Colonel Sun

Colonel Sun
Capa da primeira edição britânica
Autor(es)Kingsley Amis
IdiomaInglês
País Reino Unido
GêneroEspionagem
SérieJames Bond
Arte de capaTom Adams
EditoraJonathan Cape
Lançamento28 de março de 1968
Páginas255
Cronologia
Licence Renewed

Colonel Sun é um romance de espionagem escrito pelo autor britânico Kingsley Amis sob o pseudônimo "Robert Markham". É o décimo quinto livro da série James Bond e o primeiro romance de continuação publicado depois da morte de Ian Fleming, o criador da série. A história acompanha o agente secreto britânico James Bond enquanto procura os sequestradores de M, seu superior no Serviço Secreto de Inteligência, e lida com um plano chinês de causar um grande incidente internacional e culpar o Reino Unido.

A Glidrose Productions, detentora dos direitos literários de Bond, decidiu publicar um novo romance do personagem com o objetivo de impedir que qualquer pessoa publicasse obras estreladas por Bond. Amis era um fã dos livros de Fleming e foi escolhido para o trabalho, inspirando-se em férias que passou nas Ilhas Egeias para criar uma ambientação e personagens realistas. Ele enfatizou intrigas políticas mais do os romances originais, porém manteve um formato e estrutura semelhantes aos de Fleming.

Colonel Sun foi publicado pela primeira vez no Reino Unido em março de 1968. Teve um bom desempenho comercial, porém a recepção da crítica foi mista, com muitos comentando que Amis não tinha o mesmo estilo de escrita de Fleming. A história foi serializada no jornal Daily Express no mesmo mês de lançamento e adaptada como uma tira em quadrinhos na mesma publicação em 1969. Alguns elementos do romance já foram adaptados em diferentes filmes da série cinematográfica de James Bond.

Enredo

M, o chefe do Serviço Secreto de Inteligência britânico, é violentamente sequestrado de sua casa durante uma ação em que o agente James Bond também é quase capturado. Este parte em busca de resgatá-lo, seguindo pistas que o levam até às Ilhas Egeias e um homem chamado Vrakonisi. No processo ele também descobre os complexos planos políticos e militares do coronel chinês Sun do Exército de Libertação Popular. Sun foi enviado para sabotar uma conferência de distensão sobre o Oriente Médio que a União Soviética está sediando. Sua intenção é atacar o local da conferência e usar os corpos de M e Bond para culpar o Reino Unido, levando a uma guerra mundial. Bond se encontra com agentes soviéticos em Atenas liderados pelo major Piotr Gordienko, com eles descobrindo que há um terceiro país envolvido por trás do sequestro e que também há um traidor na organização de Gordienko. Um ataque no quartel-general soviético mata todos os agentes exceto Ariadne Alexandrou, uma comunista grega. Gordienko, pouco antes de morrer, encoraja Bond e Ariadne a trabalharem juntos para impedirem Sun.[1]

Ariadne consegue persuadir Niko Litsas, um ex-guerrilheiro da resistência grega durante a Segunda Guerra Mundial e amigo de seu falecido pai, a lhes contar sobre o envolvimento de Von Richter, um criminoso de guerra nazista. Bond encontra o quartel-general de Sun, porém é capturado e brutalmente torturado por Sun. Ele descobre que Von Richter usará um morteiro para destruir a conferência. Sun ordenada que uma das mulheres na casa cuide de Bond, mas ela liberta uma de suas mãos e dá para ele uma faca. Bond esfaqueia Sun e então liberta os outros prisioneiros, com estes o ajudando a impedir Von Richter. Entretanto, Sun sobrevive e mata vários dos prisioneiros, mas acaba sendo morto por Bond. Os soviéticos agradecem Bond por salvar a conferência e se oferecem para condecorá-lo com a Ordem do Estandarte Vermelho, mas ele educamente recusa.[1]

Antecedentes e escrita

Amis se inspirou em umas férias que passou nas Ilhas Egeias para criar uma ambientação grega realista

