Cinderella (1997)
Cinderella
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| No Brasil | A Cinderela[1] |
| Estados Unidos 1997 • cor • 88 min | |
| Género | romance, musical, fantasia |
| Direção | Robert Iscove |
| Roteiro | Robert L. Freedman Oscar Hammerstein II |
| Baseado em | Cinderela de Charles Perrault |
| Elenco | Brandy Norwood Whitney Houston Paolo Montalbán Bernadette Peters Whoopi Goldberg Victor Garber Jason Alexander |
| Companhia produtora | Walt Disney Television |
| Distribuição | Buena Vista Television |
| Lançamento |
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| Idioma | inglês |
| Orçamento | US$ 12 milhões |
Cinderella (bra A Cinderela), também comercializado como Rodgers & Hammerstein's Cinderella[2] é um telefilme estadunidense da Disney, lançado em novembro de 1997, no canal ABC. O filme é a terceira adaptação para a televisão do musical de Rodgers e Hammerstein, por sua vez inspirado na fábula homônima de Charles Perrault.[2][3] Coproduzido por Whitney Houston, que também aparece como a Fada Madrinha da Cinderela, o filme é estrelado por Brandy Norwood no papel-título e apresenta um elenco famoso e racialmente diverso.[4] Com um orçamento de produção de US$ 12 milhões, Cinderella, está entre os filmes de televisão mais caros já feitos. Sua estreia atraiu 60 milhões de espectadores.[5]
Sinopse
Cinderela é uma linda garota que é atormentada por sua madrasta e suas meia-irmãs invejosas, e seu grande sonho é ir ao baile para dançar com o príncipe Christopher, algo aparentemente impossível. Mas como "coisas impossíveis acontecem todos os dias", seu desejo é realizado por sua fada-madrinha. Ao sair do baile à meia noite (hora que o encanto se desfaz), perde seu sapatinho de cristal na escadaria do palácio e o príncipe apaixonado fica disposto a encontrar a dona daquele sapatinho.
Elenco
- Brandy Norwood - Cinderela
- Whitney Houston - Fada-Madrinha
- Paolo Montalbán - Príncipe Christopher Rúber
- Bernadette Peters - Madrasta
- Whoopi Goldberg - Rainha Constantina
- Victor Garber - Rei Maximillian
- Jason Alexander - Lionel
- Veanne Cox - Caliope
- Natalie Dessele - Minerva
Trilha Sonora
- "The Sweetest Sounds" (de No Strings)
- "The Prince Is Giving A Ball"
- "In My Own Little Corner"
- "Falling In Love With Love" (de The Boys from Syracuse)
- "Impossible - It's Possible"
- "Ten Minutes Ago"
- "Stepsister's Lament"
- "Do I Love You Because You're Beautiful"
- "A Lovely Night"
- "There Is Music In You" (de Main Street to Broadway)
Produção
Cinderela de Rodgers & Hammerstein foi a terceira versão cinematográfica do musical. Os compositores Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II escreveram originalmente Cinderela como um musical exclusivamente para a televisão estrelado por Julie Andrews, que foi ao ar em 1957. A segunda versão foi estrelada por Lesley Ann Warren, em 1965.[6] A ideia de refazer Cinderela para a televisão uma terceira vez surgiu em 1993, quando a BrownHouse Productions, produtora da cantora Whitney Houston, adquiriu os direitos de "Cinderela de Rodgers & Hammerstein". Em 1993, a CBS exibiu a adaptação do musical Gypsy, estrelado por Bette Midler, e produzido pela dupla Craig Zadan e Neil Meron, donos da Storyline Entertainment.[7] No dia seguinte da transmissão de Gypsy, a agente de Whitney, Nicole David, ligou para Zadan e Meron, e perguntou se eles estavam interessados em se juntar a sua cliente para desenvolver uma nova versão de "Cinderela de Rodgers & Hammerstein", com uma protagonista negra. Zadan e Meron logo apresentaram a ideia a CBS, que concordou, por tanto, que a própria Whitney interpretasse o papel-título. A CBS pretendia produzir e lançar o filme até 1995, mas o projeto foi continuamente adiado devido a agenda de Whitney,[8] e o contrato que a CBS tinha com a Storyline Entertainment chegou ao fim.[9]
Em 1996, a ABC queria reviver sua sessão de telefilmes, The Wonderful World of Disney. Esperando relançar a série usando "um grande evento", o CEO da Disney, Michael Eisner, pediu que seus colaboradores de longa data, Zadan e Meron, apresentassem a ele possíveis projetos, e eles sugeriram a Cinderela de Whitney, o que Eisner deu sinal verde imediatamente.[10] Porém, ao revisitar o projeto, Whitney não se sentia mais adequada para o papel, então, ela recomendou a cantora Brandy, que estrelava a sitcom Moesha na época. Whitney era "madrinha" de carreira de Brandy, e acreditava que ela possuía o talento e a doçura para interpretar Cinderela.[11] Eisner disse a Zadan e Meron, que só aceitaria a mudança se a própria Whitney Houston estivesse no filme; então, eles convenceram Whitney em ser a fada madrinha, assim como ela era para a Brady na vida real. Brandy contou que quando Whitney telefonou para lhe oferecer o papel, ela se apresentou como sua "fada madrinha".[12] Whitney desenvolveu um bom relacionamento com Craig Zadan e Neil Meron, e se manteve a frente de todas as decisões criativas, particularmente do elenco.[13] Inicialmente, eles ficaram preocupados que a Disney rejeitasse a ideia de um elenco multirracial, mas ficaram surpresos quando a empresa não protestou de forma alguma.[14]
