótese de que a prosperidade económica nas sociedades pré-históricas poderia conduzir a uma estabilização temporária ou mesmo a uma redução das desigualdades sociais, enquanto as fases de crise económica favoreceriam o seu aumento. [28] Durankulak oferece uma rara oportunidade para observar o chamado “efeito de grupo” dos processos económicos sobre a estrutura social.[29]

Neste contexto, a necrópole de Durankulak permite acompanhar a relação direta entre o aumento da desigualdade social, as transformações estruturais e os indícios de conflitos sociais que caracterizam o final do Calcolítico.[30] Os dados arqueológicos confirmam que já nas sociedades pré-históricas o acesso desigual aos recursos naturais gerava assimetrias económicas que favoreciam a estratificação social.[31] A concentração desses recursos aumentava as condições para acumulação de riqueza, prestígio e legitimação de privilégios sociais.[32]

Este processo reflete-se nos enxovais e nas práticas de sepultamento, como o uso de matérias-primas “de luxo” (ouro, cobre), a presença de materiais “importados”, construções tumulares específicas, marcadores espaciais e rituais individualizados.[33]

Sepulturas eneolíticas na necrópole de Durankulak

Por volta do final do Eneolítico antigo (cultura de Hamangia, fase IV), observa-se na necrópole de Durankulak uma diferenciação relacionada com o sexo e a idade na construção das estruturas funerárias, manifestada na diferente profundidade das fossas de sepultamento. Os dados arqueológicos indicam que as sepulturas infantis eram escavadas em fossas mais superficiais, enquanto as sepulturas masculinas se encontravam em fossas mais profundas. Tal reflete, muito provavelmente, a atribuição de um significado ritual e uma valorização social associadas à idade e ao género dos indivíduos no seio da comunidade.[36] Esta tendência prossegue também durante o Eneolítico tardio (cultura de Varna).

Características antropológicas da população eneolítica

Na necrópole de Durankulak existem claros indícios arqueoantropológicos e culturais que indicam que, ao longo do Eneolítico tardio (cultura de Varna, c. 4500–4150 a.C.), ocorreu um processo de miscigenação entre a população local e grupos de migrantes provenientes do interior da Península Balcânica. Tal pode ser observado com base em:

  • diferenças morfológicas (documentadas pelos antropólogos envolvidos no estudo da necrópole);
  • variações nos rituais funerários, incluindo diferenças de orientação, posição e construção das sepulturas;
  • o aparecimento de tipologias de enxoval características de outras regiões, não atribuíveis à tradição clássica da cultura de Varna.

Estas observações indicam uma interação cultural e biológica, provavelmente associada a intensos processos demográficos, à troca de recursos e à mobilidade social no final do Eneolítico. Processos semelhantes foram igualmente documentados noutros importantes sítios arqueológicos, entre os quais:

  • a necrópole eneolítica de Varna, onde foram registadas diferenças no perfil biológico dos indivíduos sepultados em diferentes setores;
  • Gumelniţa (sul da Roménia), onde influências culturais ocidentais e meridionais caracterizam as tipologias cerâmicas e os ornamentos;
  • Blatnica (cultura de Hamangia, fase I), onde existem claros indícios de contactos interculturais e de rituais funerários mistos.

As investigações arqueogenéticas mais recentes corroboram estas hipóteses, demonstrando um aumento da diversidade genética nas populações balcânicas do Neolítico tardio e do Eneolítico, incluindo a introdução de componentes genéticas típicas da Europa Central e Oriental e da estepe pôntico-caspiana.

Enxovais funerários e estatuto social no Eneolítico

No estudo dos sítios pré-históricos faltam fontes escritas que, em períodos posteriores, fornecem informações fundamentais sobre a organização social e económica (rendimentos, propriedade, fiscalidade, estrutura social). Contudo, a arqueologia dispõe de um amplo conjunto de métodos indiretos que permitem reconstruir o estatuto social e a estratificação social.

No caso da necrópole de Durankulak, as principais fontes de conhecimento baseiam-se na análise quantitativa e qualitativa dos enxovais funerários. O estudo do número, da tipologia, do material e da complexidade das deposições permite retirar conclusões sobre o grau de prestígio social e, consequentemente, sobre a estrutura interna da comunidade.

Um exemplo particularmente significativo é a presença de ossos do asno-selvagem europeu (Equus hydruntinus) em cerca de 15 % das sepulturas do primeiro período Hamangia (Hamangia I–II). Nas fases seguintes (Hamangia III–IV e cultura de Varna), estes achados desaparecem completamente. Tal fenómeno pode refletir processos de transformação económica, nomeadamente a transição de uma economia mista, orientada para a caça e a pastorícia, para um sistema predominantemente agrícola, no qual o consumo de carne deixou de desempenhar uma função ritual ou associada ao estatuto social.

Outro claro indicador de mudança social é o aumento dos enxovais em cobre no final do Eneolítico. O número crescente destes objetos, bem como a sua concentração num número limitado de sepulturas, é interpretado como um indício direto do controlo dos recursos metalíferos, da metalurgia e da distribuição. Isto aponta para a formação de uma nova hierarquia baseada no monopólio dos recursos e no saber tecnológico.

A análise dos dados provenientes da necrópole de Durankulak evidencia claramente a dinâmica da estratificação social:

  • em Hamangia I–II, a percentagem de sepulturas sem enxoval atinge 35,2 %, indicando um sistema relativamente igualitário;
  • em Hamangia III, esta percentagem desce para 19,2 %, demonstrando a crescente importância de rituais funerários individualizados;
  • em Hamangia IV (Eneolítico antigo), observa-se uma acentuada concentração de riqueza em sepulturas individuais, sinal de uma diferenciação social emergente.