Ian Fleming, o criador de James Bond, morreu em 12 de agosto de 1964, oito meses antes da publicação de seu último romance, The Man with the Golden Gun.[2][3][nota 1] A Glidrose Productions (atual Ian Fleming Publications), uma propriedade da família Fleming, ficou como executora literária de suas obras e publicou a coleção de contos Octopussy and The Living Daylights em junho de 1966.[5]

Glidrose descobriu que Bond não poderia ser protegido por direitos autorais. Desta forma, para evitar que outras pessoas publicassem livros de Bond, ela decidiu encomendar um novo romance para manter seus direitos.[6][nota 2] A empresa inicialmente entrou em contato com o autor James Leasor para que ele escrevesse um romance de continuação, mas Leasor recusou.[8] Em seguida então contrataram o autor Kingsley Amis.[9] Ann Fleming, a viúva de Fleming, não endossou nenhum outro trabalho de Bond, algo que ela enxergava como lucro sobre o trabalho de seu marido.[10] O jornal The Sunday Times chegou a pedir que ela escrevesse uma resenha do romance, mas sua crítica foi tão ácida que nunca foi publicada e talvez até fosse difamatória.[10][11] Ann também não gostava de Amis e disse:

Amis era conhecido pela Glidrose como um aficionado pelas obras de Fleming. A Jonathan Cape, a editora de Fleming, ficou tão preocupada em 1964 com o manuscrito de The Man with the Golden Gun que pediu que Amis o lesse e desse suas opiniões sobre se era viável para publicação. Ele foi pago 35 libras e quinze xelins, porém suas sugestões para alterações não foram usadas. A Jonathan Cape tomou essa atitude por achar que o romance não estava nos padrões de qualidade normais de Fleming.[5] Amis escreveu em 1965 o James Bond Dossier, uma análise crítica dos livros de Bond publicado sob seu próprio nome, e também The Book of Bond, um manual irônico para agentes em potencial publicado sob o pseudônimo Bill Tanner.[12] A autora Sally Beauman comentou que era "incomum, para não dizer inédito, para um autor estabelecido assumir o manto" do modo como Amis fez com Bond, porém ela também achou que "Bond [é] uma propriedade muito grande, e muito rentável, para ser colocada nas mãos de um desconhecido".[13]

O autor considerou vários lugares para a ambientação, mas foi persuadido pela Grécia depois de ter sido convidado por amigos que costumavam passar férias lá. Ele explicou:

Amis escreveu ao seu amigo Philip Larkin em maio de 1967 e mencionou que tinha finalizado o romance.[15] A Glidrose decidiu publicar o livro sob o pseudônimo de Robert Markham. O escritor Peter Fleming, irmão de Fleming, tinha sugerido George Glidrose, mas isto foi rejeitado.[5] Na época achava-se que o nome Markham poderia ser usado para todos os futuros romances de Bond, independentemente do autor, mas Colonel Sun foi o único publicado com esse pseudônimo.[16]

O romance se passa aproximadamente um ano após os eventos de The Man with the Golden Gun.[16] Fleming deu poucas informações sobre datas em suas obras, mas dois escritores identificaram linhas do tempo diferentes: John Griswold e Henry Chancellor, ambos os quais escreveram livros analisando as obras. Chancellor colocou os eventos de The Man with the Golden Gun em 1963, já Griswold foi mais preciso considerou que a história se passa entre novembro de 1963 e o final de fevereiro de 1964.[17][18][nota 3]

Desenvolvimento

Inspirações

Amis e sua esposa Jane passaram setembro de 1965 de férias na ilha grega de Spetses, com ele usando essa experiência para criar o pano de fundo de Colonel Sun.[19] O autor seguiu uma tradição de Fleming de usar o nome de pessoas que conhecia ou de ter visto nas suas pesquisas para o livro,[20] assim inspirou-se nos nomes daqueles que conheceu na Grécia. O nome do barco de Bond, The Altair, era o nome do barco que Amis e sua esposa usaram; "Legakis" e "Papadogonas", os colegas ficcionais de Ariadne, eram amigos que ajudaram Amis na Grécia, enquanto o médico que trata Bond no segundo capítulo foi nomeado em homenagem ao médico pessoal de Amis e Jane.[21]

