Complexo Hospitalar Padre Bento
Complexo Hospitalar Padre Bento
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| Tipo | sanatório, hospital |
| Página oficial (Website) | |
| Geografia | |
| Coordenadas | |
| Localização | Guarulhos - Brasil |
| Patrimônio | bem tombado pela Prefeitura Municipal de Guarulhos, bem tombado pelo CONDEPHAAT |
O Sanatório Padre Bento, anteriormente chamado de Complexo Hospitalar São Paulo, foi uma casa de saúde para doentes mentais fundada por Antônio José Trindade.
Foi inaugurado no dia 5 de junho de 1931. No mesmo ano, foi adquirido pelo Governo do Estado de São Paulo, que o transformou em uma instituição para confinamento de portadores de hanseníase (conhecida como lepra na época) onde os doentes eram internados de forma compulsória.[1]
Fica situado entre os bairros de Jardim Tranquilidade e Gopoúva. Hoje o local é ocupado pelo Complexo Hospitalar Padre Bento e pelo Teatro Padre Bento.[1]
A construção foi tombada pela Prefeitura Municipal de Guarulhos em 2000.[2]
História
O isolamento de pessoas portadoras de hanseníase começou em 1923 quando a mesma era uma doença endêmica, contagiosa, deixava mutilações e não havia cura conhecida. Havia muito medo do contágio inclusive entre os médicos, e os pacientes sofriam preconceito. A lepra se constituía no símbolo de doença ultrajante e marginalizante, em especial por atacar a integridade externa do corpo.[1]
Na década de 1930, o governo de São Paulo construiu quatro asilos e o Sanatório Padre Bento. O conjunto era composto de casas, hortas, campo de futebol, quadra de basquete, cine-teatro, paróquia em área de 90.000 metros quadrados. A denominação é homenagem ao religioso Bento Dias Pacheco que dedicou parte da sua vida ao tratamento dos hansenianos.[1]
O teatro foi construído em 1936, projetado pelo engenheiro Francisco Palma Travassos, em arquitetura art déco, e os internos trabalharam em sua construção. Era utilizado exclusivamente pelos doentes em atividades de festa, cultura e lazer. Na década de 1960 foi abolida a internação compulsória. Hoje o conjunto encontra-se tombado pelo Conselho Municipal de Patrimônio Histórico.[1]
Referências
Bibliografia
- Revista de História da USP, números 127 e 128. Autora: Yara Nogueira Monteiro.
