Cochliomyia
Cochliomyia
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![]() Cochliomyia macellaria | |||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||
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Cochliomya é o gênero das moscas, ordem: Diptera, e é conhecida popularmente como mosca-varejeira. Possui desenvolvimento ontogenético de holometabolia, isto é, metamorfose completa, pelas fases de ovo-larva-pupa e adulto. Esse gênero não parasita humanos na sua forma adulta, pois não são hematófagas e possuem um aparelho bucal lambedor-sugador. Enquanto na sua forma larval, possuem aparelho mandibulado (mastigador) , parasitam e se alimentam de tecido vivo, as Cochliomyia hominivorax que são biontófagas, e material necrosado, as Cochliomyia macellaria que são necrobiontófagas, as fêmeas se alimentam de secreções, por exemplo, anais, bucais e nasais, e ao se alimentar dessas secreções fazem as posturas dos ovos, cerca de 300-2500 ovos, mas essa deposição não acontece somente em um hospedeiro. Após a postura, existem três estágios larvais, o primeiro não se alimenta, o segundo se alimenta e o terceiro faz a deposição de excretas, logo após os estágios larvais, essa fase parasitária é conhecida como "bicheira" ou miíase, inicia-se o estágio de pupa, é onde a transformação de larva para a mosca como conhecemos. As consequências desse parasitismo podem ser: anemia, desvalorização do couro, perda de peso, queda de produtividade, infecções, etc.
Depositam os seus ovos nos mamíferos de sangue quente e, ao eclodirem, as larvas alimentam-se do tecido do hospedeiro. Estas larvas provocam uma infestação conhecida como miíase.
O género Cochliomyia possui duas espécies principais responsáveis por causar miíase em humanos e animais: Cochliomyia hominivorax, que se alimenta de tecido vivo em feridas, e Cochliomyia macellaria, que se alimenta de tecido necrosado (tecido morto). Cochliomya hominivorax é preocupante, pois aumenta o tamanho das feridas limpas e pode atingir órgãos e provocar sequelas.
Cladograma
Cladograma segundo o Catalogue of Life[1]
| Cochliomyia |
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Adulto
De um modo geral, todos os dípteros possuem três regiões corporais (cabeça, tórax e abdómen), três pares de patas, um par de asas anteriores utilizadas para o voo, um par de halteres que são asas posteriores modificadas e um par de antenas.
As moscas-varejeiras do Novo Mundo partilham muitas características com a mosca doméstica comum. Ao identificar um espécime de díptero, é importante observar primeiro se as setas nas patas estão presentes ou ausentes. Todas as espécies da família Calliphoridae possuem setas nos meronos, arista plumosa e caliptros bem desenvolvidos. Tanto C. macellaria como C. hominivorax são verde metálico a verde azulado na coloração principal, com setas na superfície dorsal da nervura do pedúnculo, esclera laranja, espiráculos anteriores branco-claros, palpos filiformes e três listras longitudinais pretas (vittae) no noto do tórax. A espécie C. macellaria apresenta sétulas claras na placa fronto-orbital fora da fileira de setas frontais, enquanto o C. hominivorax tem sétulas escuras na placa fronto-orbital fora da fileira de setas frontais. A fêmea C. macellaria tem uma basicosta amarelada, enquanto a fêmea C. hominivorax tem uma basicosta castanha.[2][3]
Galeria
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Cochliomyia_hominivorax -
Machos estéreis de Cochliomyia_hominivorax -
Edward F.Knipling -
Cochliomyia macellaria
Referências
- ↑ Bisby F.A., Roskov Y.R., Orrell T.M., Nicolson D., Paglinawan L.E., Bailly N., Kirk P.M., Bourgoin T., Baillargeon G., Ouvrard D. (red.) (2011). Species 2000: Reading, UK., ed. «Species 2000 & ITIS Catalogue of Life: 2011 Annual Checklist.». Consultado em 24 de setembro de 2012
- ↑ Richardson, Betty T. "The Genus CALLITROGA Brauer." Workers in Subjects Pertaining to Agriculture in Land-Grant Colleges and Experiment Stations. Misc. Pub. 625. 1947.
- ↑ Whitworth, Terry (2006). «Keys to the Genera and Species of Blow Flies (Diptera: Calliphoridae) of America North of Mexico». Proceedings of the Entomological Society of Washington. 108 (3): 689–725
Bibliografia
- Monteiro, Silvia Gonzalez. Parasitologia na medicina veterinária / Silvia Gonzalez Monteiro. – 2. ed. – Rio de Janeiro: Roca, 2017.
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