Personagens

Raymond Benson, que escreveu romances de Bond entre 1997 e 2002, considerou que a versão de Amis do personagem era próxima daquela de Fleming e uma continuação natural do Bond desenvolvido nos últimos três romances de Fleming. Os eventos destes livros cobram um preço emocional em Bond: ele perde sua esposa em On Her Majesty's Secret Service, perde sua memória no Japão em You Only Live Twice e passa por uma lavagem cerebral, depois desprogramação e por fim quase morre por uma bala envenenada em The Man with the Golden Gun.[22] Benson também enxergou um lado sem senso de humor na versão de Amis, algo que Fleming usou em seus primeiros romances.[23]

O vilão principal é o coronel Sun Liang-tan, membro do Comitê de Atividades Especiais do Exército de Libertação Popular, bem como um sadista e torturador. Benson o chamou de uma "inclusão muito digna à saga de Bond".[24] Sun deseja poder sobre um indivíduo e a capacidade de lhe machucar apenas para infligir dor.[25] O historiador cultural Jeremy Black enxergou similaridades entre Sun e Julius No, o vilão chinês de Fleming de Dr. No. É mostrado que ambos os personagens não tem consideração pela vida humana.[26] John Dugdale, em uma resenha retrospectiva, chamou Sun de "a caricatura racial mais repulsiva de todas, um descendente de Fu Manchu e outros orientais diabólicos".[27]

O papel de M mudou em relação às obras de Fleming. Em vez da figura que instrui Bond sobre sua missão, ele se tornou a causa da missão. Os historiadores culturais Janet Woollacott e Tony Bennett consideraram que M não dá à missão de Bond sua perspectiva ideológica necessária, assim o duelo de Bond com Sun "torna-se pouco mais de uma disputa pessoal".[28] Amis não gostava de M e, como Donald Stanley da revista Life destacou, "passou um capítulo acabando com ele" em The James Bond Dossier.[29] Benson considerou que M causou uma resposta emocional no leitor por causa da mudança de seu estado normal, apenas negócios e semi-catatônico para sequestrado e drogado.[24]

Temas

Benson destacou um nível maior de intriga política presente em Colonel Sun quando comparado aos romances anteriores. Bond atua em conjunto com soviéticos contra os chineses, algo que Benson considerou uma demonstração do tema de manutenção da paz entre nações.[23] Black achou que o livro reflete as realidades do final da década de 1960, pois a China tinha desenvolvido uma bomba de hidrogênio em 1967 e a ruptura sino-soviética tinha ocorrido pelo decorrer de toda a década até culminar com o conflito fronteiriço sino-soviético em 1969. O romance reflete isso e mostra uma mudança do equilíbrio de poder mundial para longe das políticas bipartidárias da Guerra Fria.[30]

Black destacou uma tristeza emocional e social. Esta é uma reação à modernidade e lamentação pelo que foi perdido em seu lugar.[31] Amis, na Inglaterra, descreveu "a erupção feia da habitação moderna – vilas Tudor sem muito entusiasmo, bangalôs e caixas de dois andares com uma variação sem sentido de tábuas, tijolos e pavimentação irregular na frente de cada uma e a inevitável antena de TV brotando de cada telhado",[32] enquanto mais tarde escreveu como logo todo o ocidente terá uma cultura uniformizada, "um complexo de superestradas, barracas de cachorro-quente e neon, interrompido apenas pelo Atlântico".[33] Isto é similar à nostalgia de Fleming sobre Paris em "From a View to a Kill".[34]

Benson enxergou o desejo de vingança de Bond como um tema central. O enredo gira em torno da necessidade de vingança de Bond pela morte de amigos e o sequestro de M. Benson achou isso notável: "Bond é especialmente brutal em alcançar seu objetivo ... A vingança é muito satisfatória. Isto é Bond em seu mais durão".[23]

