Clóvis Garcia

Clóvis Garcia
Nascimento28 de fevereiro de 1921
Morte28 de novembro de 2012 (91 anos)
ResidênciaBrasil
CidadaniaBrasil
Alma mater
Ocupaçãoprofessor universitário, ator, crítico teatral
Empregador(a)Universidade de São Paulo, Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo

Clóvis Garcia (Taquaritinga, São Paulo, 1921 - São Paulo, São Paulo, 2012). Foi crítico, cenógrafo, figurinista, ator e professor universitário brasileiro.

Esteve envolvido em diversas áreas do teatro, tanto as teóricas quanto as práticas desde os anos 1950. Sua contribuição é reconhecida como crítico pioneiro voltado às atividades do teatro infantil.[1] Professor emérito da Universidade de São Paulo (USP).[2]

Biografia

Filho de Pedro Garcia, que era sócio-proprietário de uma fazenda de café, e de Isolina Mattos Garcia, Clóvis nasce em Taquaritinga, São Paulo, e lá mora até 1933, então com doze anos. Aos quatro anos de idade Clóvis já frequentava o cinema. Os filmes eram exibidos no Teatro Municipal de sua cidade.[3] Aos 11 anos, em 1932, Clóvis fugiu de casa duas vezes e foi para São Paulo para participar da Revolução Constitucionalista de 1932. Queria ser mensageiro:[3]

Da primeira vez, quando cheguei à estação de trem Santa Ernestina, pediram minha passagem, como eu não tinha, tive que descer e voltar a pé para Taquaritinga. Na segunda tentativa, fui até o gabinete do prefeito pedir que me desse passe, para que eu pudesse ir até São Paulo me apresentar como mensageiro – minha idéia era que um garoto de 11 anos, poderia correr muito mais que um adulto. O homem disse que iria dar, mas foi chamar o meu pai, que me deu um belo sermão e me pôs de castigo.
 
Clóvis Garcia.

Em 1934 começou o curso secundário no Colégio Atheneu Paulista, em Campinas, e se formou em 1935.[3]

Aos 15 anos foi para São Paulo, fez o curso pré jurídico na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) em 1936-1937. Fez o vestibular em 1939 para dois cursos: Direito no Largo de São Francisco da USP e Filosofia na São Bento, que hoje é a PUC. Fez um ano do curso de Filosofia, e logo abandonou, pois fazia, na mesma época, o CPOR (Centro de Preparação de Oficiais da Reserva) e à noite trabalhava como revisor no correio paulistano, onde o pai era correspondente.[3]

Durante sua formação, Clóvis trabalhou em um jornal católico, que se chamava Legionário do qual se desligou ao notar que o periódico começava a adotar uma orientação política de direita. Integrou a grande campanha contra o Eixo, em 1942, que pedia para que o Brasil entrasse na guerra.[3]

Em 1941 vira aspirante oficial da reserva, e em 1943 é promovido a segundo tenente R/2.[3]

Em 1942 se forma no bacharelado em Ciências Jurídicas e Sociais da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.[3]

Participou da Força Expedicionária Brasileira (FEB), na Itália, em 1943, e foi promovido a tenente. Se apresentou em 02 de julho de 1944, como voluntário. Aos 23 anos, em Pindamonhangaba, participou do treinamento para pracinhas.[3]

Quando o Brasil entrou na guerra, em agosto, eu estava fazendo estágio como aspirante oficial da reserva, em Pindamonhangaba. Eu e o Túlio Campelo que era de lá, estávamos juntos e decidimos nos apresentar como voluntários, já que nós tínhamos pedido a guerra. Vários colegas meus, da minha turma, fizeram discurso na Praça da Sé, mas nenhum se apresentou e nem foi.
 
Clóvis Garcia.

Esteve na linha de frente em 15 de setembro de 1944. Em 26 de novembro foi ferido, mas voltou pro campo de batalha pois não queria deixar a guerra. Participou da tomada da Divisão Alemã e da Campanha da Primavera. Sua participação na Força Expedicionária Brasileira (FEB) ficou registrada nos capítulos Os primeiros ataques a Monte Castelo e O serviço médico da FEB do livro Depoimentos de oficiais da reserva sobre a FEB. Essas foram suas primeiras produções literárias, que contribuíram para torná-lo reconhecido como escritor.[3]

