Colin Wells
| Colin Wells | |
|---|---|
| Nascimento | West Bridgford, Reino Unido |
| Morte | 11 de março de 2010 (76 anos) |
| Nacionalidade | britânico |
| Alma mater | Universidade de Oxford |
| Carreira científica | |
| Orientador(es)(as) | Ian Richmond |
| Instituições | Universidade de Ottawa |
| Campo(s) | História |
| Tese | The Frontiers of the Empire Under Augustus (1965) |
Colin Michael Wells (West Bridgford, 15 de novembro de 1933 – Bangor, 11 de março de 2010) foi um historiador britânico especializado na Roma Antiga, além de acadêmico e arqueólogo dedicado às antiguidades clássicas.
Ao longo de 45 anos de carreira, ele foi autor e/ou editor de quatro livros e mais de 120 artigos e resenhas sobre a fronteira e o exército romanos, a história social e econômica do império, a antiga Cartago e as províncias africanas.
Biografia
Após estudar no Oriel College, da Universidade de Oxford, entre 1952 e 1954, Wells interrompeu a formação universitária para cumprir serviço militar. Integrou o 41º Regimento de Campanha da Artilharia Real, com períodos de serviço no Egito e na Alemanha. Posteriormente, retornou a Oxford, onde obteve o bacharelado em 1958 e o mestrado em 1959. Também serviu como tenente no South Nottinghamshire Hussars Yeomanry, unidade da Artilharia Real Montada.[1][2]
Em 1960, mudou-se para Ottawa, no Canadá, passando a lecionar Latim, História Antiga e Arqueologia no Departamento de Estudos Clássicos da Universidade de Ottawa. Em 1965, concluiu o doutorado pela Universidade de Oxford, sob orientação de Ian Richmond, com a tese The Frontiers of the Empire Under Augustus (As fronteiras do Império sob Augusto). Na Universidade de Ottawa, chegou a exercer a chefia do departamento.[1][2]
Em 1972, publicou The German Policy of Augustus (A política germânica de Augusto), obra que apresentou novas evidências arqueológicas sobre as campanhas de Augusto na Germânia. O livro foi amplamente reconhecido pela crítica especializada como um estudo de referência sobre a atuação militar romana na região. Diversos historiadores destacaram Wells como uma das principais autoridades de língua inglesa sobre o Exército Romano e as fronteiras imperiais na Germânia, ressaltando a abrangência e a durabilidade analítica da obra.[1][2]
Seu segundo livro, The Roman Empire (O Império Romano), analisou a história do Império entre 44 a.C. e 235 d.C. e destacou-se pelo uso sistemático de evidências arqueológicas como base interpretativa, abordagem considerada inovadora à época.[1][2]
Em 1987, Wells mudou-se para San Antonio, no estado do Texas, onde assumiu a primeira cátedra T. Frank Murchison de Estudos Clássicos na Trinity University. Nessa instituição, fundou um novo Departamento de Estudos Clássicos e lecionou até sua aposentadoria, em 2005.[1][2]
Morte
Após se aposentar, passou a viver com a esposa na Normandia, próximo à cidade de Saint-Lô, na França. Wells morreu em 11 de março de 2010, no País de Gales, aos 76 anos, em decorrência de um acidente vascular cerebral. Deixou a esposa, Kate, e dois filhos, Christopher e Dominic.[1]
Estudos e atuação arqueológica
Os interesses acadêmicos de Wells abrangeram a história social e econômica da Roma Antiga, com especial atenção aos assuntos militares, à África Romana, à transição para o Norte da África islâmico, à Germânia e às questões geopolíticas relacionadas ao Limes romano, tema presente desde suas primeiras publicações.[1]
Wells também teve atuação destacada como arqueólogo. Entre 1976 e 1986, dirigiu as escavações conduzidas pela segunda equipe canadense em Cartago, no âmbito do programa internacional “Salvar Cartago”, promovido pela UNESCO. Posteriormente, deu continuidade a esse trabalho sob patrocínio da Trinity University, assumindo a direção do projeto a partir de 1991.[1]
Publicações
- The German Policy of Augustus: An Examination of the Archaeological Evidence, (Clarendon Press, 1972), ISBN 9780198131625.
- The Roman Empire, (Stanford University Press, 1984; 2ª ed. Harvard University Press, 1995), ISBN 9780674777705.