Recepção

Publicação

Colonel Sun foi publicado no Reino Unido em 28 de março de 1968 pela editora Jonathan Cape,[35] tendo 255 páginas e custando um guinéu.[36][nota 4] Apareceu como o segundo livro mais vendido da lista do Financial Times para os meses de março e abril de 1968.[35][38] As vendas do romance foram boas, com o jornalista e autor Eric Hiscock afirmando em 1980 que já tinha vendido mais de quinhentas mil cópias mundialmente.[39] A versão em brochura foi tão popular que teve dez tiragens em três anos.[40] Colonel Sun foi publicado nos Estados Unidos em 1º de maio de 1968 pela Harper & Row,[41] tendo 244 páginas.[42] Apareceu em junho de 1969 na lista de mais vendidos em brochura do The Washington Post na sétima posição.[43] No Brasil, foi publicado pela primeira vez pela Editora Record em 1970 com o título 007 Contra Pequim – A Volta de James Bond.[44]

Crítica

Colonel Sun teve uma recepção mista da crítica especializada, algo que Benson achou que ocorreu por causa dos estilos diferentes de Amis e Fleming.[45] Muitos críticos não avaliaram o romance apenas por seus próprios méritos, mas também em comparação aos anteriores.[nota 5] Roger Baker do The Times escreveu que o livro era um bom suspense, mas diferente, pois era uma recriação de Bond por Amis. Baker achou que a obra não incluía "a pátina do hedonismo sofisticado que fez de Bond o grande herói pop" e que carecia da "perversão fora do comum" de Fleming. Ele também achou que já que Amis estava escrevendo, "poderíamos, justificadamente, esperar um feliz rejuvenescimento ou, pelo menos, um desvio devastador do padrão Fleming. Não temos nenhum dos dois. É uma cópia pálida".[46] Malcolm Bradbury do The Guardian achou que o livro não era representativo de Fleming ou Amis,[48] enquanto Maurice Richardson do The Observer sentiu que o "impulso espontâneo" de Fleming estava ausente. Richardson também disse que Amis tentou manter o romance crível, porém "perdeu ... a ambientação particular de Fleming, especialmente aquela sensação contagiante e arrogante de bem-estar".[49]

S. K. Oberbeck do Chicago Tribune considerou que o personagem de Bond mudou ao ser escrito por Amis, sendo humanizado em "um homem de ética sensível", algo que achou que afetou adversamente a fórmula usada por Fleming.[50] Donald Stanley da revista Life não gostou muito das mudanças feitas em Bond, comentando que sua "a sordidez essencial está sendo substituída por algum tipo de humanismo diluído".[29] O dramaturgo Simon Gray, escrevendo para o The Times Literary Supplement, não gostou muito do romance, chamando o Bond de Colonel Sun "um impostor idiota cujos processos de pensamento artríticos seriam uma desvantagem em uma 'briga física' no bar".[36] Sally Beauman da revista New York reclamou que Bond estava muito sombrio e mais parecido com um personagem de Ingmar Bergman do que de Fleming.[13]

Vários críticos gostaram da interpretação de Amis do universo de Fleming.[nota 6] D. J. Enright da The Listener considerou que, em termos literários, "a herança [de Fleming] foi bem e apropriadamente concedida", dizendo que o romance era "Diversão boa e suja, uma vez lida e logo esquecida".[51] Alexander Muir do The Daily Mirror considerou "uma leitura emocionante, violenta, sádica e sexy".[47] Stanley elogiou Amis por emular "o celebrado efeito Fleming".[29] Charles Champlin do Los Angeles Times gostou do romance, afirmando que ele deixou "intactas as reputações dos Srs. Amis e Fleming", porém achou que "não tem o toque extravagante, escandaloso, ridículo e simbólico do artigo original".[41]

