Convenção Internacional de Proteção das Plantas
| (CIPP) Convenção Internacional de Proteção das Plantas | |
|---|---|
| Tipo | agricultura; ambiental |
| Local de assinatura | Roma, Itália |
| Autoria | Diretor Geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura |
| Signatário(a)(s) | 29 |
| Partes | 183 |
| Assinado | 6 de dezembro de 1951 |
| Em vigor | 3 de abril de 1952 |
| Condição | três ratificações |
| Publicação | |
| Língua(s) | Árabe, Mandarim, Inglês, Francês, Russo, e Espanhol |
A Convenção Internacional de Proteção das Plantas (CIPP) (em inglês: International Plant Protection Convention, IPPC) é um tratado internacional originado da 6ª Conferência da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) em 1951. Sediado em Roma, é formado por 127 países. O tratado visa assegurar medidas de prevenção à introdução e disseminação de pragas que ameacem os vegetais e seus produtos, bem como, promover meios de controle. Estabelece entendimentos e implementação dos princípios de proteção das plantas relativos ao comércio, a harmonização de medidas fitossanitárias, o suporte aos programas de cooperação técnica da FAO e outras organizações como a OMC, e ainda, padrões fitossanitários e acompanhamento do tema diante dos acordos regionais de integração.[1]
A Convenção criou um órgão de governo composto por cada parte, conhecido como Comissão de Medidas Fitossanitárias, que supervisiona a implementação da convenção. Em agosto de 2017, a convenção tinha 183 partes, sendo 180 estados-membros das Nações Unidas e as Ilhas Cook, Niue e a União Europeia.[2] A convenção é reconhecida pelo Acordo sobre a Aplicação de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (Acordo SPS) da Organização Mundial do Comércio (OMC) como o único órgão internacional de definição de padrões para a saúde vegetal.
Funcionamento
Pontos vitais:
- A CIPV é um acordo dinâmico que evolui continuamente para enfrentar os desafios fitossanitários emergentes, como as mudanças climáticas e o aumento do comércio internacional. Ela promove a cooperação entre os países e a harmonização das medidas fitossanitárias, contribuindo para a saúde das plantas e o desenvolvimento sustentável.
- A CIPV estabelece Normas Internacionais para Medidas Fitossanitárias (NIMFs), que fornecem diretrizes para os países membros desenvolverem medidas fitossanitárias eficazes e seguras. Essas medidas incluem inspeção, quarentena, tratamento e certificação fitossanitária.
- desempenha um papel vital na proteção da agricultura global, segurança alimentar e biodiversidade. Ao prevenir a propagação de pragas, a CIPV ajuda a garantir a produção de alimentos, proteger o meio ambiente e facilitar o comércio internacional.
- A CIPV se aplica a todos os tipos de plantas e produtos vegetais, incluindo sementes, mudas, frutas, legumes, madeira e grãos.
- A CIPV exige que as plantas e produtos vegetais que circulam internacionalmente sejam acompanhados por um Certificado Fitossanitário. Este documento atesta que o material vegetal foi inspecionado e está livre de pragas quarentenárias.
- A CIPV promove a cooperação entre os países para o desenvolvimento e implementação de medidas fitossanitárias eficazes. Isso inclui o intercâmbio de informações, tecnologias e experiências.
- é administrada pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e possui mais de 180 países membros.
Proteção da Agricultura e do Meio Ambiente Global
A CIPV desempenha um papel vital na proteção da agricultura e do meio ambiente global. Ao prevenir a disseminação de pragas, a CIPV contribui para:
● Segurança alimentar: Protege as culturas agrícolas, garantindo a produção de alimentos e a segurança alimentar global.
● Proteção da biodiversidade: Impede a introdução de espécies invasoras que podem causar danos irreversíveis aos ecossistemas.
● Facilitação do comércio: As NIMF fornecem um conjunto de normas internacionais que facilitam o comércio de plantas e produtos vegetais, garantindo a segurança fitossanitária.[3]
Normas Internacionais para Medidas Fitossanitárias (NIMF)
A CIPV estabelece as NIMF, que fornecem diretrizes harmonizadas para medidas fitossanitárias. Essas normas são usadas pelos países para desenvolver regulamentos e procedimentos fitossanitários.
As NIMF são a principal ferramenta da CIPVConvenção Internacional de Proteção dos Vegetais (CIPV) para atingir os seu objetivos: a CIPV é a única organização global de definição de padrões para a sanidade vegetal.[4]
Referências
- ↑ Morin, Louise (2020). «Progress in Biological Control of Weeds with Plant Pathogens». Annual Review of Phytopathology. 58 (1): 201–223. PMID 32384863. doi:10.1146/annurev-phyto-010820-012823
- ↑ «Countries List: Countries». International Plant Protection Convention
- ↑ «IPPC». International Plant Protection Convention (em inglês). Consultado em 21 de outubro de 2024
- ↑ «Convenção Internacional de Proteção dos Vegetais (CIPV)». Gov.br