Em 1945 volta da guerra, fica em Caçapava e depois retorna para São Paulo. Na época, seu pai morre de pneumonia e Clóvis leva a família para a capital de São Paulo. Estava três anos atrasado na faculdade com relação a sua turma. Prestou concurso e foi trabalhar como escriturário do Instituto de Pesquisa de São Paulo (IPESP), logo passou a ser procurador e depois presidente. Enquanto trabalhava no IPESP, construiu núcleos habitacionais, como o da Areia Branca, em Santos, núcleo esse que, na gestão seguinte, recebeu o nome de Clóvis. Criou o Hospital do Servidor e financiou cerca de 400 obras do Estado.[3]

Formação

Formou-se em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo[4], em 1942. Após sua formação, fez um curso de cenografia, em 1954, pelo Museu de Arte de São Paulo (MASP).[1]

Carreira

Teatro

Foi por meio da Faculdade de Direito que sua paixão pelo teatro floresceu:[3]

Naquele tempo, havia o hábito dos alunos da faculdade de fazer shows e sair se apresentando pelo interior. Aliás, eu conheci o Silnei Silqueira assim. As famílias faziam almoço e ofereciam para os estudantes. Eu tinha 14 anos e ele, estudante de Direito, veio almoçar na minha casa. Mas, aí, o Paulo Autran estava organizando esses shows, esquetes e me convidou
 
Clóvis Garcia.

O primeiro personagem de Clóvis foi um menino recitando. Fez A Dama das Camélias. Fez Peter Pan, direção de Júlio de Gouvea e estreia em 1949. Clóvis fez o papel do pai de Wendy. Foi sua primeira estreia oficial.[3]

“Minha primeira peça séria. Daí minha marca com o teatro infantil. Fizemos apresentações por São Paulo inteiro”.
 
Clóvis Garcia.

Foi diretor de um grupo amador no TBC. Em 1949 estreava a peça A noite de 16 de janeiro, de Ayn Rand. Após a estreia, foi convidado pela TBC para outra peça: Arsênico e Alfazema, de direção de Adolfo Celi, que aconteceu também em 1949 e teve a participação de Cacilda Becker e Madalena Nicol. Clóvis interpretou o Sargento Brophy. Com a profissionalização do TBC, Clóvis percebeu a dificuldade de conciliar o teatro profissional com a sua carreira de procurador. Por achar que não era bom ator, não quis se profissionalizar e saiu da Companhia. Fez ainda uma telenovela chamada A Grande Mentira, na Rede Globo.[3]

Depois, dirigiu a peça: O Boi e o Burro, a caminho de Belém, de Maria Clara Machado, na qual havia crianças atuando, e que Clóvis mostrou ter uma opinião contrária:[3]

O que hoje não faria porque sou contra criança até certa idade representar para público heterogêneo
 
Clóvis Garcia.

Dirigiu ainda: A Noite será como o dia (1952); Um menino nos foi dado (1952), ambas as peças de Marcos Barbosa. Dirigiu também o Grupo Operário do Ipiranga, na peça Quem casa quer casa (1957) de Martins Pena.[3]

Fundou, com Eny Autran e Evaristo Ribeiro o Grupo de Teatro Amador (GTA) em 1950 e a Federação Paulista de Amadores Teatrais. A estreia do GTA foi no mesmo ano, no Teatro Municipal de São Paulo com a peça Está lá fora o Inspetor, de John Boynton Priestley.[1][3] Atuou em Arsênico e Alfazema, de Joseph Kesselring, de direção de Adolfo Celi, pelo Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), em 1949.[1] Ajudou a fundar a revista do Teatro Brasileiro em 1955.[2]

Depois fizeram a peça Pantomima Trágica de Guilherme de Figueiredo, com atuação de Eny Autran e Ítalo Rossi e direção de Evaristo Ribeiro. O GTA descobriu muito atores, como Carlos Zara e Rubens de Falco.[3]

Por questões de economia, Clóvis foi dispensando do TBC e a seção de crítica foi cortada.[3]

Sua atuação como crítico também se destacou na TV Cultura, no programa Teatro Aberto, onde coordenou debates em 21 episódios semanais.[3]

Possui mais de 360 críticas de teatro adulto e infantil publicadas na revista O Cruzeiro. 40 críticas de teatro adulto no Jornal A Nação. No Jornal da Tarde foram 156 críticas sobre teatro infantil.[5]

Docência

Prédio da Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo, no campus Butantã.

