O cerco de Manzicerta ocorreu em 1054 quando o sultão seljúcida Tugril I (r. 1037–1063) sitiou a cidade de Manzicerta com a intenção de tomá-la do Império Bizantino no contexto de sua invasão do planalto Armênio. Tugril sitiou a cidade por trinta dias usando todos os tipos de máquinas de cerco, mas a cidade resistiu.[1] Um relato histórico citou a defesa bem-sucedida contra o uso de tartarugas leves pelos seljúcidas, os abrigos móveis que protegiam os homens e as armas de cerco do fogo de mísseis. Diz-se que o comandante local Basílio armazenou grandes vigas afiadas, que foram atiradas nas tartarugas que avançavam, derrubando-as no processo. A própria cidade foi capaz de resistir ao ataque devido à sua muralha tripla e acesso à água de nascente.[1] Dezessete anos depois, os seljúcidas teriam maior sucesso contra o imperador Romano IV (r. 1068–1071) sob o sultão Alparslano (r. 1063–1073) no mesmo lugar, com a cidade caindo no rescaldo da famosa derrota bizantina em 1071.
Referências
Bibliografia
- Escilitzes, João (2010). Wortley, John (tradutor), ed. John Skylitzes: A Synopsis of Byzantine History, 811–1057: Translation and Notes. Cambrígia: Cambridge University Pressisbn=9780521767057
- Chatzelis, Georgios (2019). Byzantine Military Manuals as Literary Works and Practical Handbooks: The Case of the Tenth-Century Sylloge Tacticorum. Nova Iorque: Routledge. ISBN 9781138596016
- McGeer, Eric; Nesbitt, John W.; Oikonomides, Nicolas (2001). Catalogue of Byzantine Seals at Dumbarton Oaks and in the Fogg Museum of Art, Volume 4: The East. Washington, Distrito de Colúmbia: Dumbarton Oaks Research Library and Collection. ISBN 0-88402-282-X