City branding

Criada por Milton Glaser em 1977, a marca "I Love New York" é amplamente utilizada para promover a cidade de Nova Iorque.

City branding, também chamado de marca de cidade,[1] place branding[2] ou branding urbano, é o nome que se dá ao uso de estratégias de branding e marketing para promover uma cidade como uma marca, visando destacar sua identidade econômica, política e cultural.[3]

A prática reconhece que cidades competem por atenção e recursos, buscando projetar uma imagem autêntica e atrativa, baseada na cultura, história e vocação local.[4] Governos e administrações públicas adotam esse conceito como uma estratégia para posicionar suas cidades no cenário regional e global.[5] Ao aplicar técnicas de branding à identidade urbana, busca-se consolidar uma imagem coerente e estratégica da cidade, capaz de estimular o turismo, atrair recursos, diferenciar o território em cenários competitivos e reforçar o senso de pertencimento da população por meio de narrativas culturais compartilhadas.[6]

Origem

As primeiras práticas de branding urbano surgiram nos Estados Unidos, durante o século XIX, com o objetivo de atrair população para áreas rurais. Com o tempo, a estratégia foi adotada para promover destinos turísticos na Europa. A consolidação do conceito como campo acadêmico emergente ocorreu a partir de 2010 e passou a ser explorada posteriormente no campo teórico por estudiosos como Wally Olins, Philip Kotler e outros.[7][8]

O fenômeno pode ocorrer de forma orgânica ou planejada. Na forma orgânica, a imagem da cidade é construída informalmente ao longo do tempo, como no caso de Paris ("cidade luz") e Jerusalém ("cidade sagrada"). Já no formato estratégico, gestores urbanos adotam campanhas deliberadas para promover a cidade, como "I amsterdam" (Amsterdã), "Sin City" (Las Vegas) e "capital mundial do homus" (Abu Ghosh).

Estudiosos da área de marketing indicam que cidades sagradas podem ser consideradas uma das formas mais antigas de branding aplicado a localidades urbanas, em razão do valor atribuído por sua importância em contextos de peregrinação.[9]

Aplicação

O city branding é um processo composto por diversas etapas e envolve diferentes grupos com interesses variados. Ao contrário do branding de produtos ou serviços, o de cidades requer maior coordenação, e no geral, é uma aplicação de longo prazo.

Uma marca urbana pode se basear em atributos existentes, como cultura ou reputação, ou ser construída a partir de iniciativas como eventos e políticas. A imagem formada é promovida por meio de canais de comunicação voltados a públicos específicos, exercendo influência direta sobre a percepção e o posicionamento global de uma cidade.[6] O desenvolvimento segue as seguintes etapas:

  1. Diagnóstico participativo — escuta da população e mapeamento de ativos identitários;
  2. Posicionamento — escolha de valores e atributos com potencial de projeção;
  3. Narrativa da marca — criação de logotipos, slogans e materiais visuais;
  4. Implementação — uso da marca em políticas públicas, eventos, sinalização e mídias;
  5. Gestão contínua — articulação entre governo, setor privado e sociedade civil.

Ver também

Referências

  1. «City branding: descubra o que é!». SebraePlay. Consultado em 22 de agosto de 2025 
  2. «Como o place brading pode impulsionar os negócios - Sebrae». sebrae.com.br. Consultado em 14 de julho de 2025 
  3. «Journal of Product & Brand Management | Emerald Insight». www.emerald.com (em inglês). Consultado em 13 de julho de 2025 
  4. Redação Revista Estratégia (10 de julho de 2023). «A cidade e a identidade: por que bairros, cidades e países desenvolvem ações de marca (branding)». Revista Estratégia. Consultado em 12 de julho de 2025 
  5. Ulisses Zamboni (2023). «City Branding». MIT Sloan Review Brasil. Consultado em 13 de julho de 2025 
  6. a b «Marca das cidades». Sebrae Play. 2023. Consultado em 12 de julho de 2025 
  7. Destination Branding: Creating the Unique Destination Proposition, Edited by Nigel Morgan, Annette Pritchard and Roger Pride, Oxford, UK, Butterworth Heinemann 2002
  8. Kotler, P. Haider, D.H. & Rein, I. (1993). Marketing Places, New York: Free Press.
  9. http://www.fek.su.se/en/Research/Subdisciplines/Marketing/Stockholm-Program-of-Place-Branding/

Ligações externas