Em 1964 torna-se professor da Escola de Arte Dramática (EAD). Em 1967 foi chamado para completar o quadro de professores do Curso de Teatro que estava começando no Departamento de Cinema, Rádio e Televisão (CTR) na Escola de Comunicações Culturais, que hoje se chama Escola de Comunicações e Artes. Em 1969 assumiu a posição de diretor da EAD e do Departamento de Teatro da ECA, neste último, substituindo Alfredo Mesquita.[6]

Teatro Laboratório ECA USP

Em 1969 tornou-se professor do curso de Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Em 1999 recebeu o título de professor emérito pela mesma instituição.[1]

Eu estava num Festival de Cinema no Rio de Janeiro e o Alfredo me chamou para substituí-lo na direção do Departamento de Teatro da ECA por três meses. Eu aceitei. Depois, ele mandou uma carta ao diretor da ECA pedindo demissão. O diretor determinou que eu ficasse na direção da EAD em definitivo.
 
Clóvis Garcia.

Ainda em 1969, integrou a comissão responsável por elaborar o Ante-projeto de Estutura Curricular dos Cursos de Teatro da ECA, designado pela portaria nº 13 de 08 de julho de 1969.[6]

A Escola de Arte Dramática (EAD) é uma escola técnica de formação de atores, fundada em 2 de maio de 1948 por Alfredo Mesquita e integrada à Universidade de São Paulo em 1969. Foi incorporada ao CTR em 1969-1970. Clóvis foi coordenador do CTR entre 1970 e 1972.[6][7]

Participou de muitas comissões internas da Universidade, como: Comissão de Sindicância, instaurada pela Portaria nº 5/69, de 22 de abril de 1969, sobre irregularidades nas listas de frequência; Comissão de Ensino da ECA (maio de 1969 a abril de 1970); Comissão Especial para propor critérios classificatórios para os contratos de professores pela Portaria 201 (1971); Comissão designada para elaborar o Antes Projeto de Regimento Interno da ECA (1972) e Comissão para planejar a instalação do Teatro da Universidade de São Paulo, TUSP.[6]

Dentre as funções que assumiu dentro da Universidade de São Paulo, estão: chefe do CTR (substituto, 1974/76/77 e titular em 1978); foi designado para responder pela Diretoria da ECA, na ausência do Diretor e do Vice-diretor no ano de 1974; representou a categoria docente doutores como membro do Conselho Departamental do CTR e Congregação da ECA; foi examinador na área de Artes para os candidatos de pós-graduação; coordenou a área teórica dos Cursos de Teatro do CTR (até 1979) e os cursos de pós graduação de teatro, também no CTR (a partir de 1979).[6]

Organizou o processo de reconhecimento dos cursos de Cinema, Rádio e Televisão. E em setembro de 1982, os cursos foram reconhecidos pela Portaria MEC nº 359.[6]

Às vésperas de completar 70 anos, foi aposentado compulsoriamente:

Em 1992, quando eu ia completar 70 anos, entraram com a aposentadoria compulsória. Achei uma humilhação ser posto fora desse jeito. Dois dias antes do meu aniversário, requeri a aposentadoria por tempo de serviço. Fiz questão de ser eu mesmo a pedir a aposentadoria
 
Clóvis Garcia.

A partir daí, surge, na USP, a opção de continuar ministrando aula, mas sem vencimentos e vínculo empregatício.[6]

Assinei que me obrigo a dar aula de Graduação e Pós-graduação e a participar de bancas etc, e por outro lado, tenho direito de usar serviços da secretaria, xérox, fax, computador, sala...Sem nenhum compromisso financeiro por parte da USP. Só as bancas são remuneradas.
 
Clóvis Garcia.

Clóvis também foi professor da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).[6]

Literatura

Clóvis escreveu um capítulo do livro Teatro Experimental do Negro (TEN), em 1966. Escreveu a apresentação do livro O teatro de Timochenco Wehbi de 1980 e um capítulo do Teatro e Ensino de Literatura, em 1981.[1]

