Clóvis Frainer
Clóvis Frainer
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| Arcebispo da Igreja Católica | |
| Arcebispo emérito de Juiz de Fora | |
| Atividade eclesiástica | |
| Ordem | Ordem dos Frades Menores Capuchinhos |
| Diocese | Arquidiocese de Juiz de Fora |
| Nomeação | 22 de maio de 1991 |
| Entrada solene | 15 de agosto de 1991 |
| Predecessor | Juvenal Roriz, C.Ss.R. |
| Sucessor | Eurico dos Santos Veloso |
| Mandato | 1991 - 2001 |
| Ordenação e nomeação | |
| Ordenação presbiteral | 29 de março de 1955 Santo Antônio do Parteno por Alfredo Vicente Scherer |
| Nomeação episcopal | 3 de janeiro de 1978 |
| Ordenação episcopal | 9 de abril de 1978 Veranópolis por Carmine Rocco |
| Lema episcopal | EVANGELIZARE MISIT ME Enviou-me a Evangelizar |
| Nomeado arcebispo | 5 de janeiro de 1985 |
| Brasão arquiepiscopal | ![]() |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | Veranópolis 23 de março de 1931 |
| Morte | Caxias do Sul 4 de abril de 2017 (86 anos) |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Progenitores | Mãe: Angela Mezzalira Pai: Ignacio Frainer |
| Funções exercidas | -Prelado da Coxim (1978-1985) -Arcebispo de Manaus (1985-1991) |
| Sepultado | Memorial dos Capuchinhos de Caxias do Sul |
| dados em catholic-hierarchy.org Arcebispos Categoria:Hierarquia católica Projeto Catolicismo | |
Dom Frei Clóvis Frainer, OFMCap (Veranópolis, 23 de março de 1931 - Caxias do Sul, 4 de abril de 2017) foi um bispo católico brasileiro e Arcebispo Emérito da Arquidiocese de Juiz de Fora.
Biografia
Clóvis Frainer era filho de Ignacio Frainer e Angela Mezzalira Frainer.[1] Cumpriu seus estudos nos Seminários Capuchinhos de Veranópolis (1942-1944) e Vila Ipê (1945-1947), ingressando depois no Noviciado em Flores da Cunha em 1948, onde emitiu seus primeiros votos religiosos aos 6 de janeiro de 1949. Cursou filosofia no Convento São Boaventura em Marau (1949-1951) e teologia nos conventos de Garibaldi (1952-1954) e Porto Alegre (1955). Foi ordenado sacerdote no dia 27 de março de 1955 na Paróquia Santo Antônio do Partenon, em Porto Alegre pelo Cardeal Dom Vicente Scherer. Seus superiores o enviaram para Roma, onde se licenciou em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana e em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico.[1][2]
Ao regressar ao Brasil, no início de 1960, assume como professor na Escola Superior de Teologia (Convento São Lourenço de Brindisi) e na PUCRS, em Porto Alegre, e em diversas casas religiosas. No ano de 1964 é designado para o cargo de secretário provincial da Província dos Capuchinhos do Rio Grande do Sul, em Caxias do Sul, sendo também capelão do Noviciado das Irmãs Carlistas Scalabrinianas.[1]
Frei Clóvis fundou e organizou a Fundação Cultural Riograndense, mantenedora da Rádio São Francisco de Caxias do Sul, e Rádio Fátima de Vacaria, tendo sido também o 1º diretor-presidente da Fundação Cultural Riograndense. Foi eleito Ministro Provincial no 7º Capítulo Provincial, realizado em julho de 1967. No ano seguinte, participou, em Roma, do Capítulo Geral Especial da Ordem quando foram elaboradas as Novas Constituições. Findo o mandato como provincial, no primeiro semestre de 1970, atuou como Coordenador de Pastoral na Diocese de Caçador.[1]
Foi eleito Conselheiro Geral da Ordem para a América Latina para o sexênio 1970-1976, e nessa posição, visitou todas as fraternidades capuchinhas, do México até a Argentina. Em 1976, obteve os títulos de Doutor em Teologia e Livre Docência pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Em 1977, passou a atuar na pastoral paroquial em Campo Grande.[1]
No dia 3 de janeiro de 1978, o Papa Paulo VI o nomeou primeiro bispo da recém-criada Prelazia de Coxim, no Mato Grosso do Sul.[2]
Aos 5 de janeiro de 1985 o Papa João Paulo II o elevou a dignidade de arcebispo de Manaus, assumindo a Arquidiocese por 6 anos. Em 22 de maio de 1991, nova transferência, dessa vez para assumir a Arquidiocese de Juiz de Fora, onde tomou posse em 15 de agosto. Na arquidiocese mineira criou pelo Mutirão Evangelizador, em preparação para o Ano Jubilar de 2000. Visitou toda a Arquidiocese, animando para as Assembleias Arquidiocesanas e para o Mutirão Evangelizador do ano jubilar.[2]
No dia 28 de novembro de 2001 o Papa João Paulo II aceitou o seu pedido de renúncia, por alcançar o limite de idade.[3]
Morreu aos 86 anos em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, vítima de complicações pulmonares e falência de outros órgãos. Foi sepultado no Memorial dos Capuchinhos de Caxias do Sul, junto ao Convento dos Capuchinhos.[4]
Livros
Dom Clóvis escreveu os seguintes livros:
- A História de Deus em nossa história.
- Curso de Liderança Cristã.
- Conhecendo o Novo Testamento.
- Conhecendo o Antigo Testamento.
- Chamou para ficar com Ele.
- Bíblia - História da Salvação.
- Perspectiva Franciscana dos votos religiosos.
- Pergunte. A Bíblia responde.
Referências
- ↑ a b c d e «Morre arcebispo emérito Dom Clóvis Frainer». Capuchinhos do Brasil. 4 de abril de 2017. Consultado em 6 de fevereiro de 2026
- ↑ a b c «Dom Frei Clóvis Frainer (1991-2001) | Arquidiocese de Juiz de Fora». 11 de março de 2021. Consultado em 6 de fevereiro de 2026
- ↑ «RINUNCE E NOMINE». press.vatican.va. Consultado em 6 de fevereiro de 2026
- ↑ «Morre o arcebispo emérito de Juiz de Fora (MG) - CNBB». www.cnbb.org.br. 4 de abril de 2017. Consultado em 6 de fevereiro de 2026
Ligações externas
| Precedido por — |
Bispo de Coxim 1978-1985 |
Sucedido por Dom Frei Ângelo Domingos Salvador, OFMCap |
| Precedido por Dom Milton Corrêa Pereira |
![]() Arcebispo de Manaus 1985-1991 |
Sucedido por Dom Luiz Soares Vieira |
| Precedido por Dom Juvenal Roriz, CSSR |
Arcebispo de Juiz de Fora 1991-2001 |
Sucedido por Dom Eurico dos Santos Veloso |