Zadan e Meron recrutaram o roteirista de televisão, Robert L. Freedman, para desenvolver o texto. Freedman tentou escrever um roteiro adequado para meninas da década de 1990, e eliminar o elemento de que Cinderela está simplesmente esperando para ser resgatada pelo príncipe. Em sua versão, Cinderela anseia pela independência e discorda ativamente das opiniões de sua madrasta sobre os papéis de gênero no casamento. Freedman reescreveu continuamente o roteiro, particularmente preocupado se Whitney gostaria ou não de sua peça.[15] Pouco antes do inicio das filmagens, a equipe do filme organizou uma leitura de mesa no Rihga Royal Hotel em Nova York, um dos locais favoritos de Whitney. Ela chegou à leitura com várias horas de atraso, leu as falas marcadas e permaneceu sem interagir, quando acabou, ela declarou sua aprovação do roteiro e, eventualmente, enviou flores aos atores para se desculpar por seu atraso.[16] Com um orçamento de produção de US$ 12 milhões, Cinderella, está entre os filmes de televisão mais caros já feitos.
Recepção
Exibido na ABC em 2 de novembro de 1997, Cinderella foi um grande sucesso de audiência, atraiu 60 milhões de espectadores, rendendo ao canal sua maior audiência nas noites de domingo em 10 anos.[17]
O filme foi indicado a vários prêmios da indústria, incluindo a sete Primetime Emmy Awards, ganhando um de Melhor Direção de Arte para um Programa de Variedades ou Música . O sucesso do programa inspirou a Disney e a ABC a produzir vários projetos musicais semelhantes.[18]
Referências
- ↑ «A Cinderela». Brasil: CinePlayers. Consultado em 20 de outubro de 2018
- ↑ a b «Rodgers & Hammerstein's Cinderella (1997)». BFI (em inglês)
- ↑ «Cinderella: the best film versions» (em inglês). 4 de março de 2015. ISSN 0307-1235
- ↑ Company, Johnson Publishing (3 de novembro de 1997). "Whitney Houston And Brandy Star In TV Movie 'Cinderella' Jet (em inglês). [S.l.]: Johnson Publishing Company. Consultado em 28 de setembro de 2025
- ↑ «It's Beauty and the Beast : A multiracial 'Cinderella' and a bloody-bad 'House of Frankenstein' kick off sweeps.». Los Angeles Times (em inglês). 31 de outubro de 1997. Consultado em 28 de setembro de 2025
- ↑ «Finally, Cinderella is going to the ball». The Independent (em inglês). 13 de novembro de 2003. Consultado em 28 de setembro de 2025
- ↑ «Ring Out The Bells, Sing Out The News: Rodgers & Hammerstein's Cinderella Returns To Television». Consultado em 28 de setembro de 2025
- ↑ «Houston to Star in `Cinderella'». 17 de maio de 1994. Consultado em 28 de setembro de 2025
- ↑ «TELEVISION; The Slipper Still Fits, Though the Style Is New (Published 1997)» (em inglês). 2 de novembro de 1997. Consultado em 28 de setembro de 2025
- ↑ Fleming, Michael (20 de junho de 1997). «ABC stages 'Cinderella'». Variety (em inglês). Consultado em 28 de setembro de 2025
- ↑ «It's Possible: An Oral History of 1997's "Cinderella"». Shondaland (em inglês). 2 de novembro de 2017. Consultado em 28 de setembro de 2025
- ↑ Hildebrand, Lee. «Brandy gets back in game after sad loss». SFGATE (em inglês). Consultado em 28 de setembro de 2025
- ↑ Fearn-Banks, Kathleen (4 de agosto de 2009). The A to Z of African-American Television (em inglês). [S.l.]: Bloomsbury Publishing PLC. Consultado em 28 de setembro de 2025
- ↑ Archerd, Army (11 de julho de 1997). «'Cinderella' evokes old H'w'd magic». Variety (em inglês). Consultado em 28 de setembro de 2025
- ↑ Reporter, Matthew JacobsSenior Entertainment; HuffPost (20 de março de 2015). «How Modern Cinderella Movies Have Updated The Classic Tale's Feminism». HuffPost (em inglês). Consultado em 28 de setembro de 2025
- ↑ «Happy Anniversary, Cinderella.. Times Two!». Consultado em 28 de setembro de 2025
- ↑ «It's Possible: 60 Million Viewers Go To The Ball With Cinterella». Consultado em 28 de setembro de 2025
- ↑ «Your Next Movie Marathon? Watching Every Single Disney Princess Movie in Order». Cosmopolitan (em inglês). 12 de junho de 2024. Consultado em 28 de setembro de 2025