Obras teatrais

  • (1983) - Romaria[8]
  • (1982) - Prometeu Libertado[9]
  • (1971) - Antígone[10]
  • (1969) - Intriga de Amor[11]
  • (1966) - Manhãs de Sol[12]
  • (1966) - O Avarento[13]
  • (1965) - A Sapateira Prodigiosa[14]
  • (1964) - Caprichos de Amor e do Acaso[15]
  • (1964) - Noites Brancas[16]
  • (1963) - João Farrapo[17]
  • (1963) - Cidade Assassinada[18]
  • (1957) - Três Anjos Sem Asas[19]
  • (1956) - Aconteceu às 5:15[20]
  • (1955) - Cantiga de Ninar[21]
  • (1954) - Corrupção no Palácio de Justiça[22]
  • (1954) - A Grande Estiagem[23]
  • (1953) - Volta, Mocidade[24]
  • (1953) - O Doente Imaginário[25]
  • (1953) - Ingênua até Certo Ponto[26]
  • (1953) - Eu Já Estive Aqui[27]
  • (1952) - A Noite Será Como o Dia[28]
  • (1952) - Férias de Verão[29]
  • (1952) - Fora da Barra[30]
  • (1952) - Quem Casa Quer Casa[31]
  • (1952) - Um Amor de Bruxa[32]
  • (1952) - Um Menino nos Foi Dado[33]
  • (1951) - A Corda[34]
  • (1951) - Pantomima Trágica[35]
  • (1950) - Está Lá Fora um Inspetor[36]
  • (1949) - A Noite de 16 de Janeiro[37]
  • (1949) - Arsênico e Alfazema[38]
  • (1949) - Peter Pan[39]

Referências

  1. a b c d e f Cultural, Instituto Itaú. «Clóvis Garcia». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 16 de outubro de 2025 
  2. a b «Provocações - Clóvis Garcia». culturaplay.tvcultura.com.br. Consultado em 17 de outubro de 2025 
  3. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s Guimarães, Carmelinda (2006). Clóvis Garcia - A crítica como ofício (PDF). São Paulo: Imprensa oficial. pp. 15–. ISBN 8570604297 
  4. Azevedo, Elizabeth R. (23 de dezembro de 2021). Clóvis Garcia: centenário de um homem de teatro. [S.l.]: Portal de Livros Abertos da USP. Consultado em 17 de outubro de 2025 
  5. Guimarães, Carmelinda (2006). Clóvis Garcia - A crítica como ofício (PDF). São Paulo: Imprensa Oficial. p. 46. ISBN 8570604297 
  6. a b c d e f g h Guimarães, Carmelinda (2006). «O Mestre». A crítica como ofício (PDF). São Paulo: Imprensa oficial. pp. 35–. ISBN 8570602332 
  7. «Sobre a EAD». ECA-USP | Escola de Comunicações e Artes. Consultado em 4 de novembro de 2025 
  8. Cultural, Instituto Itaú. «Romaria». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  9. Cultural, Instituto Itaú. «Prometeu Libertado». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  10. Cultural, Instituto Itaú. «Antígone». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  11. Cultural, Instituto Itaú. «Intriga de Amor». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  12. Cultural, Instituto Itaú. «Manhãs de Sol». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  13. Cultural, Instituto Itaú. «O Avarento». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  14. Cultural, Instituto Itaú. «A Sapateira Prodigiosa». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  15. Cultural, Instituto Itaú. «Caprichos de Amor e do Acaso». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  16. Cultural, Instituto Itaú. «Noites Brancas». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  17. Cultural, Instituto Itaú. «João Farrapo». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  18. Cultural, Instituto Itaú. «Cidade Assassinada». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  19. Cultural, Instituto Itaú. «Três Anjos Sem Asas». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  20. Cultural, Instituto Itaú. «Aconteceu às 5:15». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  21. Cultural, Instituto Itaú. «Cantiga de Ninar». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  22. Cultural, Instituto Itaú. «Corrupção no Palácio de Justiça». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  23. Cultural, Instituto Itaú. «A Grande Estiagem». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  24. Cultural, Instituto Itaú. «Volta, Mocidade». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  25. Cultural, Instituto Itaú. «O Doente Imaginário». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  26. Cultural, Instituto Itaú. «Ingênua até Certo Ponto». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  27. Cultural, Instituto Itaú. «Eu Já Estive Aqui». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  28. Cultural, Instituto Itaú. «A Noite Será Como o Dia». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  29. Cultural, Instituto Itaú. «Férias de Verão». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  30. Cultural, Instituto Itaú. «Fora da Barra». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  31. Cultural, Instituto Itaú. «Quem Casa Quer Casa». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  32. Cultural, Instituto Itaú. «Um Amor de Bruxa». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  33. Cultural, Instituto Itaú. «Um Menino nos Foi Dado». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  34. Cultural, Instituto Itaú. «A Corda». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  35. Cultural, Instituto Itaú. «Pantomima Trágica». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  36. Cultural, Instituto Itaú. «Está Lá Fora um Inspetor». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  37. Cultural, Instituto Itaú. «A Noite de 16 de Janeiro». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  38. Cultural, Instituto Itaú. «Arsênico e Alfazema». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025 
  39. Cultural, Instituto Itaú. «Peter Pan». Enciclopédia Itaú Cultural. Consultado em 3 de novembro de 2025