Circular 10/70

A Circular 10/70 foi uma tentativa de Margaret Thatcher, como Secretária de Estado da Educação e Ciência, em 1970, de reverter os efeitos da Circular 10/65 (às vezes chamada de Circular Crosland, já que Anthony Crosland a emitiu como Secretário da Educação sob Wilson em 1965) e da Circular 10/66. A primeira circular solicitava que as LEAs iniciassem o processo de conversão para o ensino totalmente abrangente, em consonância com os desejos do governo trabalhista quanto à transição para um sistema nacional abrangente. A segunda circular afirmava que nenhum financiamento seria concedido para novas escolas não abrangentes. A Circular 10/70 permitia que as LEAs decidissem o futuro do Ensino Médio na área sob sua autoridade, independentemente do governo central.[1]

Embora Thatcher tenha feito o possível para demonstrar que não estava tentando desencorajar a educação abrangente como sistema, a retirada da Circular 10/65 gerou uma controvérsia notável. O Sindicato Nacional de Professores estava preocupado com as implicações da retirada e com a falta de consulta prévia à decisão: "Sobre as implicações da própria Circular 10/70, a delegação expressou a opinião de que ela representava um incentivo às autoridades locais que se opunham à educação abrangente e um endosso à seleção aos onze anos". [2]

Referências

  1. «Times Education Supplement». 1000 Years of Education; 1959-1970; Chronology; Millennium Edition 
  2. «Thatcher meets NUT deputisation». margaretthatcher.org. Consultado em 31 de março de 2011