Bradbury achou que Colonel Sun "carece de uma retórica convincente... e os tradicionais arrepios de Fleming surgem apenas de forma silenciada",[48] já Oberbeck achou que Amis "nunca captura a batiza bizarra do ritmo de Fleming".[50] Richardson escreveu que o romance, como suspense, "é vigoroso, bastante emocionante, um tanto desordenado, um pouco trabalhoso".[49] Beauman considerou que Amis garantiu que todos os elementos tradicionais estavam presentes, como as localizadas exóticas, tiroteios, personagem feminina bonita e vilão forte; entretanto, escreveu que "o livro se arrasta e se torna um tédio". Ela atribuiu o fracasso do livro às "diferentes características dos autores".[13]

Adaptações

Colonel Sun foi serializado diariamente no jornal Daily Express entre 18 de março e 30 de março de 1968.[52][53] O romance foi adaptado como um tira em quadrinhos também no Daily Express. Foi escrita por Jim Lawrence e ilustrada por Yaroslav Horak, sendo publicada entre 1º de dezembro de 1969 e 20 de agosto de 1970; foi posteriormente revendida mundialmente.[54] A tira em quadrinhos de Colonel Sun foi republicada pela Titan Books em dezembro de 2005 e incluía River of Death, uma tira original de Bond que tinha sido publicada em 1969 antes de Colonel Sun.[55] A Titan relançou a tira em 2012 como parte da coleção The James Bond Omnibus Vol. 003.[56]

Elementos de Colonel Sun foram usados na série cinematográfica de James Bond produzida pela Eon Productions. O sequestro de M apareceu em The World Is Not Enough de 1999.[57] A Eon queria usar o nome coronel Sun Liang-tan como o vilão de Die Another Day de 2002, porém a Ian Fleming Publications insistiu no pagamento de royalties para o uso, assim o nome foi mudado para coronel Tan-Sun Moon.[58] Uma cena em que Bond é torturado em Spectre de 2015 foi inspirada diretamente por uma cena de Colonel Sun.[59]

Notas

  1. Seus livros publicados foram os romances Casino Royale em 1953, Live and Let Die em 1954, Moonraker em 1955, Diamonds Are Forever em 1956, From Russia, with Love em 1957, Dr. No em 1958, Goldfinger em 1959, Thunderball em 1961, The Spy Who Loved Me em 1962, On Her Majesty's Secret Service em 1963 e You Only Live Twice em 1964. Também houve a coleção de contos For Your Eyes Only, publicada em 1960.[4]
  2. O autor búlgaro Andrei Guliashki escreveu em 1966 o romance Срещу 07, que envolvia um confronto entre Bond e o detetive Avakoum Zakhov, uma criação de Guliashki. Glidrose tomou uma atitude e o fez mudar o nome do agente britânico e o impediu de usar o número 007, que foi alterado para 07.[5][7]
  3. Griswold e Chancellor identificaram suas respectivas linhas do tempo a partir de episódios e situações dentro da série como um todo.[17][18]
  4. Um guinéu originalmente era uma moeda de ouro cujo valor era fixo em 21 xelins (1,05 libra esterlina). Nessa época a moeda já estava obsoleta e o termo funcionava simplesmente como um sinônimo para essa quantia.[37]
  5. Estes incluíram Roger Baker no The Times,[46] Alexander Muir do The Daily Mirror,[47] Malcolm Bradbury do The Guardian,[48] Maurice Richardson do The Observer[49] e S. K. Oberbeck do Chicago Tribune.[50]
  6. Estes incluíram Donald Stanley da Life,[29] Alexander Muir do The Daily Mirror[47] e D. J. Enright da The Listener.[51]

Referências

Citações

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  2. Black 2005, p. 75.
  3. «Obituary: Mr Ian Fleming». The Times. Londres. 13 de agosto de 1964. p. 12 
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  7. Jens, Erik (junho de 2017). «Cold War Spy Fiction in Russian Popular Culture: From Suspicion to Acceptance via Seventeen Moments of Spring». Center for the Study of Intelligence. Studies in Intelligence. 61 (2): 40 
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