Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp

Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp
(Comvest)
TipoÓrgão público
PropósitoRealização de exames vestibulares e processos seletivos para admissão na graduação e residências médicas
SedeCampinas, São Paulo,  Brasil
FiliaçãoUniversidade Estadual de Campinas
Diretor ExecutivoJosé Alves de Freitas Neto[1]
Organização de origemUniversidade Estadual de Campinas
Websitewww.comvest.unicamp.br

A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp, mais conhecida pela sua sigla Comvest, é um órgão da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), fundada no ano de 1986 em Campinas, no interior do estado de São Paulo, cujo objetivo principal é a realização dos exames vestibulares para admissão a essa instituição.[2][3][4][5]

A Comvest organiza o vestibular da Unicamp, processos seletivos de ingresso na graduação e nos processos de residências médicas.[6][7][8] O seu principal certame o vestibular da Unicamp, é realizado em duas fases, sendo o quarto maior vestibular do país por número de inscritos.[9][10][11][12]

História

Com o processo de redemocratização no Brasil, após o país passar por mais de duas décadas por uma ditadura militar, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), vislumbrava um processo maior de institucionalização, que passava pelo clivo de um processo vestibular próprio, escolhendo um perfil de aluno que adequa-sese ao perfil da universidade neste novo momento de país com a abertura política.[13] Essa nova fase de institucionalização passou pela gestão de dois reitores, José Aristodemo Pinotti e foi concluída na gestão de Paulo Renato Souza.[13]

Dando continuidade a esse objetivo à Unicamp desvinculou-se da Fundação Universitária para o Vestibular (FUVEST), fundando a Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) em 1986, que já preparou o vestibular de 1987, visando promover um vestibular que selecionasse estudantes com o seguinte perfil:[13]

  • capaz de exprimir-se com clareza;
  • capaz de organizar ideias;
  • capaz de estabelecer relações;
  • capaz de interpretar dados e fatos;
  • capaz de elaborar hipóteses e que demonstrasse domínio dos conteúdos das disciplinas do núcleo comum do 2º Grau.

Para atingir o objetivo, o primeiro vestibular era composto por:[13]

  • provas totalmente discursivas, em contraposição às provas em forma de testes de múltipla escolha;
  • primeira fase constituída de uma redação valendo 50 pontos (em 80) e de 12 questões gerais (física, química, matemática, biologia, história e geografia);
  • nota mínima 5,0 como parâmetro para o candidato passar da 1ª para a 2ª fase, diferente do que acontecia quando o vestibular era feito pela Fuvest que classificava para a 2ª fase em função do número de vagas de cada curso (três vezes o número de vagas);
  • segunda fase, também, totalmente discursiva, com 16 questões de cada uma das matérias do núcleo comum do 2º Grau (história, geografia, matemática, física, química e biologia);
  • a nota da primeira fase entraria no cômputo do resultado final, com peso 2.

Na década de 2000, expandiu-se para incorporar políticas de inclusão, como o Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (PAAIS) em 2004.[14][15][16] Em 2011, lançou o Programa de Formação Interdisciplinar Superior (ProFIS), programa voltado para estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas da cidade de Campinas, em que os ingressantes passam por um processo de ciclo básico na universidade, passando por disciplinas das áreas de ciências humanas, biológicas, exatas e tecnológicas realizar a escolha por um curso superior.[17][18]

No ano de 2017, na direção de Edmundo Capelas de Oliveira e sob mandato do reitor José Tadeu Jorge, a pedra fundamental do prédio da Comvest que foi projetado para ter 2.617 metros quadrados, foi lançado em uma solenidade.[19] Após dois anos, na gestão do reitor Marcelo Knobel e do diretor José Alves de Freitas Neto, conferindo à Comvest, por meio desse espaço, maior autonomia na organização de suas atividades, bem como a dispensa de custos adicionais anteriormente incorridos com a utilização de locais externos requisitados para a correção das provas.[8][20]

Solenidade de inauguração do prédio da Comvest.

