Chapim-rabilongo

Chapim-rabilongo
Classificação científica edit
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Aegithalidae
Gênero: Aegithalos
Espécies:
A. caudatus
Nome binomial
Aegithalos caudatus
(Linnaeus, 1758)
Subespécies[2]
  • A. c. caudatus (Linnaeus, 1758)
  • A. c. rosaceus Mathews, 1938
  • A. c. europaeus (Hermann, 1804)
  • A. c. aremoricus Whistler, 1929
  • A. c. taiti Ingram, W, 1913
  • A. c. irbii (Sharpe & Dresser, 1871)
  • A. c. italiae Jourdain, 1910
  • A. c. siculus (Whitaker, 1901)
  • A. c. macedonicus (Salvadori & Dresser, 1892)
  • A. c. tephronotus (Gunther, 1865)
  • A. c. tauricus (Menzbier, 1903)
  • A. c. major (Radde, 1884)
  • A. c. alpinus (Hablizl, 1783)
  • A. c. passekii (Zarudny, 1904)
  • A. c. trivirgatus (Temminck & Schlegel, 1848)
  • A. c. kiusiuensis Kuroda, Nagamichi, 1923
  • A. c. magnus (Clark, AH, 1907)
Sinónimos
  • Parus caudatus Linnaeus, 1758

Aegithalos caudatus[3], comummente conhecido como chapim-rabilongo[4][5] ou chapim-rabilongo-comum[6], é uma ave passeriforme, classificada na superordem Passeri, subordem Passerida e família Aegithalidae, encontra-se nos bosques e florestas de grande parte da Península Ibérica. Ainda que pertença a uma família distinta dos "verdadeiros" chapins, a família Parus, estas duas famílias estão intimamente relacionadas.

Nomes comuns

Além de «chapim-rabilongo», esta espécie também é conhecida como: colher[7], foguete[8], quissarro[9], rabilongo[10] (não confundir com a espécie Cyanopica cyanus, que consigo partilha este nome) e rabo-de-foguete.[11]

Etimologia

Do que toca ao nome científico:

Descrição

Distingue-se pela sua cauda, com cerca de oito a nove centímetros, mais longa que o resto do corpo. Mede cerca de 13 cm a 16 cm (do bico à cauda) e tem um peso de cerca de dez gramas.[14] Sobressai pelo seu inconfundível corpo, que se assemelha a uma pequena bola rechonchuda, de peito e abdómen de coloração clara e bico e patas escuras.[15]

No norte da Europa existe a subespécie A. c. caudatus que apresenta cabeça branca e as asas quase todas brancas, enquanto a subespécie A. c. rosaceus, na Europa ocidental, é caracterizado por uma larga faixa escura em arco por cima do olho, as escapulares de cor amarela rosada intensa, uropígio e painéis das asas esbranquiçados. Na Europa central existem populações de formas mistas das duas formas. Os juvenis apresentam as bochechas e o pescoço escuros, não apresentando os flancos rosáceos como os adultos.

Os rabilongos na Península Ibérica são mais escuros, com os lados da cabeça riscados, os flancos de cor de vinho e o dorso quase preto, com a cauda comparativamente mais curta.

Distribuição

Distribui-se desde a Europa do norte até à região mediterrânica e à Ásia.[16]

Portugal

Em Portugal continental chega a ser abundante a nível local, sobretudo no interior norte do território.[15]

Ecologia

Encontra-se em matas mistas, orlas ripícolas[15], jardins, parques e bosques caducifólios abertos e mistos, preferindo as aveleiras e arbustos.[5]

Alimentação

No verão alimentam-se principalmente de pequenos insectos e aracnídeos mas não rejeitam rebentos e pequenos frutos.[5] No inverno alimentam-se de sementes gordas.[5]

Comportamento

Gregarismo

Durante o inverno é frequentemente avistado em companhia de outros chapins, mas sempre em pequenos bandos.[15] Não é demasiadamente territorial, fazendo por vezes ninhos próximos uns dos outros.[5]

Vocalização

Os chamamentos são um "tserr" áspero, semelhante ao da carriça, um "tett" chiado e um "srii-srii-srii". O canto é um trinado fraco, monótono, "sii uiuiuiuiui", semelhante ao do chapim-azul.

Reprodução

Ninho

Constrói ninhos muito elaborados em forma de bolsa e com entrada lateral, usando musgo, pelos de animais e penas, fixando o conjunto com teias de aranha.[5] O ninho é ampliado conforme as crias vão crescendo.[5]

Postura e ovos

A postura consiste em oito a doze ovos brancos com pintas vermelhas.

Incubação

Os ovos são incubados durante 12 a 14 dias.

1º voo

As crias estão prontas a voar ao fim de 12 a 14 dias.

Referências

  1. BirdLife International. (2024). «Aegithalos caudatus». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2024: e.T103871923A264587236. doi:10.2305/IUCN.UK.2024-2.RLTS.T103871923A264587236.enAcessível livremente. Consultado em 19 de fevereiro de 2025 
  2. Gill, F.; Donsker, D.; Rasmussen, P., eds. (2020). IOC World Bird List. Col: v10.2. [S.l.: s.n.] doi:10.14344/IOC.ML.10.2 
  3. «Aegithalidae». Aves do Mundo. 26 de dezembro de 2021. Consultado em 5 de abril de 2024 
  4. Infopédia. «chapim-rabilongo | Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa». Dicionários infopédia da Porto Editora. Consultado em 22 de agosto de 2025 
  5. a b c d e f g «Aegithalos caudatus». Museu Virtual Biodiversidade. Consultado em 22 de agosto de 2025 
  6. Paixão, Paulo (Verão de 2021). «Os Nomes Portugueses das Aves de Todo o Mundo» (PDF) 2.ª ed. A Folha — Boletim da língua portuguesa nas instituições europeias. ISSN 1830-7809. Consultado em 5 de abril de 2024. Cópia arquivada (PDF) em 23 de abril de 2022 
  7. Infopédia. «colher | Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa». Dicionários infopédia da Porto Editora. Consultado em 22 de agosto de 2025 
  8. Infopédia. «foguete | Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa». Dicionários infopédia da Porto Editora. Consultado em 22 de agosto de 2025 
  9. Infopédia. «quissarro | Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa». Dicionários infopédia da Porto Editora. Consultado em 22 de agosto de 2025 
  10. Infopédia. «rabilongo | Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa». Dicionários infopédia da Porto Editora. Consultado em 22 de agosto de 2025 
  11. Infopédia. «rabo-de-foguete | Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa». Dicionários infopédia da Porto Editora. Consultado em 22 de agosto de 2025 
  12. Jobling, James A (2010). The Helm Dictionary of Scientific Bird Names. London: Christopher Helm. p. 33. 432 páginas. ISBN 978-1-4081-2501-4 
  13. «caudatus». WordSense Dictionary (em inglês). Consultado em 23 de agosto de 2025 
  14. «Aegithalos caudatus». Museu Virtual Biodiversidade. Consultado em 21 de agosto de 2025 
  15. a b c d «Chapim-rabilongo (Aegithalos caudatus) – Aves de Portugal». Consultado em 23 de agosto de 2025 
  16. «Aegithalos caudatus». Museu Virtual Biodiversidade. Consultado em 23 de agosto de 2025 

Ligações externas