No início do Eneolítico tardio (Varna I, c. 4500–4400 a.C.) regista-se uma redução temporária das diferenças sociais, frequentemente interpretada como uma fase de prosperidade económica e equilíbrio social. No entanto, esta fase é de curta duração.

Em Varna II–III (c. 4400–4150 a.C.), a desigualdade social intensifica-se de forma evidente. Os enxovais de maior valor concentram-se fortemente num número reduzido de sepulturas; o cobre — e, ainda mais, o ouro — surge apenas em casos limitados, indicando claramente o seu controlo por uma elite. Esta evolução encontra paralelos diretos na necrópole de Varna.

Utilização dos recursos e estrutura social

Na fase eneolítica inicial (Hamangia IV), a maioria dos enxovais é constituída por materiais locais (osso, argila, pedra). Os materiais importados — sobretudo conchas como Spondylus ou Glycymeris — aparecem apenas esporadicamente.

Paralelamente, regista-se um aumento significativo do uso de cobre e ouro:

  • 42,3 % das sepulturas contêm objetos de cobre;
  • 9,6 % contêm objetos de ouro.

Particularmente significativo é o facto de 10 % do inventário funerário total estar concentrado em 60 % das sepulturas — um claro indicador de diferenciação social precoce. Enquanto na fase Varna I se observa uma ampla disponibilidade de materiais de prestígio (cobre em cerca de 40 % das sepulturas, ouro em cerca de 10 %), na fase Varna III a sua presença diminui drasticamente.

Sepulturas antigas e selos anfóricos

Necrópole de Durankulak. Estrutura lítica de forma cónica — tholos. Fossa n.º 144, período helenístico, colonização grega

Entre 1979 e 1990, na margem ocidental do lago de Durankulak, nas proximidades da aldeia de Durankulak, foi investigada uma grande necrópole que abrange cronologicamente as fases do Neolítico tardio, do Eneolítico e do início da Idade do Bronze. No decurso das pesquisas arqueológicas foram igualmente estudadas 41 sepulturas de época antiga, parte das quais se insere dentro dos limites da necrópole pré-histórica. Quatro destas sepulturas (n.os 341, 407, 419 e 441), localizadas na área do cemitério pré-histórico, foram escavadas em 1983. A numeração segue o sistema unificado de documentação da margem ocidental, que utiliza uma combinação de algarismos árabes e letras latinas para os quadrantes.

As restantes 37 sepulturas foram postas a descoberto em diferentes fases das investigações do assentamento tardo-neolítico de Durankulak–Nivata. Em 1983 foram registadas as sepulturas n.os 278, 280 e 282; em 1989 foram identificadas sepulturas adicionais: n.os 1–3, 5, 7–11, 13, 18–22, 24, 28–37, 41, 43, 45, 47, 52, 59–60 e 99.

Apenas a sepultura n.º 341 corresponde a uma cremação, enquanto todas as demais são inumações. Com base na morfologia e nas características construtivas, as sepulturas antigas podem ser divididas em cinco grupos principais:

  • Grupo I. Câmaras funerárias retangulares construídas com grandes lajes de pedra que cobrem o espaço sepulcral. Todos os esqueletos estão orientados para oeste. Exemplos: n.os 278, 280, 282, 5, 7, 10, 20, 21, 24, 30, 35, 36, 43, 52 (total: 14).
  • Grupo II. Fossas funerárias retangulares ou ovais escavadas no loess, com paredes verticais, por vezes cobertas por lajes de pedra ou pedras não trabalhadas. A posição da cabeça é sempre voltada para oeste. Exemplos: n.os 8, 18, 31, 32, 33, 34, 45 (total: 7).
  • Grupo III. Sepulturas sem cobertura de pedra, com paredes verticais e orientação variável (leste, norte, oeste). Exemplos: n.os 1, 2, 3, 9, 11, 13, 29, 41 (total: 8).
  • Grupo IV. Fossas retangulares ou trapezoidais com câmara lateral em nicho, fechada por lajes de pedra dispostas verticalmente (ortóstatos). A orientação varia (oeste, leste, norte). Exemplos: n.os 22, 28, 37, 47, 99 (total: 5).
  • Grupo V. Catacumbas com dromos e câmara, totalmente escavadas no loess, com profundidade de 1,00–1,20 m. Exemplos: n.os 19, 59, 60 (total: 3); dois esqueletos com a cabeça orientada a leste e um a oeste.

Em alguns casos observou-se reutilização secundária das câmaras funerárias, com deslocação lateral de restos ósseos mais antigos. Outras sepulturas apresentam deslocações ósseas sem deposições secundárias. Quase todas as sepulturas estão desprovidas de enxoval, circunstância atribuível, com grande probabilidade, a saques ocorridos já na Antiguidade.

Com base em critérios cronológicos e tipológicos, a maior parte das sepulturas antigas de Durankulak pode ser datada do período helenístico inicial. As catacumbas do Grupo V e parte das do Grupo IV estão provavelmente relacionadas com grupos tribais sármatas tardios, que habitaram temporariamente a área do lago.

Em Durankulak foram encontrados, no total, 84 selos anfóricos, aplicados nos cabos ou na zona do colo. Destes, 53 puderam ser datados. Com poucas exceções, pertencem todos à primeira metade do século III a.C.; um selo é ligeiramente mais antigo e quatro datam da segunda metade do mesmo século. Alguns conjuntos fechados de fossas contêm selos com um arco cronológico até 50 anos.

Os selos provêm dos seguintes centros de produção: Tasos — 28; Heracleia Pôntica — 2; Rodes — 24; Sinope — 24; Cós — 1; Quersoneso — 2; indeterminados — 10.

Bibliografia / Referências

Referências

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