Políticas de inclusão e cotas

A universidade aderiu às cotas étnicos raciais em 2017, para negros, pardos e indígenas, reservando 25% das vagas para os estudantes.[21][22] Também em 2017, a universidade aderiu ao Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) como uma das maneiras de ingresso na universidade, permitindo também que alunos premiados com medalhas olímpicas também garantissem vagas em cursos superiores.[23][24] Em 2018, o primeiro vestibular indígena, que atraiu mais de 600 estudantes, oferecendo 72 vagas em diversos cursos.[25][26]

A comissão também adaptou-se a crises, como a pandemia de COVID-19 em 2020-2021, quando manteve as provas garantindo a continuidade dos processos seletivos, adotando as medidas sanitárias de prevenção à disseminação da COVID-19.[27][28] Em 2024, a universidade aprovou cotas para pessoas com deficiência.[29][30] No ano de 2025, aprovou cotas para pessoas trans, travestis e não binárias, ampliando o escopo de diversidade.[31][32]

Atualidade

Atualmente, a Comvest, é responsável pelo quarto maior vestibular do país, quando se está falando do vestibular da Unicamp.[10][12] Sua aplicação tem uma abrangência em trinta e uma cidades no interior do estado de São Paulo e em seis capitais brasileiras.[33][34]

A prova é aplicada em duas fases, contendo 72 questões de múltipla escolha, cada uma com quatro alternativas e valendo um ponto.[34][35] Atingindo a nota de corte, a segunda fase é realizada em dois dias, no primeiro dia, sendo uma redação, seis questões de língua portuguesa e literatura; quatro questões interdisciplinares (ciências da natureza e inglês).[36] O segundo dia de é destinado à avaliação das disciplinas específicas, que variam conforme o curso escolhido pelo candidato, respondidas de maneira discursiva.[37] Cada curso exige três disciplinas específicas, selecionadas entre as seguintes áreas do conhecimento: matemática, física, química, biologia, história, geografia, sociologia e filosofia, contendo 18 questões.[36][38]

Diretores

Período Diretor Instituto Ref.
1986—1996 Jocimar Archangelo [nota 1] [40]
1996—1998 Paulo Sérgio Franco Barbosa Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo [41]
1998—2002 Maria Berdanete Marques Abaurre Instituto de Estudos da Linguagem [42]
2002—2009 Leandro Russoviski Tessler Instituto de Física Gleb Wataghin [43]
2009—2011 Renato Hyuda de Luna Pedrosa Instituto de Geociências [44]
2011—2013 Maurício Urban Kleinke Instituto de Física Gleb Wataghin [45]
2013—2017 Edmundo Capelas de Oliveira Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica [46]
2017—presente José Alves de Freitas Neto Instituto de Filosofia e Ciências Humanas [47]

Ver também

Notas e referências

Notas

  1. Formado em filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), Jocimar era diretor do cursinho Equipe, localizado na cidade de São Paulo, e foi escolhido por Paulo Renato para ser o primeiro diretor da Comvest.[39][4]

Referências

  1. Starlles, Wemder (6 de janeiro de 2021). «'A ciência foi a protagonista do vestibular', afirma diretor da Comvest». Guia do Estudante. Consultado em 28 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 7 de novembro de 2024 
  2. «"Prova de média para difícil", avaliam professores sobre 1ª fase da Unicamp 2026». Guia do Estudante. 26 de outubro de 2025. Consultado em 27 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 29 de outubro de 2025 
  3. Piva, Fernando (7 de março de 2024). «Conexão ADunicamp | #Ep 52 | O vestibular da Unicamp e as formas atuais de ingresso na universidade». AdUnicamp. Consultado em 27 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 27 de outubro de 2025 
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  5. Conner, Shawn (2024). «Admittedly Marginalized: Exhibitions of the Discourse of Affirmative Action on the Admissions Websites of Elite Universities in the United States and Brazil». Universidade de Indiana em Bloomington. Consultado em 29 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 29 de outubro de 2025 
  6. Wolff, Arion (1 de outubro de 2025). «UNICAMP 2026: inscrições abertas para Residência Médica». Estratégia MED. Consultado em 27 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 29 de outubro de 2025 
  7. Gonçalves, Gustavo (24 de outubro de 2025). «Como a Unicamp cobra as obras obrigatórias? Treine com estas questões». Folha de S.Paulo. Consultado em 27 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 29 de outubro de 2025 
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  9. Assis, Denize (17 de junho de 2012). «À frente do seu tempo». Universidade Estadual de Campinas. Consultado em 28 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 23 de março de 2025 
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